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Categoria: Eleições


19:54 · 20.05.2018 / atualizado às 19:54 · 20.05.2018 por
Roberto Freire (PPS) compôs chapa com Ciro em 1998. Na ocasião, ambos integravam o PPS, sigla que Freire ainda preside. Foto: Lula Marques

O pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), natural de Pindamonhangaba (SP), mas que já foi prefeito de Fortaleza e governador do Ceará, pretende disputar o Planalto pela terceira vez em 2018, após ficar em 3º lugar, em 1998, e em 4º lugar, em 2002.

Naquelas duas ocasiões teve como candidatos a vice, atuais adversários políticos. Há vinte anos, Ciro concorreu em chapa pura com Roberto Freire, pelo PPS. Os dois obtiveram no pleito de 1998, um total de 7.462.190 sufrágios, o que correspondeu a 10,97% dos votos válidos. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Marco Maciel (concorrendo pelo antigo PFL, hoje DEM) foram os vencedores das eleições presidenciais.

Paulinho da Força (SD) disputou o Palácio do Planalto como vice de Ciro em 2002. Na época, Paulinho estava no PTB Foto: Agência Brasil

Além da discordância de Ciro e Freire quanto ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), os dois já haviam divergido politicamente durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (também do PT), quando Ciro foi ministro da Integração Nacional. O presidente do PPS queria deixar a base lulista e o rompimento do partido dele com o governo petista, resultou na saída de Ciro, que migrou para o PSB. Freire foi ministro da Cultura do governo do emedebista Michel Temer (a quem Ciro faz oposição), entre 2016 e 2017, e exerce atualmente o cargo de deputado federal por São Paulo, além de presidir a sigla.

Em 2002, ainda pelo PPS, Ciro Gomes concorreu à presidência, tendo como vice Paulinho da Força, então no PTB e hoje no Solidariedade. Naquela disputa, Ciro e Paulinho da Força receberam 10.170.882 sufrágios, ou 11,97% dos votos válidos. Lula e José Alencar (já falecido, mas que concorreu pelo antigo PL) foram os vitoriosos.

Assim como Roberto Freire, Paulinho da Força foi um dos principais apoiadores do impeachment de Dilma, diversamente do pedetista, que foi aliado da presidente deposta.

Especulações

Na atual pré-campanha, em meio às articulações para composição de sua chapa já foram especulados nomes como os dos também cotados Marina Silva (Rede), Fernando Haddad (PT), do ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), e do presidente da CSN, Benjamin Steinbruch (recém-filiado ao PP).

18:35 · 18.05.2018 / atualizado às 18:35 · 18.05.2018 por
Genecias Noronha tem se colocado contra a indicação do general Guilherme Theophilo pela oposição. FOTO: Kléber A. Gonçalves

Além da proximidade que tem com o senador Eunício Oliveira (MDB), o deputado federal Genecias Noronha (SD) possui relação amistosa com o prefeito de Sobral, Ivo Gomes (PDT), e essa isso pode ser positivo em caso de uma possível aliança  do Solidariedade com o Governo de Camilo Santana.

Noronha já apoiou a candidatura de Ivo Gomes no pleito de 2010, e desde então os dois possuem uma relativa aliança política. No pleito daquele ano, por exemplo, a dobradinha entre os dois fez com que Ivo tivesse mais de 10 mil votos no Parambu, colégio eleitoral de Genecias.

Genecias Noronha tem se colocado contra a indicação do general Guilherme Theophilo pela oposição e teria procurado dialogar com o governador Camilo Santana para tratar de alianças políticas. Além do MDB e PR, existe a possibilidade da gestão atrair para si o Solidariedade.

Ainda que algumas lideranças vejam com espanto a possibilidade de ingresso do Solidariedade na base governista de Camilo Santana, Ivo Gomes é um dos que acreditam em tal viabilidade. Resta saber a opinião dos outros irmãos, Cid e Ciro Gomes, ambos lideranças no grupo político da base governista.

