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Categoria: Eleições


11:31 · 12.11.2017 / atualizado às 11:31 · 12.11.2017 por

Cotado nas rodas de conversas de políticos da oposição cearense, como possível candidato ao Governo do Estado, em 2018, no caso de o senador  Tasso Jereissati, não aceitar tal missão, a o executivo Geraldo Luciano, recém empossado como membro da executiva estadual do PSDB no Ceará, descarta qualquer possibilidade de se colocar como postulante ao cargo de chefe do Poder Executivo Estadual.

“Não existe qualquer cogitação do partido me chamar para ser candidato. Fui chamado para participar apenas das discussões da executiva”, disse ele durante convenção da sigla tucana, ocorrida na Câmara Municipal de Fortaleza, na última sexta-feira (10).

De acordo com ele, o momento não é o ideal para se ter “esse tipo de discussão”, visto que seu objetivo inicial seria discutir ideias e debater sobre questões nacional e local. “Não há nada sendo discutido sobre eleição do próximo ano, mas da reorganização do partido”.

 

 

12:44 · 11.11.2017 / atualizado às 12:44 · 11.11.2017 por

Depois de quatro anos à frente da sigla, Luiz Pontes  já não é mais o presidente do PSDB no Ceará. A partir de agora, ele trabalhará  sua candidatura para deputado estadual, mas ainda terá influência nas decisões partidárias. Durante convenção da sigla, na Câmara Municipal de Fortaleza, na última sexta-feira, ele voltou a defender que o senador Tasso Jereissati seja o candidato da oposição no pleito do próximo ano.

No mesmo evento, porém, o senador afirmou que o ideal seria a renovação e que apoia um nome de “gente boa” para o cargo. No entanto, Luiz Pontes acredita que seu líder político ainda não é carta fora do jogo. “O nome do Tasso não está descartado, por mais que ele diga que não é candidato. Além disso temos outros nomes, como do Geraldo Luciano, do Dr. Cabeto”.

Geraldo Luciano foi outro que na mesma convenção descartou ser candidato ao Governo do Estado, ressaltando ainda que o partido não pensa nessa possibilidade. Questionado sobre o que fará a partir de agora, Luiz Pontes disse que vai disputar uma das 46 vagas da Assembleia Legislativa, “vou voltar ao início da minha vida pública”.

12:41 · 11.11.2017 / atualizado às 12:41 · 11.11.2017 por

Apesar do discurso de que toda a oposição que esteve unida em 2014 deva continuar junta para o pleito de 2018, o que vem sendo mostrado através das movimentações políticas no Ceará demonstra que isso não será possível. Durante convenção do PSDB, na sexta-feira (10), só compareceram representantes de dois partidos: PR e PSD.

Em 2014, para se ter uma ideia, a coligação que apoiou o então candidato ao Governo do Estado, Eunício Oliveira (PMDB), era formada, oficialmente, por PMDB, PSC, DEM, PSDC, PRP, PSDB, PR, PTN e PPS. Apesar de  contar agora com o PSD, a bancada oposicionista daquele ano perdeu os apoios de PSC, DEM, PRP, PTN e PPS, correndo ainda o risco de ficar sem o PMDB.

Durante a convenção do PSDB estiveram presentes os presidentes do PSD, Domingos Filho, e do PR, Lúcio Alcântara, mas este se ausentou antes mesmo do início da convenção. Roberto Pessoa e Fernanda Pessoa, ambos do PR, também compareceram. Questionados sobre o tamanho da oposição no Ceará, as lideranças políticas não chegaram a citar o PMDB ou o PMB como membros de tal bancada.

12:36 · 11.11.2017 / atualizado às 12:36 · 11.11.2017 por

O deputado federal Domingos Neto (PSD)  esteve presente na convenção do PSDB na sexta-feira (13) e comentou o processo de estranhamento entre tucanos em nível nacional. Segundo informou, na semana que passou, conversas em Brasília davam conta de que haveria a possibilidade de alguns insatisfeitos com os rumos que a sigla estava tomando desembarcarem do partido.

