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Categoria: Cultos


10:16 · 16.05.2013 / atualizado às 10:16 · 16.05.2013 por

Por Miguel Martins

A deputada Silvana Oliveira (PMDB), cobrou, ontem, na tribuna da Assembleia Legislativa, que um projeto de sua autoria, que autoriza a realização de cultos nos presídios do Ceará, fosse colocado para votação pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa. Se dizendo perseguida “por setores da imprensa”, a peemedebista voltou a dizer que o estado de laicidade não significa que os poderes defendam pensamentos ateus no País.
“O Estado deve dar condições e favorecer a proteção e segurança desses templos. Independente da fé que se professe, o Estado deve garantir essa liberdade de culto”, disse a parlamentar, ressaltando ainda que defende suas convicções baseada no “bom senso”. “O Estado ateu não seria benéfico para nenhum de nós. Na Constituição está defendido o direito de culto religioso”, apontou.
Ela defendeu a realização de cultos na Assembleia Legislativa, chegando, inclusive, a comentar matéria recente do Diário do Nordeste que discorria, justamente, sobre a realização de encontros religiosos na Casa. Segundo ressaltou Silvana Oliveira, aqueles que dizem que as atividades religiosas não podem acontecer em ambientes públicos confundem Estado laico com “ateu e totalitário”.
A deputada disse que o Estado é laico é o que não possui uma religião oficial. “Antigamente, quando o Estado era religioso, se alguém professava outra religião, o corpo não podia sequer ser sepultado em cemitério público”, relatou ela, afirmando que nenhuma religião pode sofrer perseguição por qualquer que seja o setor da sociedade. “A nossa Constituição garante a liberdade de culto religioso”, disparou.
Silvana cobrou também que a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia aprove um projeto de sua autoria que trata do acesso de ministros de cultos à presídios, através de apresentação de documento. “Quando eu trago esse projeto para essa Casa é porque quero fazer uma chamada para nosso culto. Que eles queiram mesmo se cadastrar, que procurem a Secretaria de Segurança para ter acesso mais fácil e adentrar nos presídios levando fé e assistência psicológica”, discorreu.
A deputada Mirian Sobreira sugeriu que as próprias instituições entrassem em contato com as entidades religiosas para que essas ações sejam iniciadas. “O ser humano é quem precisa ser cuidado e tratado. Nós sabemos que as entidades religiosas é quem faz esse trabalho da melhor maneira possível”, apontou. Silvana Oliveira, por sua vez, disse que muitos pastores sentem dificuldades para entrar nesses estabelecimentos e com o cadastramento seria evitado qualquer constrangimento com tais líderes religiosos.
Segundo disse a peemedebista, ainda que muito tenha se investido em segurança pública, poucos foram os resultados obtidos, o que pode ser devido à “falta de Deus” na vida das pessoas. Vice-líder do Governo, o deputado Augustinho Moreira (PV) salientou que, como advogado orientava aos presos a ingressar em grupos religiosos, que levam a palavra de Deus e o conforto espiritual. “A palavra dos missionários é reconfortante e muitos presos saem do crime após conhecer os ensinos religiosos”. Tanto Augustinho quanto Mirian Sobreira, se comprometeram a fazer uma visita a locais de reabilitação de presos juntamente com Silvana.