A propósito, no próximo sábado, no Beco do Cotovelo, em Sobral, o prefeito Ivo Gomes vai receber o governador Camilo Santana e o presidente do Congresso Nacional, o senador Eunício Oliveira, quando será anunciado investimentos da ordem de R$ 40 milhões para o Município.

O gestor, inclusive, em entrevistas que concedeu a rádios da Região Norte, disse que fazia questão da presença do senador emedebista, para agradecer seu empenho para a liberação de tais recursos junto ao Governo Federal.

10:30 · 13.04.2018 / atualizado às 10:30 · 13.04.2018 por
“Vai fazer terrorismo contra a sociedade, fica ali mesmo”.
Foto: José Leomar

O pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), em entrevista na manhã desta sexta-feira (13) ao programa Paulo Oliveira na Rádio Verdes Mares, disse que está preocupado com o problema da violência no Estado, visto a comoção causada junto à população. Segundo ele, “a política tem que ir para cima” das facções criminosas “tornando o Ceará um território inconveniente para eles, fazendo o que tiver que ser feito”.

O presidenciável reclamou ainda que essa situação de insegurança no Ceará e no Brasil tem feito surgir aproveitadores na política, e citou como exemplo o desempenho do pré-candidato pelo PSL à Presidência da República, o deputado federal Jair Bolsonaro.

“Quando se tem a carniça, o urubu aparece, e esse é o risco para o Ceará. No Brasil tem o Bolsonaro, deputado há 25 anos, que nunca deu um dia de serviço ao Rio de Janeiro. Nunca enfrentou milícias e aparece com frases feitas, de que bandido bom é bandido morto. E as pessoas ficam vulneráveis”, apontou.

Com relação à situação da Segurança Pública no Ceará, Ciro Gomes destacou que o número de policiais dobrou e o salário foi triplicado, além de renovação no sistema prisional como um todo. “A Política do Ceará tem resolvido esses casos em, praticamente, 48 horas. Tem 54 policiais da chacina de Cajazeiras presos. Na chacina da Cajazeiras todos foram identificados e presos. A chacina da Gentilândida, todos foram presos em 48 horas”.

Segundo explicou, alguns dos envolvidos nos crimes já tinham sido presos e estavam em liberdade provisória, visto que as leis brasileiras os beneficiaram. Ciro Gomes lembrou ainda que a população carcerária, hoje, no Brasil é da ordem de mais de 700 mil pessoas, sendo que ao menos 270 mil, conforme afirmou, é formada por jovens, pobres e negros da periferias que são apreendidos com quantidades de drogas.

“Ele é o ‘avião’ que o narcotráfico contratado por R$ 100 a diária. Eles dão isso para o bucha de canhão, para morrer mesmo. O garoto quando passa o portal da cadeia ou se filia ao tráfico ou vai ser estuprado ou morto. O menininho vira soldado de facção e tem que obedecer a ordem”, lamentou. De acordo com ele, o traficante, por outro lado, não está na favela, mas em condomínios de luxo.

O presidenciável também reclamou da falta de empenho das autoridades públicas para combater o surgimento e crescimento das chamadas facções criminosas. “Há 15 anos que um comando desse surgiu em São Paulo e o Governo de lá fez acordo com eles. Todos estão aqui, e um magote de abestado aqui vai e cria outro comando. Essas facções estão usando os abestados daqui”, disparou.

Ele também criticou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que revogou Lei aprovada no Ceará para evitar sinais de celular em presídios do Estado. Para o pré-candidato, é preciso “devolver o terror para cima deles”. “Eu não queria ser governador para não estar todos os dias atrás de confusão eu mesmo. Ainda bem que não toco mais essa tarefa. A política tem que ir para cima deles, tornando o território do Ceará inconveniente para eles, fazendo o que tiver que fazer”.

Ciro Gomes lembrou ainda uma tentativa de ataque impetrado por criminosos contra a Secretaria de Justiça do Ceará (Sejus), que foi descoberta pela Polícia. “Eles (policiais) deixaram os três ali mesmo, no chão. Vai fazer terrorismo contra a sociedade, fica ali mesmo”.

