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Categoria: Elogio


11:23 · 22.06.2018 / atualizado às 11:23 · 22.06.2018 por
Por Letícia Lima
A Assembleia Legislativa aprovou, ontem, Mensagem enviada pelo governo cearense, que altera o regime de plantão dos agentes penitenciários do Estado de 12 x 36 horas, para 24 x 72 horas. Opositores elogiaram a proposta que, segundo eles, vai dar mais flexibilidade ao serviço de profissionais, principalmente, aqueles de outros estados, que necessitam retornar para as suas residências. Governistas, por outro lado, fizeram questão de enfatizar os investimentos da gestão Camilo Santana em segurança pública e em melhorias para as forças policiais. Outros 13 projetos de autoria dos parlamentares também foram aprovados.
De acordo com a proposta do Executivo Estadual, a escala atual dos agentes penitenciários “nunca” foi de fato implementada por “inviabilidade prática e financeira”, dado o cenário conflituoso existente, resultando, no caso de sua aplicação, prejuízo econômico e o engessamento da finalidade do Estado para com a sociedade. O Governo frisa que o novo regime de plantão dos profissionais se dá em razão do princípio da eficiência no sistema penitenciário e também em razão da própria natureza das atividades executadas pelos agentes.
O deputado Capitão Wagner (PROS) elogiou a iniciativa, apesar de ser um dos mais críticos da gestão estadual, pois, segundo ele, a mudança vai permitir o deslocamento de agentes de outros estados, que trabalham no Ceará.
“Eu tive, recentemente, no Rio Grande do Norte, visitando o sistema penitenciário de lá e me deparei com muitos agentes que são, na verdade, cearenses, bem como  existe o contrário, senhores que moram nos estado do Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e essa escala permite que eles tenham uma condição pra se deslocar pra suas residências, pra que eles possam estar mais presentes no ambiente familiar, afinal de contas, a profissão de agente penitenciário está relacionada como uma das profissões mais estressantes que existem no País”.
O deputado Roberto Mesquita (PROS), seu colega de partido, disse, por outro lado, que essa e outras melhorias implementadas pelo Estado para as forças de segurança só foram possíveis graças à atuação de Capitão Wagner. “Houve uma lei que permitiu aos policiais que tivessem suas promoções. Quem fez essa lei foi o governador Camilo Santana, mas só saiu porque a polícia civil representada por um líder, que é o deputado capitão wagner que, a partir de uma mobilização que culminou em uma grave provocou no governante a obrigação de fazer alguma coisa”, alegou.
Já o deputado Fernando Hugo (PP) discordou, “bastantemente”, da fala do parlamentar. “Seria uma inconsequência eu levitar aqui numa fala do Roberto, desconhecendo as ações do governador em relação à segurança. Não vou de forma alguma virgular a forma com que seu parceiro de oposição vê o seu trabalho aqui. O Roberto foi muito ácido, extremamente, não perceptível do Governo do Estado, que investiu, que promoveu ações como essa matéria que vem porque o Governo tem ouvidos pra ouvir a oposição”, pontuou.