Edison Silva

Categoria: Diferença


10:20 · 15.09.2018 / atualizado às 11:01 · 15.09.2018 por
Por Letícia Lima

Na última eleição estadual, em 2014, cujos principais concorrentes foram o atual governador Camilo Santana (PT) e o senador Eunício Oliveira (MDB), os dois, no início da campanha, informaram ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que programavam gastar, no primeiro e segundo turno da disputa, respectivamente R$ 64 milhões e R$ 67 milhões. Ao fim da disputa se aproximaram dos respectivos valores. Neste ano, por lei, os candidatos estão limitados a um teto, sendo pouco mais de R$ 9 milhões para governador, valor bem melhor do que ambos os concorrentes de 2014 gastaram na produção dos seus programas de rádio e televisão e com a propaganda em geral.

Também pela legislação atual, terminou na última quinta-feira (13) o prazo para os candidatos apresentarem a primeira parcial de suas prestações de contas, que a Justiça Eleitoral publicará, detalhadamente, a partir deste sábado (15).

Levantamento parcial, feito até agora, mostra que o volume total de recursos arrecadados pelos  candidatos a governador do Estado do início da campanha – 16 de agosto – até agora só chega a pouco mais de R$ 3 milhões. De acordo com o sistema Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o maior caixa de campanha é o do governador Camilo Santana (PT), candidato à reeleição, que dispõe de mais de R$ 2,03 milhões. Os maiores gastos dos postulantes na disputa estadual é com confecção de material para a campanha e produção da propaganda nos meios de comunicação.

Na primeira parcial da prestação de contas, o  governador Camilo Santana declarou uma receita de mais de R$ 2,03 milhões e empregou com a confecção de adesivos e banners,  R$ 605.626. Em segundo lugar na lista de despesas do petista, vem a produção de programas de rádio e televisão, com um gasto de meio milhão de reais.

Já o general Guilherme Theophilo (PSDB) detém a segunda maior arrecadação na disputa estadual até agora, com os seus R$ 1,2 milhão. A maior despesa que o tucano teve foi com deslocamento, em que ele desembolsou R$ 214 mil. Depois, aparecem os gastos com material de campanha – aproximadamente R$ 156.700 – e com produção de programas de rádio e de TV, em que já gastou R$ 150 mil. O candidato, Ailton Lopes (PSOL), declarou uma arrecadação de R$ 100.713. O maior gasto dele – R$ 49.450 – foi com adesivos.

Dos recursos obtidos pelo candidato Hélio Góis (PSL), que somam R$ 41.200, ele informou à Justiça Eleitoral que sua maior despesa foi com a produção de programas de rádio e de TV, já tendo desembolsado R$ 20 mil, quase metade do que arrecadou. Já o candidato, Francisco Gonzaga (PSTU), dos R$ 800 que declarou ter recebido, ele informou que já gastou todo o valor com a produção de programas de rádio e televisão.

Dos 13 candidatos ao Senado no Ceará, por outro lado, cinco declararam à Justiça Eleitoral não ter recebido nenhum centavo de recurso até agora e, portanto, nenhuma despesa realizada na campanha, são eles: Robert Burns (PTC), Pastor Pedro Ribeiro (PSL), doutor Marcio Pinheiro (PSL), Magela (PSTU) e Bardwail (Podemos). Este último teve o pedido de registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE), mas recorre da decisão.

Já o senador Eunício Oliveira (MDB), candidato à reeleição, é o que tem o caixa de campanha mais “gordo” na disputa, com R$ 3,3 milhões declarados à Justiça Eleitoral, de acordo com o sistema Divulgacand. Praticamente, todo esse montante – mais de R$ 3 milhões – foi enviado pela direção nacional do partido para ele.

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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