Intervenção

Para ele, porém, a intervenção federal, com a participação do Exército nas ruas, é um “erro grave”, visto que o soldado das Forças Armadas é treinado para matar o inimigo, e no caso do tráfico de drogas é preciso inteligência e tecnologia. “O Exército está apontando fuzil para inocentes. Daqui a pouco morre um soldado ou um cidadão. Aqui no Ceará, o grande problema que tem é o homicídio de pobres e o roubo.

10:39 · 07.01.2018 / atualizado às 10:53 · 07.01.2018 por

 

As manifestações têm como objetivo pressionar a Justiça para permanência de Lula na disputa eleitoral deste ano. FOTO: CID BARBOSA

Como este blog já havia adiantado, o Partido dos Trabalhadores (PT) deve se reunir na  segunda-feira, amanhã, junto com outras agremiações e representantes de movimentos sociais no Ceará para definir a pauta de manifestações em prol da garantia da candidatura do ex-presidente Lula no pleito deste ano. Além de sigla petista, estão alinhados nesta  pauta, PCdoB, PSB, PCO e Central Única dos Trabalhadores (CUT). 

As manifestações pró-Lula estão marcadas para acontecer nos dias 13 de janeiro, no Centro de Fortaleza; 15 de janeiro,  na sede do PT Ceará; no Sindicato dos Bancários, no dia 16; e no dia 24 de janeiro, com atividade nas sedes da Justiça Federal de Fortaleza, Crateús, Limoeiro do Norte, Quixadá, Juazeiro do Norte e Sobral.

Segue conteúdo da nota enviada pela assessoria de imprensa do Partido dos Trabalhadores no Ceará:

“Acontece nesta segunda-feira, 8, às 9h, no Hotel Amuarama, plenária de articulação do PT, PCdoB, PCO, CUT, PDT, PSB, movimentos sociais, federações e sindicatos para a mobilização da defesa do lula e da democracia no Estado do Ceará.

No local, estarão presentes ainda os parlamentares, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, presidentes dos diretórios municipais do Partido dos Trabalhadores do Ceará. “Precisamos mobilizar o maior número de pessoas para o dia 24. O PT, principalmente, tem que ocupar as sedes municipais com atividades durante todo o mês em defesa do Lula”, afirma De Assis Diniz, presidente do PT Ceará.

O PCdoB, aliado nacional do PT, também está engajado na luta em defesa da democracia e o direito do Lula ser candidato. “A unidade é a base para termos uma atividade forte com maior representatividade e força na sociedade”, explica Luís Carlos Paes, presidente do PCdoB Ceará. Outros partidos também estarão presentes no lançamento do Comitê Popular, como o PCO, PSB,PDT, dentre outros.

Dentre as atividades já agendadas está a realização no dia 13 do bloco “Tô com Lula CE”, com banda e caminhada pelo centro de Fortaleza, com horário e local de partida ainda para serem definidos. No dia 15, às 18h, o PT Fortaleza realiza Plenária Municipal com os filiados na sede do PT Ceará, e no dia 16, a Frente Brasil Popular Ceará realiza plenária de mobilização, ás 15h, na sede do Sindicato dos Bancários.

O “Tô com Lula CE” acontece no momento em que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva é julgado em 2ª instância, mesmo sem provas, em Porto Alegre. “Defender o Lula é defender a democracia. O povo precisa ir às ruas lutar por justiça”, explica De Assis. No Ceará o dia do julgamento, 24 de janeiro, terá atividades na capital e mais seis cidades: Crateús, Limoeiro do Norte, Quixadá, Juazeiro do Norte e Sobral.

Na capital, a concentração acontece na Praça General Murilo Borges – Centro, onde está localizada a sede da Justiça Federal.  Pela manhã as atividades se iniciam com um ato ecumênico e seguem com falas dos integrantes do Comitê Estadual e apresentações culturais.”

