Edison Silva

Categoria: Conversas


09:57 · 15.07.2018 / atualizado às 09:57 · 15.07.2018 por

Por Miguel Martins

 

O presidente em exercício do PT cearense, Moises Braz, reúne pretensos candidatos do partido, antes da definição do comando partidário sobre as disputas no Ceará FOTO José Leomar

O Partido dos Trabalhadores (PT) inicia, a partir de amanhã, segunda-feira (16), uma série de atividades com vistas a fortalecer sua chapa proporcional para a disputa eleitoral deste ano. De acordo com o presidente em exercício da legenda, deputado Moisés Braz, ainda que esteja com um grupo forte para a disputa sozinho, se houver determinação do Encontro de Tática Eleitoral, no fim do mês, a agremiação poderá se coligar com outros partidos “para não cair no isolamento, mesmo com chapa pronta”.
Dentre os debates a serem realizados, a legenda aguarda uma audiência com o governador Camilo Santana para apresentar os nomes petistas para a disputa à Assembleia Legislativa e Câmara Federal, e em seguida, no dia 28 de julho próximo, realizar seu Encontro de Tática Eleitoral. Acontece que já há algum tempo a legenda tenta diálogo com o chefe do Poder Executivo, o que ainda não aconteceu, desde a última reunião do governador com alguns deputados federais, dentre eles José Nobre Guimarães e Luizianne Lins.
Moisés Braz disse que o partido, por enquanto, tem uma chapa formada por 28 pré-candidaturas a deputado estadual e 14 a federal, e conforme afirmou, o grupo está preparado para ir à disputa isoladamente. Na próxima segunda-feira, em Fortaleza, o presidente do grêmio deve reunir todos esses pré-candidatos, e em seguida, em data ainda a ser marcada, reuni-los com a executiva estadual para traçar metas para a disputa deste ano. Apesar de ter garantido que a chapa está pronta para a disputa de forma isolada, o dirigente não descartou a possibilidade de coligação com outras legendas, dentre elas o PV, PSB e PCdoB, com quem tem mantido diálogo.
“Estamos com uma chapa pronta, e na segunda vou realizar reunião para anunciar quem são os partidos que estamos procurando e que nos procuraram, para discutirmos pontos da eleição proporcional. Mas estamos com chapa pronta para disputar eleição sozinha. Se o Encontro de Tática Eleitoral autorizar, não vamos deixar de dialogar com outros partidos e cair no isolamento, mesmo com uma chapa pronta”, afirmou.
“Eu conversei com companheiros do PCdoB, temos tido conversas com o pessoal do PV e do PSB, além de outros partidos. Temos conversado de forma informa e vamos continuar esse debate e segunda-feira vou apresentar as conversas que foram feitas para que a gente possa realizar o melhor trabalho”.
Segundo disse, haverá diálogo com o governador e com o chefe da Casa Civil, Nelson Martins, mas caso defina por sair sozinho na disputa, o partido o fará, caso acredite que essa seja a melhor alternativa. Ele afirmou também que a chapa petista teve duas baixas recentes com a desistência de duas pré-candidaturas: a da presidente da Federação dos Trabalhadores (as) no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (FETAMCE), Enedina Soares da Silva, e do deputado Manoel Santana, que apoiará o filho, Gabriel Santana, do PCdoB.
“Tivemos duas baixas, e no caso do Santana acaba sendo uma mudança de voto, porque não conta na legenda do PT. Vamos respeitar a decisão dele, porque o PCdoB é um grande aliado, e temos que ter nomes fortes da esquerda no parlamento”, apontou o petista.
Uma discussão que ainda não foi sanada dentro do Partido dos Trabalhadores diz respeito à questão da vaga ao Senado, visto que, mesmo sabendo da atual conjuntura, a maior parte das alas petistas defende que o grêmio indique o nome. “Tem pessoas dentro do partido que defendem que o PT lute até o momento pela vaga do Senado. Esse debate está muito avançado sem o PT. Todo mundo sabe sobre a construção que está sedo feita, mas o PT continua debatendo e exigindo”, disse ele em referência à possibilidade de as vagas serem destinadas às postulações de Cid Gomes (PDT) e Eunício Oliveira (MDB).
No entanto, para Moisés Braz a prioridade urgente é o registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e candidatura de Camilo à reeleição. “O debate do Senado está muito em evidência, mas nossa prioridade é ampliar a quantidade de cadeiras na Câmara Federal, para elegermos até quatro nomes”.
Sobre o interesse de Camilo Santana em apoiar uma eventual candidatura de Ciro Gomes, do PDT, e não em apoiar nome do PT, o dirigente ressaltou que o assunto já está superado. Segundo disse, caso o registro de candidatura de Lula seja cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), visto que ele é considerado “ficha suja”, a militância vai discutir com o governador se mantém apoio a um nome petista ou apoiará outra candidatura.
“Até lá é só Lula. Isso está altamente consolidado dentro do PT. Depois, teremos mais uma semana para discutir, e qualquer problema a gente submete ao diretório”. Após encontro com os pré-candidatos segunda-feira, haverá reunião da executiva estadual do PT para encaminhar qualquer pauta oriunda do debate inicial com os postulantes. Após isso, o partido espera se reunir com o governador “para que ele conheça quem são os companheiros dele. Depois vem o Encontro de Tática Eleitoral”.

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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