De acordo com o parlamentar, caso isso aconteça o PSD poderia abrigar alguns deputados, mas ele disse que não é de bom tom pensar na divisão de um partido aliado para se fortalecer. “Ouvi muito em  Brasília que, caso esse clima no PSDB se estique, haveria a saída de deputados do partido. Para nós é importante que o partido esteja unido e forte”, disse.

 

08:56 · 24.10.2017 / atualizado às 08:56 · 24.10.2017 por
O presidente estadual do PT, De Assis Diniz, diz que pleito será de transição para próximo Legislativo. FOTO: Lucas de Menezes

A Reforma Política aprovada no início deste mês trouxe como principais mudanças o fim das coligações proporcionais, valendo somente para 2020, quando das disputas municipais; a cláusula de desempenho, iniciando em um percentual de 1,5% para 2018; e a criação de um fundo eleitoral, no valor de R$ 1,7 bilhão para financiar as eleições já no próximo ano. Alguns partidos, porém, já discutem a importância de fazer ou não coligação ainda nas próximas eleições.

Partido do governador do Estado, Camilo Santana, o PT está avaliando se deve decidir por uma chapa proporcional própria ou com coligação. Como a eleição do próximo ano será de transição, visto que depois será proibido a aliança, a legenda está se preparando para os anos vindouros e maturando a possibilidade de se coligar.

“Nós vamos abrir o processo de debate e discussão sobre a tática eleitoral para 2018. Não há ainda uma definição sobre isso, mas vamos debater e em até 15 dias teremos acúmulo de informações para a tática eleitoral”, disse o presidente da sigla, Francisco De Assis Diniz.

Ele convocou para ontem reunião da executiva estadual com objetivo de apresentar o calendário de debates da sigla com os pré-candidatos, bancadas estadual e federal, e a partir daí definir alguns pontos para o pleito de 2018. “São dois cenários, o estadual e o da bancada federal. E à luz da realidade, precisamos construir essas estratégias dentro da tática específica, Sobre coligações, esta eleição servirá de referência para o próximo período, do pleito para vereadores ou a Legislatura que se inicia em 2019”, destacou.

Tática
Luiz Pontes, do PSDB, afirmou que a ideia inicial é se coligar com partidos ligados à oposição ao Governo Camilo Santana. Segundo ele, essa é a tendência natural tanto para a disputa estadual quanto para federal. “Como ainda vamos discutir, não depende só de um partido escolher como vai ser. Mas a tendência é que se faça o que foi feito da vez passada pra estadual e federal”, disse.

Presidente estadual do Partido da República (PR), Lúcio Alcântara destacou que as definições só serão resolvidas após se resolver qual será a aliança majoritária, para só em seguida se negociar a tática de coligação proporcional.

O presidente do PDT, André Figueiredo, ressaltou que a decisão será tomada em debate com os aliados. A sigla tem maior número de aliados sustentando o Governo Camilo, e segundo disse, é preciso debater com as siglas da base para não gerar dificuldades na chapa majoritária. “Temos números de filiados suficientes para uma chapa isolada, para estadual e federal”, disse.

Em 2014, na disputa para deputado federal o PDT se coligou com partidos que apoiavam a candidatura de Camilo Santana, mas na estadual foi sozinho e elegeu três deputados. No entanto, naquela ocasião o grupo liderado por Cid Gomes ainda não era filiado à sigla, que no pleito de 2018 estará mais robusta.

Consistente
Partidos menores vão aproveitar o último pleito antes do fim das coligações proporcionais para se unirem e tentarem eleger o número máximo de candidatos de seus agrupamentos. O presidente do PPL, André Ramos, disse estar em conversação com outras siglas, assim como o dirigente do Partido Verde (PV), Marcelo Silva. As conversas estariam mais avançadas entre as duas legendas e o PMN.

O Partido Trabalhista Cristão (PTC), que pretende ainda participar de disputas majoritárias no Estado. O presidente do PSDC, deputado Ely Aguiar, afirmou que a legenda deve aproveitar o último pleito em que as coligações serão permitidas e estar coligado para atingir o número de candidaturas para uma chapa consistente. Em 2014, a legenda esteve aliada a PV e PSC.

