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Categoria: Dificuldade


09:21 · 18.09.2018 / atualizado às 09:22 · 18.09.2018 por

Por Letícia Lima

As eleições gerais deste ano estão sendo disputadas pela primeira vez por partidos pequenos como o Novo e a Rede Sustentabilidade, que foram recém-criados no Brasil. Para driblar a falta de recursos financeiros e de estrutura na campanha, dirigentes dessas siglas no Ceará afirmaram ao Diário do Nordeste que tentam apostar no fato de serem “novos” no cenário político, para se apresentarem ao eleitorado e conquistar votos para seus candidatos. Mas nem sempre esse discurso tem sido suficiente para convencer o eleitor que, por estar desacreditado da classe política, é visto como muito “refratário” a estas eleições.

 

É o que relata o porta-voz da Rede Sustentabilidade no Estado, Adriano Alves. Segundo ele, o partido tem buscado mirar em um discurso “novo”, voltado para a “sustentabilidade, não só ambiental, mas na gestão pública”, no entanto, ele tem encontrado resistência entre os eleitores. “Porque o povo tá muito descrente, então eu acho que isso tá reverberando de uma forma muito contundente. E nós estamos tendo muita dificuldade, principalmente, porque os partidos pequenos e mais novos não têm fundo eleitoral que possa agraciar todos os candidatos”.

 

O diretório nacional da Rede recebeu do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) R$ 10,6 milhões, no entanto, segundo Adriano, nenhum centavo ainda foi repassado ao partido no Estado, que lançou 15 candidatos a deputado federal e 6 a deputado estadual. Por outro lado, apesar de ser um partido criado há três anos e que reúne no Ceará apenas 1.200 filiados, o diretório estadual da Rede passou a ser alvo de uma investigação da Procuradoria Regional Eleitoral, após duas candidatas a cargos proporcionais terem denunciado que tiveram seus nomes incluídos na relação de candidatos do partido, sem conhecimento delas.

 

As mulheres pediram a renúncia de suas candidaturas, situação que já consta no sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Questionado se essa situação não prejudicava a imagem do partido, que tenta se apresentar como uma nova alternativa, Adriano Alves disse que é preciso “refletir” sobre o processo de escolha das candidaturas. Ele negou, porém, que nesse caso elas tenham sido escolhidas como candidatas, de forma aleatória, visando apenas preencher a “cota” de gênero previsto pela legislação eleitoral, que determina que os partidos e coligações destinem, no mínimo, 30% de suas vagas para mulheres nas eleições.

 

“Houve um cuidado (na hora de escolher), mas elas desistiram, é tanto que já retiraram as suas candidaturas. Elas pediram (pra ser candidata), mas o partido é pequeno, sem condições. É algo que a gente precisa refletir. Houve uma renúncia por falta de recurso e é uma lógica que a gente precisa refletir”, justificou.

 

Já o dirigente estadual do partido Novo, Jerônimo Ivo, diz que a “receptividade” dos eleitores cearenses aos candidatos da legenda, que completou três anos de criação, no último sábado (15), tem crescido. “As pessoas estão bem simpáticas. Quando se fala do partido Novo, elas se interessam, vão pesquisar, porque, justamente, o Novo atende a esse clamor que todo cidadão tá buscando. Tanto é que quando alguém, um de nós, dos nossos filiados, alguém sai com uma camisa do Novo, as pessoas nos param”, relata.

 

Questionado se ele acredita que essa “simpatia” ao partido se refletirá em um bom desempenho nas urnas, uma vez que o partido tem seis candidatos a deputado federal no Estado, Jerônimo respondeu que, independente do resultado, o partido já ganhou só em ter se tornado um “partido influenciador”. Ele frisou que o Novo decidiu não fazer uso da fatia a que tem direito do fundo eleitoral – R$ 980.691,10 – e, com isso, as campanhas dos seus candidatos são bancadas a partir de doações, principalmente, através das “vaquinhas” virtuais.

 

“Nós seremos dentro do Parlamento Federal o maior influenciador, independente da quantidade de deputados federais que o Novo tenha. As pessoas estão céticas, porque só temos seis candidatos a deputado federal. As pessoas dizem: “ah, vocês não estão se coligando”. Mas as pessoas falaram isso em 2015 e nós elegemos quatro vereadores, em 2016. As pesquisas mostram o crescimento do Novo no Facebook, que é o maior partido nas redes sociais, então o Novo já ganhou. Nós saímos de um partido nanico e passamos a ser um partido influenciador”, avaliou.

11:48 · 06.05.2018 / atualizado às 11:48 · 06.05.2018 por

Cresce o sentimento no grupo do MDB liderado pelo senado Eunício Oliveira, da impossibilidade de uma coligação com o senador participando da chapa majoritária encabeçada pelo governador Camilo Santana. Alguns deles falam sobre o assunto reservadamente, acrescentando que o próprio Eunício tem esse sentimento de impossibilidade da aliança por conta do veto explícito do presidenciável Ciro Gomes, também por razões de diferenças pessoais entre ambos. Os mesmo amigos do senador, também admitem que ele não mais terá condições de voltar a fazer a oposição que fazia a Camilo e ser candidato à reeleição na chapa formada pelo PSDB, PSD e outros.

A antecipação explícita de não querer o MDB na coligação proporcional, no entendimento dos amigos de Eunício, foi a primeira manifestação clara da impossibilidade da coligação majoritária. Para a não coligação proporcional, principal motivo seria o deputado federal Moses Rodrigues, adversário e inimigo dos irmãos Ciro, Cid e Ivo Gomes, este prefeito de Sobral, após ter derrotado Moses numa disputa considerada muito acirrada e cheia de denúncias, inclusive com a ação de perda de mandato de Ivo.

Ora, avaliam amigos de Eunício, se o Moses impede uma coligação proporcional, como admitir que os irmãos aceitarão uma aliança com Eunício, cuja briga entre ele e Ciro, pelos desaforos e acusações trocadas foram bem mais consideráveis, extrapolando a ambiência do Estado do Ceará?