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Categoria: CPI – telefonia


09:55 · 05.11.2013 / atualizado às 09:55 · 05.11.2013 por

Por Alan Barros

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Assembleia Legislativa para investigar os serviços de telefonia móvel oferecidos no Estado começa hoje a ouvir as operadoras na busca de compreender o que tem sido feito por parte das empresas para combater os problemas relatados pelos consumidores. Os representantes da Oi no Ceará se reúnem com os membros do colegiado a partir das 14h.
O presidente da CPI, deputado Wellington Landim (PROS), explicou que o encontro com os representantes da Oi é somente a primeira ação do colegiado para ouvir as operadoras. O parlamentar revelou que o cronograma elaborado pelo grupo prevê para as reuniões ordinárias das próximas semanas a realização de audiências com as outras empresas que prestam esse tipo de serviço oferecido para o Estado.
“A intenção é ouvir todas as operadoras de telefonia móvel para definir os próximos passos a partir do que for apresentado pelas empresas nessa reuniões. Nossa intenção é descobrir qual o investimento previsto para tentar solucionar os problemas da falta de qualidade no serviço prestado. Precisamos saber também se esses investimentos estão em dia, ter ciência do que está sendo comercializado e ouvir quais as justificativas para a prestação de um serviço tão carente de qualidade”, esclareceu o deputado.
O relator da CPI, Fernando Hugo (SDD), afirmou que essa série de reuniões com as operadoras serão úteis para evidenciar os problemas provocados aos consumidores pela venda excessiva de chips e abrirão espaço para que as empresas justifiquem o não cumprimento das metas estabelecidas no relatório da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que avaliou o desempenho dos serviços prestados durante os meses de agosto, setembro e outubro do ano passado.
“Nossa intenção nessa primeira reunião é de ouvirmos, por parte da Oi, dados verídicos que evidenciem a nossa quase certeza de que o serviço é péssimo por conta da excessiva venda de chips por parte da empresas. Na reunião que tivemos com Anatel, na semana passada, ela apresentou um relatório com avaliações dos desempenhos das operadoras e todo o planejamento prometido por elas para resolver a falta de qualidade. Mas isso não aconteceu e a venda continua normalmente”, ressaltou o deputado Fernando Hugo.
O encontro previsto para hoje é a segunda reunião ordinária da CPI, que tem um prazo de 120 dias para apresentar um relatório com os resultados das ações realizadas pelo colegiado nesse período. O prazo não assusta o presidente da Comissão, pois para Wellington Landim, há um tempo hábil para o aparecimento de resultados práticos.
“Há um tempo hábil porque a parte é muito técnica e a gente já sabe o caminho que vai trilhar com as oitivas que são fundamentais. Depois disso, conseguiremos ter um levantamento do que é preciso para termos sucesso e esse êxito é conseguir um serviço de qualidade e um preço mais justo”, garantiu o parlamentar Wellington Landim.