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Categoria: Decisão


08:25 · 22.04.2016 / atualizado às 08:25 · 22.04.2016 por

Após a imprensa divulgar que o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira vai destituir da direção do partido o ex-deputado federal José Linhares e Antônio José Albuquerque, ambos aliados de Camilo Santana e Cid Gomes, para nomear o deputado federal Adail Carneiro, que surpreendeu votando a favor do impeachment na Câmara Federal, para o comando do partido no Ceará, o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PDT) disse em entrevista coletiva que cada deputado e cada diretório entende o que precisa fazer em seus diretórios, mas que a decisão o pegou de surpresa.

Zezinho foi um dos maiores articuladores para o processo recente de transformação do PP no Ceará. “Fui tomado de surpresa quando disseram que o partido iria para as mãos de um parlamentar, entrei em contato com o Padre Zé, a quem ajudei a reformular o partido, e ele disse que não tinha sido comunicado oficialmente que somente sabia pela imprensa”.

O presidente da Casa Legislativa afirmou “sentir muito” a mudança no diretório do partido que hoje tem seis deputados estaduais, dezenas de prefeitos. “Antes era somente o Padre Zé, que por mais de 20 anos ficava com ele. Mas cada um tem a sua maneira de trabalhar e a sociedade cearense vai mostras se a decisão está correta ou não”.

Zezinho Albuquerque disse ainda não saber como ficará a partido na Capital e no Interior, uma vez que a mudança no diretório partiu de decisão nacional. “Se a mudança se concretizar, aqueles que são candidatos já não podem mudar de partido porque o prazo de filiação encerrou no último dia 02 de abril, mas acredito que nenhuma candidatura a prefeito será prejudicada, mesmo porque há um compromisso firmado”.

Sobre a foto, alvo de críticas, onde Adail posa ao lado da presidente Dilma, em Brasília, antes da votação na Câmara, Zezinho conta que esteve em Brasília com o deputado João Jaime, acompanhando o governador Camilo Santana, em audiência no Ministério do Meio Ambiente para tratar de assuntos ligados a Praia de Jericoacoara e quando o governador se dirigiu à Casa Civil seguiu com ele. “Chegando lá estava o deputado bastante entusiasmado e participou da foto ao lado da presidente. Agora, cada um faz o que quer. Se a decisão dele foi certa ou errada, repito, a sociedade vai dizer mais na frente”.

Filiado ao partido no início de abril, Leonardo Pinheiro também disse ter sido pegue de surpresa desde o voto de Adail até a possível mudança no diretório. “Me perguntam se o PP vai continuar na base do governador, eu acredito que sim, pois ele não tem motivo para mudar. Adail também faz parte da base, é amigo nosso e do governador e, portanto, deve também continuar em nossa base”, acredita.

Leonardo afirmou não ter conversado com o deputado Adail e confirmou que o presidente José Linhares até o início da tarde de ontem ainda não havia sido comunicado da mudança. “Ele também está surpreso com a notícia”, contou o parlamentar, afirmando que irá propor uma reunião do partido para que seja feito um diagnóstico do PP e definidos os rumos do partido no Estado. Sobre uma possível saída de membros da legenda caso se concretize a mudança, Leonardo falou que o partido até ontem tinha o mesmo presidente, Linhares e que, portanto esse seria assunto ainda não tocado entre os membros.

Já o deputado Zé Ailton Brasil relatou que acompanha a movimentação, mantendo a máxima cautela. “Falei com Antonio José para saber se ele havia sido comunicado de alguma decisão do diretório nacional e ele disse que ainda não tinha recebido nenhuma comunicação oficial sobre intervenção no Ceará”.

Apesar de compor os quadros da legenda há anos, tendo conquistado uma vaga na Assembleia, em 2014 já pelo partido, Zé Ailton analisa que o momento exige cautela e reflexão. “Os seis deputados estaduais precisam conversar para chegar a um denominador comum. Precisamos ver como se comportará o PP daqui para frente”, disse o deputado que reconhece a reestruturação passada pelo partido nos últimos meses. “Na Região do Cariri há vários diretórios estruturados, com candidatos a prefeito e vereadores. Temos que ter muita serenidade e sabedoria para ver como vamos agir se realmente houver essa intervenção”.

