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Categoria: Disputa


09:16 · 02.12.2016 / atualizado às 09:16 · 02.12.2016 por

Por Antonio Cardoso  

Plenário da Assembleia, ontem, momentos antes do início da votação para eleger o próximo presidente da Casa Foto: José Leomar
Plenário da Assembleia, ontem, momentos antes do início da votação para eleger o próximo presidente da Casa Foto: José Leomar

O deputado José Albuquerque (PDT) foi reeleito ontem para presidir a Assembleia Legislativa nos próximos dois anos. Com ele concorreu um outro pedetista, Sérgio Aguiar. A chapa Welington Landim recebeu 27 votos, enquanto e a Murilo Aguiar somou 18. Foi registrado, ainda, um voto nulo.
A sessão começou com quase uma hora de atraso. Eram 11h35 quando Sérgio Aguiar entrou no Plenário 13 de Maio. Dois minutos depois, José Albuquerque adentrou. Os dois se cumprimentaram rapidamente e, em seguida, Sérgio passou a cumprimentar os demais parlamentares, enquanto Zezinho se manteve sentado na cadeira da presidência, de onde minutos depois saiu para também apertar a mão daqueles que votariam em quem comandar o Parlamento nos próximos dois anos.
Antes de ser aberta a votação, os postulantes tiveram o apoio de dois deputados que, durante dez minutos cada, discursaram para pedir votos para os seus apoiados. Roberto Mesquita foi o primeiro a falar. “Hoje, algo entala a garganta por ver que festejamos a democracia”, disse, classificando, em seguida, Sérgio Aguiar como homem de bem que queria mudar a história.
Aguiar também recebeu apoio de Silvana Oliveira. “Enfrentar uma disputa desta proporção, só tendo muita coragem. Somos 46 escolhidos pelo povo, vivendo esse momento de muita pressão, em que nem a imprensa consegue dar a visibilidade real da panela de pressão que esta Casa se transformou”.
<MC>Demandas
<MC>Do lado de Zezinho Albuquerque falaram Elmano Freitas (PT) e o líder do Governo na Assembleia, Evandro Leitão. O petista concordou que o dia seria de alegria e festa da democracia. “Aqui não se trata de chapa de bons de um lado e maus do outro. São forças políticas que disputam a Mesa. Esta é Casa de pluralidade política, de ideias e posicionamentos. Mas precisamos eleger a chapa que garanta a governabilidade do governador Camilo Santana”, apontou.
Evandro Leitão falou da importância dos três pilares que dão sustentação à democracia. “Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário têm, cada um, a sua responsabilidade”. Aqui no Legislativo, me orgulho do papel que temos, de intermediar demandas e canalizar as ações governamentais. “Precisamos de uma Mesa capaz de garantir um Parlamento que funcione efetivamente como a Casa do Povo, com as portas abertas e dando condições para uma efetiva participação popular”, afirmou.
Após as falas dos defensores foi a vez dos concorrentes. O primeiro a falar foi Sérgio Aguiar. Ele abriu seu discurso citando a Bíblia, que em Tessalonicenses 1, capítulo 5, versículos 16 e 18 diz: “estejam sempre alegres. Deem graças por todas as coisas”. Seu discurso foi em tom de agradecimento pelo apoio recebido, mas também envolto a críticas e promessas de oxigenação. “Essa é a Casa do Povo e nós, deputados estaduais, nada mais somos aqui do que seus representantes. Quem acredita na oxigenação deste Poder, quem vê na nova Mesa Diretora um espaço de abertura para fazer desta Casa um canal de transparência com a sociedade votará em nossa chapa não só pela alternância de gestão, mas por confiança em todos os deputados que fazem a nova composição da Mesa Diretora da 29ª Legislatura da Assembleia Legislativa do Ceará”.
Avô
Em seu pronunciamento de 15 minutos lembrou também da trajetória de seu avô, que morreu em 1985 durante votação da presidência, à qual concorreu, e de seu pai, presidente do Tribunal de Contas dos Municípios, Francisco Aguiar. “É impossível subir a essa tribuna e não lembrar o meu saudoso avô, de quem me orgulho e me inspiro como homem público e cidadão. Sua partida para outro plano espiritual se iniciou na Assembleia, durante o pleito para a presidência desta Casa no dia 28 de fevereiro de 1985, quando se viu acometido de violento infarto, aonde veio a nos deixar já no hospital.
Meu pai Francisco Aguiar, presidiu o Tribunal de Contas dos Municípios, exerceu cinco mandatos na Assembleia Legislativa e foi governador deste Estado que tanto ama. Também honra todos os dias nossa família e nossos irmãos camocinenses. Honra nosso coração com seu legado de lealdade e integridade como homem público”. Sérgio deixou o plenário logo após ser anunciado o resultado da votação.
Expressivos
Em seguida falou Zezinho que fez um rápido histórico de sua vida como parlamentar, fazendo na sequência a prestação de contas de seu mandato. “Os números da atuação desta Casa são expressivos. Tivemos mais de 20 mil atividades nos últimos quatro anos, dentre as quais a aprovação da Lei Complementar, a partir de projeto de indicação de nossa autoria, que criou o Fundo Especial de Combate às Drogas, a Lei de Promoção dos Policiais e Bombeiros Militares, a que criou os Planos Estaduais da Educação e da Cultura e a aprovação do novo Plano de Cargos e Carreiras dos servidores da Assembleia Legislativa do Ceará.
A Casa também trouxe temas importantes para nossa gente, entre as quais destacamos a campanha Ceará sem Drogas e a criação do Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência”, destacou.
“Claro que devo também desculpar-me por muitas falhas e omissões, estas todas de minha responsabilidade. O respeito grande de que desfrutamos hoje junto à sociedade cearense, devamos tributar à ação de meus companheiros de Mesa Diretora, em que se destaca, sem desmerecer ninguém, meu colega e amigo deputado Sérgio Aguiar, primeiro-secretário; aos deputados e deputadas, aos servidores da Casa e ao respeitoso e harmônico tratamento que construímos com os poderes Judiciário e Executivo”.