O presidente do PRP, deputado Joaquim Noronha, afirmou que a sua legenda tenderá a se coligar para o pleito proporcional de 2018, o que também deverá acontecer com o PHS, segundo informou seu presidente, o deputado Tin Gomes. Em 2014, em coligação com diversas siglas que apoiaram a candidatura de Camilo Santana, a legenda humanista elegeu um deputado estadual, o próprio Tin Gomes, e um deputado federal.

08:45 · 21.10.2017 / atualizado às 08:45 · 21.10.2017 por

A Reforma Política aprovada no início de outubro pelo Congresso Nacional deve ter um impacto mínimo nas eleições do próximo ano, tendo beneficiado mais os próprios congressistas do que melhorado o sistema eleitoral vigente. Para estudiosos entrevistados pelo Diário do Nordeste, mudanças mais consistentes só serão viáveis com maior participação popular e interferência do Poder Judiciário.

O cientista político e professor do Insper, Fernando Schuler, destaca que a Reforma se deu de forma “tímida”, com pontos positivos e negativos. Ele salientou que não há consenso mínimo no sistema político brasileiro para levar à frente uma mudança mais ampla do sistema eleitoral. “O modelo do voto em lista aberta, que vigora no Brasil, está esgotado. Somos um País continental, as campanhas são muito caras e há baixa representatividade dos parlamentares eleitos”.

De acordo com o estudioso, o sistema político brasileiro favorece à máquina eleitoral, a distribuição de emendas ao orçamento, a representação de grandes corporações ou celebridades. “O modelo precisa mudar. Não foi desta vez”. A proibição da coligação nas eleições proporcionais para 2020 e a criação da cláusula de desempenho são tidos por ele como os “avanços mínimos” da Reforma, que deve entrar em vigor, em sua plenitude, somente em 2030.

Ele também ressaltou simpatizar com uma consulta plebiscitária, como a realizada em 1993, sobre o sistema de Governo do Brasil. “O Brasil tem boa tradição em consultas diretas, e isto está previsto na Constituição. Acho que o Congresso deveria eleger dois ou três modelos preferenciais e a sociedade chamada a decidir, diretamente, a partir de um amplo debate nacional”, disse o estudioso.

Para Schuler, somente os grandes partidos e a classe política que quer inibir a renovação consagraram-se vitoriosos. A boa notícia, segundo disse, é que medidas objetivas foram tomadas para reduzir a multiplicação de partidos políticos. “Continuamos com um modelo velho, caro, dominado por máquinas eleitorais, com baixa representatividade e baixo teor programático”. Ele defende que a proibição da coligação proporcional tem como efeito não incentivar a criação de novos partidos, o que pode produzir maior coerência no voto do eleitor. No entanto, o professor acredita que a grande frustração foi a não aprovação do voto distrital misto. “Dessa forma, melhoraríamos a qualidade da representação política, reduziríamos fortemente o número de partidos e teríamos eleições mais baratas. É uma pauta para 2019”, acredita.

Atualmente, temos cerca de 69 partidos em diferentes etapas do processo de formação no Brasil e o ritmo de criação dessas legendas tende a diminuir com a cláusula de desempenho aprovada. A outra consequência, de acordo com Schuler, será o incentivo a fusões partidárias. Siglas com identidade programática tenderão à unificação, o que seria bom para governabilidade junto ao Congresso e para a Democracia como um todo.

Ele simpatiza com um sistema de financiamento individual, e destaca que o cidadão deve ter liberdade de apoiar o partido ou o candidato com o qual se identifica. O financiamento estatal, segundo disse, supõe uma distorção, visto que o contribuinte é obrigado a pagar para financiar partidos e candidatos com os quais não tem nenhuma identidade. O estudioso defende uma discussão mais ampla sobre o parlamentarismo, bem como correções menores, mas importantes, como a que trata do fim das emendas individuais ao Orçamento, que se tornaram moeda de troca política.

