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Categoria: Empenho


09:05 · 28.03.2018 / atualizado às 09:05 · 28.03.2018 por

Por Letícia Lima

Em meio às discussões sobre o problema da Segurança no Estado, o deputado Carlos Matos (PSDB) foi à tribuna da Assembleia Legislativa, ontem, defender mais investimentos na ocupação dos jovens cearenses, como uma das saídas para diminuir a criminalidade. Para o parlamentar, é preciso o governo estadual adotar uma “nova postura” em relação às políticas de combate à violência e gerar uma “política de paz” no território cearense.

Em seu pronunciamento, Carlos Matos usou como exemplo de boas iniciativas que, segundo ele, transformaram a realidade da região que vive, o trabalho desenvolvido pelo bispo da Diocese de Quixadá, Dom Adélio Tomasin. “O que ele fez mudou a face do Sertão Central, ao construir hospitais, ao criar o Santuário para Nossa Senhora, ao construir duas universidades, tornando o Sertão Central um centro de serviço de educação. Essas são as respostas que precisamos dar para a juventude”, disse ao fazer menção aos 30 anos de Ordenação Episcopal do bispo.

O deputado chamou a atenção para o fato de que o Ceará possui 2 milhões e 200 mil jovens, sendo que destes, 400 mil nem estudam e nem trabalham. E enfatizou que a violência não se combate apenas com a força policial, embora considera fraco, ainda, mas é preciso investir na ocupação dos jovens também. “Dar a oportunidade para o primeiro emprego, para que esses jovens possam servir e contribuir, eles estão abandonados à própria sorte, se isso não for feito, vamos ficar assistindo a esse filme passando, só que com novos capítulos. Não podemos deixar de cobrar que o Estado cumpra o seu papel, é preciso que o poder público, quer seja Executivo, Judiciário, nós, do Poder Legislativo, possamos dar respostas à altura, não estamos dando”, admitiu.

Embora reconheça que o Governo do Estado tem se “empenhado” na questão da Segurança, Carlos Matos chama a atenção para a falta de resultados e defende que as estratégias precisam ser mudadas, a começar por mais investimentos em Inteligência. “Eu coloquei uma emenda (ao Orçamento) para colocar de R$ 500 mil para R$ 10 milhões, para investir na polícia civil, foi vetada. Então, apostar na inteligência, tem sido a linha do governo, só que tem que ser com urgência. Esse Centro Federal (de Inteligência) vai ser instalado quando? A geração de política de paz, acho que é fértil o momento para que isso possa ser feito, é preciso respostas novas”, opinou.