*SERVIÇO:*

Lançamento do Comitê Estadual em Defesa da democracia e o direito do Lula ser candidato
Dia 8 de janeiro às 9h
Hotel Amuarama – Av. Deputado Oswaldo Studart, 888 – Fátima, Fortaleza

*AGENDA TÔ COM LULA CE:*

•13 de janeiro – Bloco “Tô com Lula CE” no Centro de Fortaleza
•15 de janeiro às 18h, na sede do PT Ceará – Plenária PT Fortaleza
•16 de janeiro às 15h, no Sindicato dos Bancários – Plenária da Frente Brasil Popular
•24 de janeiro – Atividade nas sedes da Justiça Federal de Fortaleza, Crateús, Limoeiro do Norte, Quixadá, Juazeiro do Norte e Sobral.

12:08 · 28.12.2017 / atualizado às 12:12 · 28.12.2017 por
Toinho do Chapéu voltou a presidir o partido no Ceará, mas ainda não definiu diretrizes para 2018. FOTO: JOSÉ LEOMAR

O Podemos (ex-PTN) do Ceará já está sob nova direção no Estado. A legenda, que foi comandada por assessores do deputado federal Cabo Sabino (PR) há alguns meses,  voltou para o controle de Toinho do Chapéu. O partido ainda não se decidiu sobre que diretriz deve tomar no próximo ano ou quem apoia para o Governo do Estado.

Sabino havia negociado ingresso na legenda, mas desistiu do intento após a presidência nacional da sigla decidir que apoiaria o senador Álvaro Dias (Podemos-PR) para a Presidência da República. O deputado federal é um dos principais defensores, no Ceará,  de uma candidatura de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) a presidente.

Na quarta-feira passada, Cabo Sabino participou de evento de posse da nova direção do PHS no Ceará. Em março ele se filia a legenda, que deixou o partido livre para apoiar qualquer nome à Presidência. O presidente nacional do partido, Eduardo Machado, inclusive, afirmou ao Diário do Nordeste que quer Jair Bolsonaro candidato pela sigla humanista.

“Agora é momento de comemorar o retorno à presidência do partido,  e na primeira semana do ano novo vamos fazer uma reunião para traçar nosso rumo”, disse Toinho do Chapéu. Em 2014, na disputa ao Governo do Estado, o Podemos (ainda com  a legenda de PTN), apoiou a candidatura de Eunício Oliveira (PMDB). Já no pleito do ano passado, o partido esteve ao lado do candidato à reeleição Roberto Cláuidio.

Além de Toinho do Chapéu compõem a nova direção do Podemos os ex-vereadores Alipio Rodrigues e Fábio Braga, o advogado Leandro Vasques, o ex-deputado federal Francisco Alcântara e o vice-prefeito de Santa Quitéria, José Braga Barrozo, o  “Braguinha”.

 

08:14 · 22.12.2017 / atualizado às 08:14 · 22.12.2017 por
O deputado disse que ainda não foi comunicado pela executiva nacional do partido. FOTO: FABIANE DE PAULA

Ainda  presidente do PHS no Ceará, o deputado estadual Tin Gomes, informou ao Diário do Nordeste que não foi comunicado pela presidência nacional da sigla que a ida do deputado federal Cabo Sabino ao partido implicaria em mudanças no comando do grêmio no Estado. O humanista, que está há 20 anos na legenda, afirmou que caso o parlamentar Sabino seja escolhido novo dirigente da legenda, ele sairá com seus correligionários.

“Eu não posso responder por qualquer informação repassada pelo Sabino, porque conversei com o presidente do partido e ele me disse que  a ida dele para o PHS era apenas como filiado. Não estou preocupado com isso, mas não posso ficar em um partido que não me quer. Se o Sabino conseguir o partido, o Sabino entra por uma porta e eu saio por outra”, disse Tin Gomes.

Ao Diário, o parlamentar ressaltou ainda que está no partido há 20 anos e que sua saída forçada do comando da agremiação seria uma falta de respeito com o PHS, “até porque quem fez o PHS no Ceará fui eu”.  Na quebra de braço para ver quem comandaria o partido no Ceará venceu o cargo mais forte, aquele que pode ajudar a agremiação em nível nacional, que é o de deputado federal.