Autossuficientes
O Professor David Verge Fleischer, membro do Instituo de Ciência Política da Universidade de Brasília (UNB), afirmou que, aparentemente, nada mudou com a Reforma aprovada pelo Congresso. Segundo disse, uma mudança mais consistente virá através de decisão do Judiciário, porque, se depender apenas do Congresso Nacional, pouco vai ser alterado. A aprovação de um Fundo Eleitoral no valor de R$ 1,7 bilhão é pouco para sustentar o pleito geral, que será realizado no próximo ano.

A estimativa de eleição em lista aberta, segundo alertou o professor, seria da ordem de investimentos em torno de R$ 20 bilhões ou R$ 30 bilhões. Por conta disso, muitos partidos terão que recrutar candidatos autossuficientes, como ocorreu ano passado em São Paulo, com a candidatura de João Dória (PSDB), e em Belo Horizonte, com a eleição de Alexandre Kalil (PHS). O número de “laranjas” utilizados pelos partidos políticos também deve aumentar, visto que o custo das eleições no Brasil ainda se mantém muito elevado.

Ele também destacou que algo poderá mudar, no futuro, por força da cláusula de desempenho, que pode vir a provocar fusões das siglas “nanicas”. “É um jogo de faz de conta. O Fundo Eleitoral é algo mais real, até o momento. Mas pelo menos o (presidente Michel) Temer vetou aquela sugestão de censura que havia sido colocada”, disse ele em referência à emenda incluída de última hora no texto da Reforma, que abria margem para a censura de comentários na internet.

Segundo informou, apesar de muitos estudiosos defenderem que com menos partidos haverá melhor governabilidade, o grande problema está na representação política. “Hoje, você vota em A e ajuda a eleger B. Seis meses depois o eleitor nem lembra mais em quem votou. Temos que mudar o sistema para ser mais autêntico”.

09:06 · 20.10.2017 / atualizado às 09:06 · 20.10.2017 por
Segundo o deputado, para a oposição cearense “seria um luxo” uma candidatura do senador ao Governo do Estado em 2018 Foto: José Leomar

O deputado Roberto Mesquita (PSD) foi um dos participantes do encontro realizado em Brasília, na última quarta-feira, reunindo integrantes da oposição cearense, onde trataram da sucessão estadual. Em seu discurso, na sessão de ontem da Assembleia, o deputado disse que para as oposições “seria um luxo” uma candidatura do senador Tasso ao Governo do Estado, no próximo ano.

Tasso não participou da reunião com os deputados federais Domingos Neto e Genecias Noronha, além do vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa. Segundo Mesquita, embora o senador tucano esteja alegre com a mobilização do grupo oposicionista, em nenhum momento sinalizou que poderia ser candidato ao Governo, mas, acrescenta, se ele resolvesse voltar a governar o Ceará, estaria dando uma “demonstração de amor aos cearenses”. Tasso já governou este Estado em três oportunidades.

Ao longo do discurso, Mesquita enfatizou em vários momentos a possibilidade de Tasso voltar ao Governo do Ceará. Ao citar políticas públicas implementadas pelo tucano durante os períodos de seus governos, Mesquita afirmou que uma candidatura de Tasso seria a certeza de que “a violência acabaria” no território cearense.

Eficiência
Para o deputado do PSD, o alicerce de “todo o sucesso” que o Estado vem alcançando nos últimos anos foi construído sob o Governo de Tasso Jereissati. Mesquita destacou obras e políticas públicas idealizadas pelo ex-governador que, segundo ele, fazem diferença até os dias de hoje, após vários anos do seu último mandato.

“O senador Tasso pensou em fazer o Estado não bonito para o turista tirar foto ou para o governante tirar foto, pensou nas rodovias estruturantes, pensou no Castelão, na interligação de bacias, pensou no aeroporto, no Porto do Pecém, no Complexo Portuário e Industrial do Pecém. O nosso Estado pagava os salários de forma parcelada, o senador enxugou a máquina pública, modernizou o nosso Estado. Eu, à época, era comerciante da José Bastos e por onde andava ouvia falar de um Ceará desequilibrado, a partir do governador Tasso, o Ceará passou a ser respeitado pela eficiência, pelo processo de industrialização, pelos seus equipamentos”.