11:40 · 05.03.2016 / atualizado às 11:40 · 05.03.2016 por

Além da operação da Polícia Federal, cumprindo condução coercitiva contra o ex-presidente Lula, outro assunto pertinente, ontem, entre os deputados que se encontravam na Assembleia foi a derrota do presidente da Câmara Eduardo Cunha. Por 10 votos a 0, o Supremo Tribunal Federal (STF) acolheu na última quinta-feira (3) denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente da Câmara, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Para o líder do PMDB na Assembleia, deputado Audic Mota, o cenário nacional é complicado e ao mesmo tempo animador ao mostrar que ninguém está acima da lei. “O que hoje fica bem provável para o Ceará, Fortaleza e o Brasil é que ninguém pode se eximir de cumprir a lei ou achar que está acima dela”.
Cunha é acusado de exigir e receber ao menos US$ 5 milhões em propina de um contrato do estaleiro Samsung Heavy Industries com a Petrobras. Com a decisão, ele passa a ser réu na primeira ação penal no Supremo originada das investigações da Operação Lava Jato.

Citando a ação da Polícia Federal contra Lula, ele disse que prova disso, o maior nome público popular do país na atualidade estaria sendo alvo de operação que ele mesmo a poucos dias fazia “chacota” acreditando estar imune. “Isso nos anima e deixa claro que as instituições estão funcionando”, disse Audic. Sempre que Eduardo Cunha é citado nas discussões da Assembleia, o peemedebista defende que haja investigação a qualquer preço. “Isso deve ficar de exemplo e ter reflexo em cadeia em todo o País”.

Segundo ele, caso existam indícios de que o presidente da Câmara cometeu alguma irregularidade deve responder. “É natural. Agora não pode condenar, isso é a etapa final”. Porém, o líder do PMDB prega que não se pode confundir a derrota no STF com o afastamento das funções do presidente. “Somente decorre de risco que se podar a investigação ou condução do processo, por isso deve haver o afastamento preliminar. Até agora Eduardo Cunha não demonstrou isso. A não ser com manobras regimentais que são legitimas”.

Os ministros não decidiram se Cunha deve se afastar do comando da Câmara. Um pedido de Janot para que ele seja afastado da presidência e do mandato de deputado será julgado pelo Supremo em data ainda indefinida.
Citando a delação do senador e ex-líder petista no Senado, Delcídio Amaral, de que Dilma teria tentado interferir nas investigações da Lava Jato, o parlamentar diz que no caso do senador, sim, seria ação pacífica de afastamento. “Quem demonstrou esses riscos foi o senador Delcídio que agiu tentando interferir claramente na compra de testemunhas e plano de fuga. Agora quem participou disso foi o presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff. Interferiram em instituições, trocaram nomeações em tribunais por compromissos de se votar favorável a empreiteiros que estavam presos. Isso sim é interferência. Só isso seria suficiente para o afastamento. Agora sim tem base forte, pessoal e direta para o impeachment”, acredita.

Também da bancada do PMDB, Leonardo Araújo diz que constantemente é abordado sobre o caso de Eduardo Cunha e não tergiversava em apoiar as investigações. “Diferente dos petistas eu digo que é preciso cortar na própria carne”.

Leonardo fala que é necessário afastar Tanto Eduardo Cunha, quanto Renan Calheiros, com nomes envolvidos em escândalos de corrupção. “Agora o PT precisa fazer a mesma coisa e pedir o afastamento da Dilma e do Lula. Precisamos cortar limpar esse mar de lama que hoje entristece todos os brasileiros e nos leva a uma condição de desmoralização que ganhou nível internacional”.

10:28 · 28.06.2014 / atualizado às 10:28 · 28.06.2014 por

O governador Cid Gomes chamou à residência oficial, nesta manhã, todos os cinco pré-candidatos do PROS ao Governo do Estado: Domingos Filho, Izolda Cela, Leônidas Cristino, Mauro Filho e Zezinho Albuquerque. Ontem, em uma reunião com Ciro Gomes, os pré-candidatos assumiram um compromisso de apoio total ao escolhido.

Também ao fim da reunião o governador deve anunciar a decisão sobre o candidato ao Senado, depois das investidas feitas para a retirada da postulação do deputado José Guimarães.

As sinalizações, neste momento, são de que o PROS anunciará como candidato a ex-secretária de Educação, Izolda Cela. As pesquisas internas a favorecem. A segunda opção do partido é o deputado estadual Mauro Filho.