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Categoria: Disputa na AL


09:44 · 11.09.2013 / atualizado às 09:44 · 11.09.2013 por

nelsonNo dito popular “quebrou a cara” significa dizer que alguém se enganou de forma muito acentuada em determinado assunto. E é justamente assim  que devem estar hoje alguns deputados da Assembleia Legislativa, que nos últimos meses passaram a atacar o deputado licenciado e secretário de Desenvolvimento Agrário (SDA), Nelson Martins, do PT.

Nos bastidores da Casa, não foram poucas as vezes que tais parlamentares disseram que Martins estava, através de sua pasta, tentando viabilizar uma reeleição ao Parlamento do Ceará. Na tribuna do plenário 13 de Maio, algumas vezes deputados chegaram a dizer que a “indústria da seca” teria voltado e que quem estava se utilizando da máquina pública para isso era o próprio Nelson Martins.

Esses parlamentares devem ter ficado surpresos com o não retorno (por enquanto) do secretário para a Assembleia, pois nada daquilo que diziam se confirmou. Nelson Martins já disse diversas vezes que não pretende mais ser candidato e os motivos, segundo informou, são os trabalhos que está realizando na SDA, mas, principalmente, a questão financeira.

“Eu já tinha dito isso algumas vezes, mas minha tendência natural é não ser candidato. Uma das razões é o fator financeiro. As campanhas eleitorais estão ficando muito caras e inviáveis para quem não tem recursos”, afirmou o petista.  Ele ressaltou ainda que um conjunto de projetos está sendo realizado na SDA precisam da sua gerência, como o São José III, Água para Todos e outros.

O futuro de Nelson Martins ainda é incerto, mas por enquanto, muitos por aí “quebraram a cara”. Conforme disse, sua candidatura só se viabilizaria, caso tivesse recursos financeiros para a mesma, além da manutenção de aliança entre PT e PSB.

 

 

09:38 · 26.06.2013 / atualizado às 09:38 · 26.06.2013 por

Por Igor Gadelha

A articulação do seminário para debater o fim das carceragens nas delegacias do Ceará – promovido ontem, pela comissão de Direitos Humanos da Assembleia, atendendo requerimento do vice-líder do Governo, Augustinho Moreira (PV) – provocou um mal estar nos bastidores da Casa entre alguns deputados. Isso porque a presidente do colegiado, Eliane Novaes (PSB), afirmou que o evento foi realizado após uma “manobra” da Liderança do Governo para rejeitar o requerimento dela solicitando audiência para debater o mesmo assunto, em abril deste ano.
Eliane Novais afirma que, antes da votação do requerimento dela, na reunião da comissão do último dia 22 de abril, líderes do Governo teriam articulado a mudança de três membros do colegiado, para fazer com que a propositura dela fosse rejeitada pela maioria. As alterações, afirma, foram as trocas definitivas dos deputados Heitor Férrer (PDT), Danniel Oliveira (PMDB) e Rogério Aguiar (PSD), pelos parlamentares Antônio Granja (PSB), Júlio César Filho (PTN) e Leonardo Pinheiro (PSD), respectivamente.
Mais de dois meses após a derrubada do requerimento da pessebista, um novo requerimento propondo o mesmo debate, dessa vez do vice-líder do Governo, deputado Augustinho Moreira (PV), foi apresentado e aprovado durante reunião extraordinária da CDH, nessa segunda-feira. Para Eliane, tudo isso representou uma “manobra” para barrá-la, por parte da liderança do Governo, que, segundo a pessebista, teria alegado que ela estava querendo “politizar” o assunto. “Eles simplesmente não querem que eu fale de segurança pública”, diz.
O líder do Governo na Casa, deputado José Sarto (PSB), por sua vez, negou que houve “manobra”. Conforme ele, houve apenas uma negociação com aliados do Governo, pois ele teria percebido que a deputada estava tentando “partidarizar” o assunto. “Estamos em uma casa política, mas sempre pedimos que os deputados procurem trazer discussões de forma objetiva, sem fazer palanque”, diz. Ele alega que a falta de diálogo com representantes do Ministério Público teria feito com que a Liderança do Governo encaminhasse contra o debate inicialmente.
“Depois que rejeitamos o requerimento da deputada, a promotora Fernanda Marinho (que está a frente do debate em defesa do fim das carceragens em delegacias em nome do MP) nos procurou e explicou tudo. Naquela época, era outro momento”, comenta. De acordo com Sarto, a oposição tem o direito de evidenciar as contradições do Governo, mas não deve se aproveitar disso apenas para se promover. Ele lembrou ainda que teria conversado com Eliane sobre a aprovação do novo requerimento, na última sexta-feira, e que teria ficado tudo “consensualizado”.
Augustinho Moreira (PV), por sua vez, alegou que teria apresentado o novo requerimento nessa semana, para aproveitar a presença, em Fortaleza, de delegados de outros estados onde não há carceragens em delegacias, que participaram da audiência pública sobre o mesmo assunto, na última segunda-feira, na sede do Ministério Público Estadual. “Já que tinha acontecido no MP, também deveria ocorrer na Casa política”, disse, acrescentando que tinha votado contra o debate antes, porque poucas pessoas seriam ouvidas caso a audiência fosse realiza naquela época.