Mesquita falou também sobre os problemas encontrados por Tasso Jereissati ao assumir o governo cearense e do que fez para superá-los. “Em 1986, quando o senador Tasso assumiu(em 1986 ele foi eleito e a posse foi em março de 1987), o maior desafio que ele encontrou de cara, e não se furtou a atacar, foi a mortalidade infantil. Naquela época, o Estado envergonhava o Brasil, porque a maior parte das crianças que nasciam nas condições adversas, elas não completavam um ano de vida”.

Deferência
O senador atacou esse problema, disse o deputado, “e foi mais além, criou o programa dos agentes de saúde. Na época, o Ceará era visto como a terra da pistolagem, quem mandava no Ceará eram os pistoleiros. Acabou depois do Tasso. Seria um luxo para o cearense ter um Tasso Jereissati como governador mais uma vez no Estado, teríamos a certeza que essa violência acabaria”.
Roberto Mesquita lembrou, ainda, das figuras políticas, hoje importantes para o Estado, que surgiram sob a influência de Tasso Jereissati. O parlamentar destacou o respeito que a classe política tem ao cearense, dada a sua trajetória na vida pública, sem quaisquer suspeitas de atos duvidosos sobre sua atuação.

“Ainda agora, em viagem a Brasília, eu via a deferência de outros quadros da política nacional ao senador Tasso, dada a sua postura. Quem ouviu falar nessa vida inteira em uma atitude de corrupção do senador Tasso? Quem ouviu falar na sua vida inteira em uma atitude que apequenasse a política? E aqui me lembro dos quadros que surgiram a partir do senador Tasso. Cito o ex-ministro Ciro Gomes e recordo de uma entrevista que ele deu. O que dizia? Olhe, o maior homem público que já conheci na vida foi o senador Tasso. O Moroni (Torgan, vice-prefeito de Fortaleza), que ainda hoje é um grande representante da nossa política, é cria do senador Tasso”.

Por fim Roberto Mesquita criticou aqueles que, às vésperas das eleições, tentam “manchar” a história de políticos do Estado e defendeu a candidatura de Tasso Jereissati para a eleição ao Governo no ano que vem.
“Quanto mais candidatos existirem oferecendo propostas de Governo a um Estado ou a uma cidade, mais se festeja a democracia. Agora, criou-se um modelo de sempre ao sabor do momento político se tentar destruir biografias. Ainda há pouco foi com o senador Eunício, há pouco tempo foi com o conselheiro Domingos Filho. Eu gostaria de fazer um apelo, se o senador, do alto dos seus 70 anos, se dispusesse a nos governar de novo, nós teríamos só o que comemorar”.

08:49 · 19.10.2017 / atualizado às 09:02 · 19.10.2017 por
Vice-prefeito disse que identificou cinco áreas que já podem receber o equipamento Foto: Fernanda Siebra

por Renato Sousa 

O vice-prefeito de Fortaleza, Moroni Torgan, informou, em entrevista ao Diário do Nordeste, ontem, que espera que a Prefeitura consiga instalar “umas três” células de proteção comunitária ainda neste ano. O número é consideravelmente menor do que o que foi anunciado em março, quando a proposta foi divulgada.

Naquela época, em palestra dada aos vereadores, o democrata havia anunciado que pelos menos 15 unidades seriam instaladas na Capital. “Hoje (ontem) ainda, eu tenho uma reunião com o prefeito, e nós acreditamos que antes do fim do ano ela já estará sendo posta em prática”. De acordo com ele, a administração já identificou cinco áreas que podem receber o equipamento.

A célula de proteção comunitária é parte da estratégia do Paço Municipal para combater a criminalidade na Capital. O projeto, que integra o Plano Municipal de Proteção Urbana, prevê a instalação de torres de vigilância com dois guardas municipais, que contarão com imagens de uma série de câmeras. Essas torres servirão como uma base de apoio para equipes compostas por 30 guardas municipais e dez policiais militares, que atuarão durante 24 horas.