09:47 · 20.08.2014 / atualizado às 09:47 · 20.08.2014 por

Por Miguel Martins

Os deputados da Assembleia Legislativa do Ceará se reuniram, mais uma vez, ontem, para deliberarem sobre matérias que estão na pauta de votações da Casa. No entanto, muitos aproveitaram para se reencontrar com seus pares e discutirem temas relacionados às eleições vigentes no Estado.
Como ficou acertado pela Mesa Diretora, as plenárias estão sendo realizadas somente uma vez por semana, às terças-feiras. Para esta semana, no entanto, devido à falta de quórum para deliberação de projetos, ontem, hoje a plenária também irá ocorrer.
Os três candidatos majoritários estiveram presentes na Casa, e dois deles, inclusive, se pronunciaram sobre temas referentes ao cotidiano do Estado. Eliane Novais (PSB), candidata ao Governo do Estado destacou os feitos de Eduardo Campos (PSB), morto na semana passada, durante acidente aéreo. Já Mauro Filho (PROS), postulante ao Senado Federal discorreu sobre uma proposta de sua autoria.
O candidato ao Governo do Estado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Camilo Santana, só compareceu no decorrer da sessão, já quando a votação de matérias estava em tramitação. O parlamentar sempre ao retornar à Casa é assediado por seus pares, onde muitos já o tratam como governador.
Ainda ontem, durante discussões sobre as matérias propostas, alguns deputados discorriam sobre o processo eleitoral vigente. Mário Hélio (PMN), por exemplo, chegou a dizer que Ely Aguiar (PSDC) “traiu” o governador Cid Gomes. Segundo disse ele ao colega, Cid autorizou a construção de obra religiosa no Município do Crato, a pedido do parlamentar, que logo em seguida teria abandonado o gestor.
Aguiar, por outro lado, afirmou que já tinha sanado qualquer dívida com Cid Gomes quando em 2012 apoiou a candidatura de Roberto Cláudio para prefeito, conseguindo, segundo ele, cerca de 60 mil votos para o então candidato pessebista.
As discussões sobre alianças e entrada em novas coligações também foi tratada pelos parlamentares durante todo o dia de ontem, principalmente, com a saída do SD para a coligação que apoia Eunício Oliveira (PMDB). Alguns deputados chegaram a brincar uns com os outros questionando quem seria o próximo a deixar suas chapas.
A sessão ordinária de ontem, diferente de outras que ocorreram ao longo dos meses, contou com a presença de muitos parlamentares. Cerca de 33 registraram suas presenças, apesar de poucos permanecerem no Plenário 13 de Maio. Parlamentares têm utilizado, na tribuna, discursos referentes a pautas mais amplas, e outros procuram apresentar discursos que apontem para os projetos que eles apresentaram ao longo da Legislatura atual.
O início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão também foi motivo de comentários dos deputados nos bastidores da Assembleia Legislativa. Parlamentares discorreram sobre a postura das candidaturas à Presidência da República e o desempenho dos candidatos. No caso da propaganda do PT teve quem avaliou o formato dinâmico do programa.

09:34 · 21.07.2014 / atualizado às 09:34 · 21.07.2014 por

Está na coluna de hoje do jornalista Cláudio Humberto

Veto explícito

Ninguém confirma, mas a ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins (PT-CE) não é bem vinda no comitê do candidato de seu partido, Camilo Santana.

Em pé de guerra

O PROS e o PT do Ceará brigam por tudo. O governador Cid Gomes impôs a cor laranja a seu candidato a sucessão, Camilo Santana. O PT quer vermelho. O PT queria o comitê de campanha numa avenida tradicional das siglas de esquerda. O PROS impôs no Parque do Cocó.

17:17 · 04.03.2014 / atualizado às 17:17 · 04.03.2014 por

Confirmada a candidatura do senador Eunício Oliveira (PMDB) ao Governo do Estado, como tudo parece ser, o senador Inácio Arruda será beneficiado com a sua postulação de disputar a reeleição pela coligação comandada pelo governador Cid Gomes, E o benefício está no fato de a coligação do PROS com o PT, necessitar do PCdoB para somar mais tempo de rádio e televisão. Também será beneficiado na sua pretensão de ser candidato ao Governo do Estado, o atual vice-governador Domingos Filho, pelo seu poder de mais aglutinar políticos, visto que Eunício está trabalhando apoios  junto a partidos que hoje formam na aliança com o governador do Estado.

O PCdoB, em seu último encontro estadual, recentemente, deixou bem clara sua inquietação dentro da aliança com Cid, em razão da demora de o PROS, como dizem alguns dos correligionários de Inácio, querer tratar, institucionalmente, sobre as eleições deste ano e haver pressa, no PCdoB em resolver a situação da candidatura à reeleição de Inácio, também do fato de o PT querer indicar, na coligação, o nome do candidato ao Senado e o partido do governador indicar o postulante ao Governo,  ficando apenas a vice para algum dos outros partidos aliados.