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Categoria: Eleição presidencial


21:04 · 07.07.2016 / atualizado às 21:51 · 07.07.2016 por
Deputado federal Jair Bolsonaro, em Fortaleza, para compromissos políticos de seu grupo de apoio, nesta quinta-feira, 7 de julho Foto: Helene Santos
Deputado federal Jair Bolsonaro, em Fortaleza, para compromissos políticos de seu grupo de apoio, nesta quinta-feira, 7 de julho Foto: Helene Santos

Por Adriano Queiroz

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que pretende lançar candidatura à presidência da República, rebateu nesta quinta-feira (7), em visita a Fortaleza, que tenha um perfil discriminador e disse acreditar que “vai dar trabalho”  nas eleições de 2018.

“Os candidatos tradicionais sabem que eu vou dar trabalho em 2018, então tentam de toda maneira me tirar de combate, com denúncias e calúnias, que geralmente não dão em nada”, defendeu-se.  Ao ser questionado sobre pesquisas de intenção de voto para presidente que apontam 34% de rejeição ao nome dele, Bolsonaro disse que “isso deve ir muito em cima daquilo que se fala que eu sou misógino, racista, fascista e homofóbico. Isso, aos poucos, o pessoal vai entendendo que faz parte de uma campanha difamatória da esquerda porque eles não querem me ver debatendo com eles em 2018. Mas de corrupto não me chamam não”.

O social cristão também voltou a minimizar a abertura de ação penal contra ele pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 21 de junho, por injúria e incitação ao estupro. O caso é referente à declaração feita por ele em 2014, na Câmara dos Deputados, quando disse que só não estupraria a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) “porque ela não merecia”.

“Estava sendo discutida a PEC da Redução da Maioridade Penal. O caso que estava sendo abordado era o de Champinha, um estuprador de 17 anos, que executou uma menina ao final do seu ato insano. A parlamentar me chama de estuprador eu dei aquela resposta pra ela. Pode ter sido infeliz, mas acho que ela mereceu”, justificou.

Bolsonaro também teve um processo disciplinar instaurado no Conselho de Ética da Câmara,  no último dia 28 de junho, por ele ter homenageado o coronel Carlos Brilhante Ustra, considerado torturador pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Segundo o parlamentar, “o artigo 53, da Constituição, me garante a inviolabilidade para quaisquer palavras e opiniões  e ponto final. Não podemos relativizar o instituto da imunidade parlamentar porque aí aí  acabou a democracia”.

Crescimento da direita

Bolsonaro também comentou a participação crescente de movimentos de direita em manifestações no Brasil, principalmente em atos a favor do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT).

Para ele, a direita era praticamente inexistente no País até a década passada. “Não tinha direita antes. Inclusive, eu sou de direita, mas era assim chamado, antes, de forma pejorativa. Aos poucos, sabendo da verdade, com uma imprensa mais livre, com o aparecimento das mídias sociais, com a participação do professor Olavo de Carvalho, junto à garotada, com minha participação também na tribuna da Câmara, o pessoal foi abrindo mais os olhos  para a realidade e passaram a não mais acreditar na perfeição hipotética pregada pela esquerda”, argumentou.

Renúncia de Cunha

O deputado fluminense também comentou a renúncia de seu colega Eduardo Cunha à Presidência da Câmara.

“Esse anúncio dele não surpreendeu. Cunha deve ter negociado algo mais, talvez o acolhimento de uma possibilidade da CCJ anular a votação no Conselho de Ética favorável à sua cassação”, disse.

Ao responder sobre a escolha de um novo presidente e de uma nova Mesa Diretora na Casa, Bolsonaro aproveitou para atacar o partido de Dilma. “Eu defendo alguém que seja oposição ao PT. Em qualquer lugar onde estiver o PT, eu estou do outro lado”, alfinetou.

 

 

 

 

 

 

08:53 · 02.06.2016 / atualizado às 08:53 · 02.06.2016 por

Por Suzane Saldanha

 

Vereador Robert Burns defende novas eleições presidenciais para superar a crise política
Vereador Robert Burns defende novas eleições presidenciais para superar a crise política

Em pronunciamento na Câmara Municipal de Fortaleza, ontem, o vereador Robert Burns (PTC) repercutiu os casos de corrupção denunciados na Operação Lava-Jato e voltou a fazer o chamamento para novas eleições para presidente. Segundo ele, a moralidade no país está baixa em razão dos novos casos registrados a cada dia e apenas uma nova eleição pode melhorar o destino do país.
O parlamentar ressaltou a crise nas áreas da saúde e educação e lamentou o aumento do desemprego em razão do cenário político nacional e dos escândalos de corrupção. Ele destacou que mais de 200 mil pessoas estão desempregadas no Ceará.
“A moralidade do país continua baixa, eles vão para rua dizer que o ladrão do Eduardo Cunha pode voltar porque não mentiu e roubo de 52 milhões não conta nada. É achar graça do nosso povo”, reclamou.
Burns defendeu que os políticos devem conclamar novas eleições para a Presidência da República para que os casos de corrupção não conduzam o país. “É corrupção todo dia, é delator todo dia e ainda dizem que vão aparecer mais. No Brasil todo estamos chegando a 13 milhões de pessoas”, disse.
Segundo o parlamentar, o problema no Brasil começou quando o Partido dos Trabalhadores se aliou com partidos como PMDB. “O Brasil precisa entender o que está acontecendo, nós estamos conclamando vamos voltar para ruas, o Renan não pode representar o Congresso, até onde vamos esperar? Está na hora do Brasil construir uma nova eleição”, apontou.
Robert afirmou ainda que os parlamentares estão produzindo novas leis para facilitar a lavagem de dinheiro e a corrupção no Brasil. “Não podemos permitir isso, a população precisa tomar um posicionamento para tirar esse governo corrupto do poder. É a hora de quem quer o um país sério se mobilizar e lutar por novas eleições”, frisou.
Ele ainda convocou a população para participar de um ato no dia 3 de julho em defesa de novas eleições no país na Praia de Iracema. Segundo Robert, o objetivo do evento é cobrar mudanças no cenário político nacional com a defesa da penalização dos políticos envolvidos em corrupção e pela realização de novas eleições.
Em aparte, o vereador João Alfredo (PSOL) destacou que o governo interino está produzindo um programa neoliberal puro com corte dos programas sociais, retirada de direitos sociais e trabalhistas.
Para ele, é necessário que se faça um plebiscito com questionamento de novas eleições para presidente e para o Congresso. “Do ponto de vista político esta grande aliança quer impedir delações. Eu sou a favor da reversão do impeachment, mas mesmo que Dilma volte não terá condição de governar”, ponderou.