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Categoria: Disputa municipal


09:02 · 02.06.2016 / atualizado às 09:02 · 02.06.2016 por

Por Suzane Saldanha

 

O vereador Evaldo Lima defende a união dos partidos que apoiaram a presidente na disputa municipal em Fortaleza Foto: Bruno Gomes
O vereador Evaldo Lima defende a união dos partidos que apoiaram a presidente na disputa municipal em Fortaleza Foto: Bruno Gomes

O pronunciamento do vereador Ronivaldo Maia (PT) destacando a decisão do Partido dos Trabalhadores de lançar a pré-candidatura da ex-prefeita e deputada federal Luizianne Lins à Prefeitura de Fortaleza motivou, ontem, um debate entre integrantes da base de apoio ao prefeito Roberto Cláudio e da oposição. Os parlamentares destacaram feitos da gestão Roberto Cláudio e da gestão Luizianne Lins fazendo comparações e discutiram a candidatura própria do PT à Prefeitura.
Ronivaldo Maia salientou que a população de Fortaleza sente falta de Luizianne e pede pelo seu retorno em razão da gestão deficiente de Roberto Cláudio. Ele ressaltou que Lins nunca perdeu nenhuma disputa eleitoral.
Segundo o vereador, além da necessidade da cidade, a candidatura de Luizianne é uma tarefa necessária do ponto de vista da construção do cenário atual. “Precisamos dar a versão das questões, o PT poderá fazer defesa contra os ataques que sofre”, disse.
Ressaltando as ações de Roberto Cláudio, Eulógio Neto (PDT) afirmou que o governo de Lins foi “capenga”.
Guilherme Sampaio (PT) defendeu que a ex-prefeita demonstrou que governa com competência e o Partido dos Trabalhadores se coloca como alternativa de um projeto de governo democrático e popular.
O vereador criticou o posicionamento de Eulógio por ter presença permanente no governo Luizianne Lins. “Foi o mais votado no bairro depois de ter passado longo período no gabinete da prefeita, será que foi a toa esse resultado eleitoral?”, disse.
Adail Júnior criticou o PT afirmando que desde 2004 os filiados protagonizam traições uns contra os outros. Ele lembrou que 80% dos filiados apoiou Inácio Arruda (PCdoB) em detrimento de Luizianne Lins.
Segundo o vereador, na tentativa de eleição de Elmano de Freitas para Prefeitura teria ocorrido traições e na de Camilo Santana ao Governo também. “Boa parte do PT nas últimas eleições apoiou o PMDB, eu não vi Elmano, José Pimentel apoiar o governador do PT. E eu não vi o governador apoiar Elmano de Freitas”, disse.
Para ele, o PT não tem moral para falar mal de outros partidos por ter uma história de traidores desde 2004. “Acabou essa legenda e desde 2004 vem agindo dessa forma. Vamos defender candidaturas, não o partido que faz traições diferentes”, afirmou.
Deodato Ramalho (PT) afirmou que os vereadores da base do prefeito foram apoiados por Luizianne Lins e beneficiados em sua gestão. Ele afirmou que os parlamentares eleitos pelo PSC, hoje sem representação na Casa, era comandados pelo braço direito de Luizianne, Waldemar Catanho, e hoje são comandados por Roberto Cláudio.
“Os companheiros eleitos pelo PSC nos corredores e bairros eram conhecido como partido do seu Catanho e após o resultado da eleição passaram a ser partido do seu Cláudio”, disse.
Conforme Deodato, os vereadores que criticam Lins antes diziam que ela era a melhor prefeita de Fortaleza.
Evaldo Lima (PCdoB) ponderou que diante do cenário político nacional a disputa eleitoral em Fortaleza deveria registrar a união dos partidos que apoiam o governo Dilma. Ele defendeu que o PT deveria se unir ao PCdoB e PDT apoiando a candidatura de Roberto Cláudio.
“O Ciro, Cid e Ivo (Gomes) já foram aliados estratégicos de Luizianne e na circunstância de crise de um projeto nacional acredito que as forças progressistas deveriam apoiar Haddad em SP e as mesma forças deveriam estar aliadas ao prefeito do PDT Roberto Cláudio em Fortaleza”, argumentou.