Sabino estava no Partido da República (PR), mas por desentendimentos com o deputado estadual Capitão Wagner (PR) – os dois querem disputar a vaga de deputado federal – tentou ingresso no PODEMOS (PODE). Seu intento não foi consolidado, pois a legenda defende a pré-candidatura do senador Álvaro Dias (PODE-PR). Já o parlamentar tem dito que votará no presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

17:22 · 21.12.2017 / atualizado às 17:22 · 21.12.2017 por
Na semana passada, o presidente do PR, Lúcio Alcântara, chegou a oferecer a direção do partido para Wagner, que não quis. FOTO: JOSÉ LEOMAR

O presidente do PTC, Aldenor Figueiredo, disse ao Diário do Nordeste que tinha um acordo prévio com o PROS para uma coligação com vistas à uma disputa majoritária no Ceará. No entanto, com a aproximação do deputado estadual Capitão Wagner (PR) com o PROS, o diálogo teria sido prejudicado. De acordo com o dirigente, a ida do parlamentar para a outra sigla já está acertada.

“O mais próximo de uma coligação era isso. Agora, com essa ida do Capitão Wagner para o PROS, eles estão defendendo ir sozinhos (para a disputa)”, disse Figueiredo.

Capitão Wagner tem conversado com a direção do PROS, e nos bastidores da política local já é dado como mais novo membro da sigla, que outrora foi liderada pelo ex-governador Cid Gomes e seu grupo político. O parlamentar não confirma ter fechado com o partido e dará uma resposta sobre o assunto somente em janeiro.

Na semana passada, o presidente estadual do PR, o ex-governador Lúcio Alcântara, chegou a ir na sede da Assembleia Legislativa tentar convencer Wagner de permanecer no PR, lhe prometendo até a presidência do partido. O parlamentar, porém, reclama que membros do partido estão se alinhando com o Governo do Estado, o que ele aponta como incompatível como sua atuação, já que é um dos principais opositores de Camilo Santana na Casa.

 

13:39 · 18.12.2017 / atualizado às 13:51 · 18.12.2017 por

 

Em 2014, o candidato eleito Camilo Santana declarou ao TSE gastos no valor de R$ 51 milhões. FOTO: JOSÉ LEOMAR

A resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)  que dispõe sobre arrecadação e gastos de recursos por partidos políticos e candidatos e prestação de contas trata de tetos de gastos, estabelecendo os limites das despesas de campanha dos candidatos a presidente da República, governador de estado e do Distrito Federal, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital.

São eles:

Presidente da República – teto de R$ 70 milhões em despesas de campanha. Em caso de segundo turno, o limite será de R$ 35 milhões.

Governador – o limite de gastos vai variar de R$ 2,8 milhões a R$ 21 milhões e será fixado de acordo com o número de eleitores de cada estado, apurado no dia 31 de maio do ano da eleição.

Senador – o limite vai variar de R$ 2,5 milhões a R$ 5,6 milhões e será fixado conforme o eleitorado de cada estado, também apurado na mesma data.

Deputados Federal – teto de R$ 2,5 milhões;

Deputados Estadual ou Deputado Distrital – limite de gastos de R$ 1 milhão.

Nas eleições de 2014, uma lei deveria fixar, até 10 de junho de 2014, os limites de gastos de campanha para os cargos em disputa. Como a lei não foi editada, coube aos partidos políticos informar os valores máximos de campanha, por cargo eletivo, no momento do registro das candidaturas.

Arrecadação

A resolução que dispõe sobre arrecadação e gastos de recursos por partidos políticos e candidatos e prestação de contas fixas que somente pessoas físicas poderão fazer doações eleitorais até o limite de 10% dos seus rendimentos brutos verificados no ano anterior à eleição. As doações eleitorais de pessoas jurídicas foram proibidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015.