Com essas imagens, o prefeito em exercício espera reduzir o tempo de resposta das equipes aos crimes. Segundo entrevista concedida em março, esse período deve cair de mais de meia-hora em direção a uma meta de cerca de cinco minutos, que ele avisa que será atingida gradativamente. O projeto prevê, além de políticas públicas para a prevenção do crime e a requalificação urbana, uma integração entre a Polícia Militar e a Guarda Municipal. Enquanto essa realizará rondas em bicicletas e em motos – estes últimos, com armamento semi-letal -, a outra contará com armamento e viaturas pela cidade.

A expectativa é que, junto a cada uma das torres de vigilância, atuem cerca de 30 guardas municipais e dez policiais militares. Parlamentares têm feito críticas ao projeto. O presidente da Comissão de Segurança Pública, Márcio Cruz (PSD), declarou que não é razoável pedir que os Guardas Municipais façam rondas nas regiões onde está prevista a instalação das células, que segundo a administração, deve ocorrer nas regiões mais críticas em termos de criminalidade fazendo uso apenas de, no máximo, armamento semi-letal.

“Se ele implantar essas Células de Segurança do jeito que propuseram, vão morrer pais de família da Guarda Municipal. E o sangue vai estar nas mãos do secretário de Segurança Cidadã (Antônio Azevedo) e do vice-prefeito”, declarou o parlamentar, em setembro passado, durante discurso no plenário da Casa.

Moroni declarou que o tema não passou despercebido entre aqueles à frente da iniciativa. “Temos a mesma preocupação e, para isso, vamos tomar algumas providências”, declarou o democrata. Questionado sobre quais seriam as medidas, ele disse que não poderia revelar.

08:59 · 18.10.2017 / atualizado às 08:59 · 18.10.2017 por
Heitor Férrer, apesar de fazer parte da oposição, está em partido da base do Governo. Foto: Fabiane de Paula

A oposição na Assembleia Legislativa segue sem unidade e os discursos dos parlamentares da bancada, ainda que tenham algum tipo de relevância para seus mandatos ou sociedade, não surtem a ressonância desejada no Plenário 13 de Maio. Deputados que fazem parte do bloco oposicionista querem maior participação de suas lideranças, que segundo disseram, ainda se encontram distantes das discussões locais sobre as eleições de 2018.

A falta de reuniões entre seus membros, e também discussões internas, nos diversos partidos, é algo a ser revisto, conforme defendem. Na semana passada, apesar do burburinho em torno de uma possível candidatura ao Governo do Estado pela bancada de oposição, nada foi concretizado, e nem mesmo o nome sondado, o do senador Tasso Jereissati (PSDB), foi confirmado por ele ou por seus assessores. Além disso, a indefinição pública do senador Eunício Oliveira (PMDB) quanto a que lado deve estar na disputa do próximo ano dificulta um maior alinhamento entre os seus liderados.

“Os senadores Eunício Oliveira, Tasso Jereissati e o senhor Roberto Pessoa são os maiores protagonistas da oposição no Ceará. Eles deveriam dar a energia aos que aqui estão, mas ninguém vê unidade entre eles próprios”, disse o deputado Heitor Férrer (PSB), um dos oposicionistas, mesmo que seu partido seja governista. “Qual foi a grande reunião que eles fizeram para aglutinar a oposição? Nenhuma”, apontou o pessebista.

Segundo ele, a oposição faz o papel de criticar e cobrar do Governo, no sentido de fragilizar o governante, mas é preciso maior interação com as lideranças políticas, o que não tem acontecido. “Precisamos de uma liga maior e quem deve ter isso são os líderes, que deveriam estar fazendo esse papel”, reclamou Férrer.

Para o pessebista, a indefinição de quadros de oposição para o pleito do próximo ano se dá porque os líderes do bloco estão tratando a política por conveniência pessoal. “O Eunício Oliveira está num limbo, em que ele próprio se colocou. Ele acena com a mão esquerda para o governador Camilo e com a direita para a oposição. Ele é o maior protagonista, e agora quer salvar o mandato com apoio do Camilo e dos Ferreira Gomes ou com a oposição”, lamentou.