08:49 · 31.05.2016 / atualizado às 08:49 · 31.05.2016 por

Por Miguel Martins

Deputado André Figueiredo, presidente estadual do PDT, quer interferência da direção nacional do seu partido contra petista FOTO: Agência Câmara
Deputado André Figueiredo, presidente estadual do PDT, quer interferência da direção nacional do seu partido contra petista FOTO: Agência Câmara

A presença do presidente da executiva nacional do PT, Rui Falcão, em evento que homologou a pré-candidatura da deputada federal Luizianne Lins à disputa pela Prefeitura de Fortaleza não agradou lideranças do PDT, um dos principais aliados da sigla petista atualmente. O presidente do PT Municipal, Elmano de Freitas, por outro lado, afirmou que o partido, a partir de agora, vai preparar encontros que contarão com a presença da postulante, e defendeu um afastamento do governador Camilo Santana da disputa durante o primeiro turno da disputa.
Ao Diário do Nordeste, o presidente estadual do PDT, André Figueiredo, afirmou ser legítimo o interesse do PT Municipal lançar candidatura própria para a Prefeitura de Fortaleza, mas ressaltou que a presença de Rui Falcão no encontro foi, praticamente, uma declaração de que não há mais diálogo entre PDT e PT com vistas às diversas candidaturas das duas siglas no Estado e em outras capitais do País. “É legítimo o PT lançar candidatura própria, o que nos causa desconforto é a presença do presidente nacional do partido”, disse o dirigente.
Figueiredo esteve na manhã de ontem, no Rio de Janeiro, discutindo com a cúpula do PDT sobre deputados pedetista que descumpriram a determinação da legenda e votaram favoráveis à abertura de processo de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff. Conforme informou, apesar de o tema do encontro não ser a conjuntura local das candidaturas nos municípios, ele disse que iria informar ao presidente nacional da legenda, Carlos Lupi sobre a decisão do PT Fortaleza, bem como da participação de Falcão no evento na Capital cearense. “Vou informar a ele sobre o assunto Fortaleza e depois vamos ver o que vai ser tratado”, disse.
Líder do PDT na Câmara Municipal, Adail Júnior, afirmou que aguarda uma ação do governador Camilo Santana, visto que até o presidente nacional do PT se mostrou disposto a apoiar uma candidatura petista na Capital. “Somos aliados do PT nacionalmente e aqui no Estado, agora vamos esperar uma ação do PDT nacional e do PT estadual, através do governador Camilo Santana. Ele tem que fazer alguma coisa, já que estamos falando do partido dele. Se ele permanecer no partido é porque está concordando com isso”.
Segundo Adail, o grupo político, hoje, no PDT apoiou Camilo Santana em 2014 e não pode receber como retribuição “ingratidão”. “Não pode lavar as mãos e dizer que é só uma decisão do município. Se ele diz que vai apoiar o prefeito Roberto Cláudio, mas o PT municipal tem apoio da nacional para candidatura própria, ele está fazendo o que nesse PT?”, questionou o líder.
Para o pré-candidato à Prefeitura de Maracanaú pelo PDT, Júlio César Filho, a questão de Fortaleza é pontua, mas em outros tantos municípios as siglas seguirão aliadas. Ele disse, inclusive, que está em busca do apoio da legenda petista para sua candidatura. “Em Maracanaú estamos trabalhando por uma aliança com o PT. Historicamente o diretório do PT em Fortaleza é independente da estadual, então temos que respeitar”, disse.
O presidente do PT em Fortaleza, deputado Elmano de Freitas, por outro lado, afirmou que estranha a posição do presidente estadual do PDT, e disse ser natural que o PT tenha candidatura própria, depois de diversas etapas e discussões internas realizadas. Segundo ele, não há qualquer discussão sobre condicionar as candidaturas da sigla pedetista em relação a apoios em outras capitais, como Fortaleza. Em São Paulo, por exemplo, o PDT deve apoiar a candidatura à reeleição de Fernando Haddad, lançando um candidato a vice.
De acordo com o petista, o governador Camilo Santana sinalizou que a opinião dele é de apoiar outra candidatura de outro partido. Em sendo uma disputa de nomes internos não haveria problemas em adiar o debate, mas para apoiar outra candidatura Elmano não achou correto. “Vamos continuar dialogando com o próprio governador, até porque quase 100% votaram pela candidatura própria”, disse.
O petista disse que a situação é nova e em sua opinião, Camilo Santana não deveria se posicionar no primeiro turno para se resguardar. “A grande maioria do PT entende que ele tem um grupo e um prefeito que o apoiou, e ele sendo governador pelo PT, temos que dialogar”, defendeu. O calendário da disputa eleitoral petista, como informou, será feito de forma coletiva, inclusive há a tentativa de agendar um evento com a presença do ex-presidente Lula.
Conforme informou, a partir de agora o Partido dos Trabalhadores vai organizar a pré-campanha, visto que há várias etapas até o pleito de fato, e estamos há pouco mais de 60 dias para a campanha começar. “Vamos debater uma coordenação de campanha, instituir um programa de governo e definir propostas para alianças, ouvir a militância e realizar seminários temáticos para a adoção do programa de governo”.
Sobre o processo de alianças, Elmano destacou que vai buscar fazer alianças com base programática, pois quer ouvir das legendas o que pretendem fazer bem como analisar se há concordância na construção de um novo governo. “Pensamos primeiro na conjuntura programática para depois pensar em tempo de televisão. Agora, mais do que nunca precisamos ter um perfil claro”.