A resolução permite aos candidatos o uso de financiamento coletivo (crowdfunding), a chamada “vaquinha”, para arrecadar recursos de campanha. As instituições que trabalham com esse financiamento coletivo poderão arrecadar previamente, a partir de 15 de maio do ano eleitoral, recursos para os pré-candidatos que as contratar. As entidades arrecadadoras terão de fazer cadastro na Justiça Eleitoral.

Na fase de arrecadação, as instituições arrecadadoras devem divulgar lista de doadores e quantias doadas e encaminhar estas informações à Justiça Eleitoral. A liberação dos recursos pelas entidades arrecadadoras fica condicionada à apresentação do registro de candidatura. Caso não sejam apresentados, os recursos arrecadados devem ser devolvidos aos seus respectivos doadores.

Além da arrecadação por financiamento coletivo, a resolução permite que partidos vendam bens e serviços e promovam eventos para arrecadar recursos para as campanhas eleitorais.

O texto proíbe o uso das chamadas ‘moedas virtuais’, como a bitcoin, na arrecadação e gastos de campanha. O TSE levou em conta pareceres recentes do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que apontaram para os riscos de transação com esse tipo de ativo, que não oferece garantia de qualquer país.

13:38 · 18.12.2017 / atualizado às 13:38 · 18.12.2017 por

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, na sessão extraordinária administrativa desta segunda-feira (18), dez resoluções sobre as regras das Eleições Gerais de 2018. Os temas das resoluções aprovadas são os seguintes: calendário eleitoral das Eleições de 2018; atos preparatórios para a eleição; auditoria e fiscalização para as eleições; cronograma operacional do cadastro eleitoral para as eleições; pesquisas eleitorais; escolha e registro de candidatos; propaganda eleitoral, uso e geração do horário gratuito e condutas ilícitas em campanha eleitoral; representações, reclamações e pedidos de direito de resposta; arrecadação e gastos de recursos por partidos políticos e candidatos e prestação de contas; e modelos de lacres de segurança para urnas e envelopes.

Convenções e registros de candidaturas

A resolução sobre registros de candidatos estabelece que o partido terá que obter no TSE o registro de seu estatuto até seis meses antes da eleição para disputar o pleito. O candidato também deverá ter domicílio eleitoral na circunscrição que pretende concorrer e estar filiado a partido político pelo menos seis meses antes da eleição. Na última eleição geral, o mínimo exigido para esses casos era o período de um ano.

A escolha dos candidatos em convenções partidárias e a deliberação sobre coligações deverão ocorrer de 20 de julho a 5 de agosto, período que não foi alterado pela atual reforma.

Ainda serão permitidas coligações para as eleições proporcionais de 2018 (deputados federais, deputados estaduais e distritais). A partir das eleições municipais de 2020 as coligações estarão vedadas para este tipo de eleição (vereadores).

Os partidos e coligações deverão solicitar à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos até às 19h do dia 15 de agosto do ano eleitoral, prazo que também não foi modificado pela atual reforma política.

O pedido de substituição de candidato deverá ocorrer até 20 dias antes da eleição (exceto em caso de falecimento).

Propaganda eleitoral

O texto que trata do tema fixa a propaganda eleitoral do candidato, que poderá ter início no dia 16 de agosto de 2018, mas aquela realizada no horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão somente começará no dia 31 de agosto de 2018. Essa regra foi aplicada pela primeira vez nas eleições de 2016.

Quanto à propaganda em segundo turno, deverá começar na sexta-feira seguinte à realização do primeiro turno. Antes, ela podia iniciar 48 horas depois de proclamado o resultado do primeiro turno. O tempo total foi reduzido para dois blocos diários de dez minutos para cada eleição (presidente da República e governador). Antes, eram dois blocos de 20 minutos.

A resolução mantém a proibição de efeitos especiais nas propagandas eleitorais na televisão, como montagens, edições, desenhos animados, efeitos de computação gráfica.

Propaganda de rua

Pela resolução, só serão permitidos carros de som e minitrios em carreatas, caminhadas e passeatas ou em reuniões ou comícios. Deverá ser respeitado o limite de 80 decibéis, medido a sete metros de distância do veículo.