Férrer afirmou ainda que não há nada de concreto em uma eventual candidatura de Tasso Jereissati para o Governo do Estado, o que dificulta ainda mais a situação dos oposicionistas. “Não sei se concretamente ele é candidato, porque eu não ouvi nada dele. Mas essa indicação balança as estruturas políticas da sociedade. No momento em que se definir, tenho certeza que o Governo Camilo treme”.

O deputado Carlos Matos (PSDB) afirmou que muitos partidos “têm dificuldades de ficarem fora de um poder, pois acham que só podem fazer algo se estiverem ligados ao Governo”. Segundo disse, a sigla tucana não age dessa forma, tanto que passou muitos anos longe do Governo Central, mas seguiu acreditando em seus valores.

Derrotada
“Não queremos o caminho fácil. Queremos um projeto que coloque o Ceará em novo patamar, não sendo um dos maiores em violência e menores salários do País”, reclamou. Segundo ele, apesar da falta de unidade, “a oposição não está morta”, ainda que tenha sido derrotada nos pleitos de 2014, em nível estadual, e 2016 na disputa para a Prefeitura de Fortaleza.

Para ele, o ideal seria que houvesse uma definição da oposição ainda neste ano, até porque em nível nacional, siglas como o PSDB têm pressa para apresentar um projeto e um nome para o pleito de 2018. Ao contrário do que disse Heitor Férrer, o tucano ressaltou que não há impasse quanto ao trabalho da bancada, destacando que há, sim, nomes fortes para a disputa entre eles.

Ely Aguiar (PSDC) afirmou que a oposição está fazendo levantamento da atual situação, se articulando nos bastidores e “vazando” informações para sentir a ressonância entre a população. “A gente observa que o Ceará terá opção, pois não se pode ter um candidato único. Acredito que essa definição aconteça até o início de novembro”, defendeu. O parlamentar acredita ainda que não sendo um nome de peso, a oposição pode apresentar alguém que seja desconhecido da política cearense.

08:58 · 18.10.2017 / atualizado às 08:58 · 18.10.2017 por

A criação de um fundo eleitoral com dinheiro público estimado em, pelo menos, R$ 1,7 bilhão, para bancar as eleições de 2018, entrou em discussão ontem no Plenário 13 de Maio. O deputado Ely Aguiar (PSDC), que se diz contrário ao financiamento por empresas, defendeu o fundo como fonte de financiamento para as campanhas, e aproveitou para reclamar que seu partido no Estado nunca recebeu “um centavo” do diretório nacional, desde que ele está na presidência.

Em meio a tantas propostas na Reforma Política, a garantia de verbas para o financiamento das campanhas eleitorais ganhou atenção especial da classe política no Congresso, ao mesmo tempo, foi o ponto que mais causou polêmica na sociedade. Pelo que foi aprovado, o fundo será composto por 30% das emendas impositivas de bancada, gastas com obras de infraestrutura e repasses para os Estados e municípios, e com o fim da propaganda partidária gratuita em rádio e TV, no ano da eleição. Com isso, a compensação fiscal que antes era paga às emissoras será revertida para esse “caixa” eleitoral, conforme disse.

Para Ely Aguiar, não houve Reforma Política que ajudasse a banir do sistema corruptos e lamenta que o fundo eleitoral instituído com dinheiro público vai acabar beneficiando políticos “bons e ruins”. O deputado defendeu que os partidos utilizem recurso do Fundo Partidário, que todo ano é dividido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre as legendas, para custear as campanhas. Só para se ter uma ideia, R$ 819 milhões foram colocados para o Fundo Partidário, este ano, e há uma previsão do Governo Federal de aumentar em 8,5% o gasto com esse fundo, no Orçamento de 2018, indo para R$ 888 milhões.

“A Reforma Política deveria primeiro primar pela aplicação de modo severo da lei da ficha limpa. Esse seria o ponto inicial para uma reforma política de vergonha, o endurecimento da ficha limpa. Buscar dinheiro para patrocinar campanha política e está tirando dos cofres públicos R$ 2 bilhões para patrocinar campanha dos bons e dos ruins, como se não existisse o fundo partidário? Quer um meio de vida bom? Forme um partido”, disse Ely, destacando que os que fizeram defesa do fundo foram os mais beneficiados.