Busca

Categoria: Convocado


22:17 · 05.03.2015 / atualizado às 22:17 · 05.03.2015 por

O presidente da Câmara dos Deputados marcou para a próxima quarta-feira, no plenário da Câmara, a audiência do ministro Cid Gomes, convocado para dar explicações aos deputados, sobre declaração sua considerada ofensiva à maioria dos integrantes daquela Casa. A informação que  transcrevemos a seguir, foi publicada agora há pouco no site do G1

 

 

Câmara marca para quarta-feira depoimento de Cid Gomes

Convocação foi aprovada em plenário com 280 votos favoráveis.
Cid Gomes afirmou que 300 a 400 membros da Câmara achacam.

Fernanda Calgaro Do G1, em Brasília

Ministro da Educação, Cid Gomes (Foto: Reprodução/NBR TV)Ministro Cid Gomes durante entrevista coletiva
(Foto: Reprodução/NBR TV)

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), informou nesta quinta-feira (5) que o ministro da Educação, Cid Gomes, será ouvido no plenário da Casa na próxima quarta-feira (11), às 15h. Os deputados querem que o ministro explique a declaração que ele deu na semana passada de que a Câmara possui de 300 a 400 membros que achacam.

A convocação foi aprovada nesta quarta-feira (4) no plenário da Câmara com 280 votos favoráveis, 102 contrários e 4 abstenções. A aprovação se dá em meio a um momento crítico para o governo no Congresso, que tem votado projetos que desagradam o Executivo.

A declaração de Gomes foi feita a uma plateia de estudantes da Universidade Federal do Pará na última sexta-feira (27). A pretexto de defender a gestão de Dilma Rousseff, o ministro atacou o Legislativo. “Tem lá uns 400 deputados, 300 deputados que, quanto pior, melhor para eles. Eles querem é que o governo esteja frágil, porque é a forma de eles achacarem mais, tomarem mais, tirarem mais dele, aprovarem as emendas impositivas”, declarou Cid.

O verbo ‘”achacar” significa extorquir dinheiro e é usado para fazer referência a casos de chantagem. O termo também pode ser usado no sentido de causar aborrecimento ou desagrado e fazer denúncia ou queixa.

A fala de Gomes causou forte indignação entre os líderes da oposição na Câmara, que se mobilizaram atrás de assinaturas para o requerimento de convocação. Pouco antes da votação, na quarta, Cunha chamou o ministro de “mal educado” e cobrou a presença dele.

“Ele vai ter que vir aqui explicar quem são os achacadores do Congresso. Um governo que tem como lema pátria educadora não pode ter um ministro da Educação mal educado. Então, nós precisamos colocar isso efetivamente à prova”, afirmou.

Momento crítico
Nos últimos dias, uma série de medidas tomadas por parlamentares têm gerado incômodo para o governo. Na semana passada, uma nova CPI para investigar denúncias contra a Petrobras foi instalada na Câmara. Outra medida polêmica foi a inclusão na pauta do plenário de projeto que estende para aposentados o reajuste no sálário mínimo, o que gera impacto nas contas públicas.

No Senado, a relação com o Executivo também passa por momento delicado. Nesta terça-feira (3), o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), devolveu à Presidência da República medida provisória encaminhada na sexta-feira que reduz o benefício da desoneração da folha de pagamento. No dia anterior, Renan já havia se recusado a participar de jantar oferecido pela presidente Dilma à cúpula do PMDB.