Os comícios de encerramento de campanhas poderão seguir até as 2h da madrugada. Nos outros dias deverão respeitar o horário das 8h à meia-noite.

A propaganda por outdoors continua proibida. Será possível o uso de bandeiras e mesas para distribuição de material de campanha, desde que sejam móveis e não atrapalhem os pedestres ou interfiram no trânsito.

Também estão mantidas as regras quanto à contratação de cabos eleitorais. O máximo não poderá ultrapassar 1% do eleitorado por candidato nos municípios de até 30 mil eleitores, sendo permitida a contratação de um cabo eleitoral a mais para cada grupo de mil eleitores que superar os 30 mil.

Nos carros estão autorizados adesivos plásticos de até 0,50 m² (meio metro quadrado) ou microperfurados no tamanho máximo do para-brisa traseiro.

Propaganda na Internet

A propaganda eleitoral na Internet também poderá ter início no dia 16 de agosto de 2018. Nesse caso, a novidade é que está autorizado o impulsionamento de conteúdos, desde que contratados exclusivamente por partidos, coligações e candidatos.

Debates e telemarketing

A resolução sobre propaganda eleitoral diz ainda que as emissoras de rádio e de televisão que realizarem debates são obrigadas a convidar os candidatos dos partidos que tenham, pelo menos, cinco parlamentares no Congresso Nacional.

O texto proíbe propaganda eleitoral por meio de telemarketing.

Pesquisas eleitorais

Já a resolução sobre pesquisas eleitorais dispõe que, a partir de 1º de janeiro de 2018, as entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública sobre as eleições ou candidatos, para conhecimento público, serão obrigadas a registrar cada pesquisa no Juízo Eleitoral que compete fazer o registro dos candidatos. O registro da pesquisa deve ocorrer com antecedência mínima de cinco dias de sua divulgação.

10:23 · 10.12.2017 / atualizado às 10:23 · 10.12.2017 por
A pré-candidatura de Guilherme Sampaio para deputado estadual foi a primeira lançada pelo PT do Ceará. FOTO: JL Rosa

O vereador Guilherme Sampaio (PT) lançou na manhã de sábado (9) sua pré-candidatura a deputado estadual. O evento contou com as presenças de lideranças do Partido dos Trabalhadores, dentre elas o presidente da legenda, Francisco De Assis Diniz, o senador José Pimentel e a deputada federal Luizianne Lins.

De Assis Diniz voltou a defender uma candidatura forte do ex-presidente Lula à Presidência da República, e lamentou que um nome da envergadura dele, com dois mandatos no currículo, não poderia ir para a disputa sem uma ampla coligação, contando apenas com um eventual apoio do PCdoB.

O dirigente, em suas falas, chegou a sondar a possibilidade de o PDT fazer parte do grupo de apoio de uma postulação petista. A sigla pedetista, no entanto, tem apresentado o nome do cearense Ciro Gomes como seu potencial candidato à Presidência.

Já  Guilherme Sampaio disse que o PT está sendo atacado, e as candidaturas que estão sendo colocadas devem servir para fortalecer o partido. Faz parte da tática do partido ter chapa própria para deputado estadual, e para deputado federal seria outra discussão.

“O PT já deliberou chapa própria para deputado estadual, mas para federal os candidatos poderão discutir mais na frente”. No encontro, Luizianne Lins disse que fará “dobradinha” com Guilherme Sampaio, mas ela também deve apoiar a candidatura de Elmano de Freitas à reeleição.

Guilherme disse ainda que a deputada federal é a primeira opção do partido para a vaga de Senado ao lado de José Pimentel, mas também, dependendo da conjuntura, poderá até ser nome para o Governo do Estado. “O PT vai defender sua vaga no Senado. A Luizianne é nossa primeira opção para um cargo majoritário. Se houver qualquer mudança no percurso, o nome dela é sempre uma opção preferencial no PT”.