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Categoria: Empresários


08:58 · 07.10.2012 / atualizado às 08:58 · 07.10.2012 por

Com as propostas dos prefeituráveis da Capital relacionadas à construção civil prevendo basicamente a criação de um órgão para planejar a cidade, o presidente do Sinduscon, Roberto Sérgio Oliveira Ferreira, considera “superficial” o debate dirigido ao setor durante a campanha eleitoral deste ano. Para ele, os candidatos, com ideias formuladas por marqueteiros, focaram somente na saúde e esqueceram de áreas que também são importantes para a sociedade. Ele diz que a falta de atenção dos gestores com o setor tem feito com que Fortaleza deixe de receber muitas obras.
Para Roberto Sérgio Oliveira, temas relacionados à construção civil e à realização de obras na cidade não ocuparam o espaço adequado no discurso dos prefeituráveis. “O debate não foi de ideias. O que ocorreu foi fruto da criatividade dos marqueteiros. São debates inócuos. A principal resposta que eu gostaria de ter tido é se vai haver democracia na nova gestão. É a maior exigência que a gente faz: o respeito ao cidadão e às entidades. Isso é, ao nosso ver, a correção das falhas do passado”, afirma o presidente do Sinduscon.
Segundo ele, a maioria dos candidatos sugere a criação de um órgão de planejamento para a Capital. “Isso é uma grande proposta. O que interessa é que tenha um planejamento, porque aí a gente vai saber o que se pensa para a cidade daqui a dez anos”, considera.
Por outro lado, Roberto Sérgio Oliveira diz que o próximo prefeito precisa investir nos órgãos que tratam diretamente com a construção civil para desburocratizar e reduzir os entraves. “Se não fosse isso, a Prefeitura teria mais obras, mais geração de empregos, mais geração de impostos. A alegativa é que não tem gente. Concordamos, mas nesse caso a falta de interesse de solucionar os problemas é maior”, critica.
Para o presidente do Sinduscom, “muito pouco” se extrai dos discursos dos candidatos para a construção civil. “O discurso foi focado apenas em saúde, que é o maior problema, mas não é o único. Dá a impressão de que o eleitorado é formado apenas de pessoas doentes que precisam urgente de remédio. Isso não é uma verdade absoluta. As falhas foram enormes nos debates. As promessas têm execução nulas. Mas vamos cobrar ações dos candidatos paro futuro porque a necessidade de soluções é urgente”, afirma.
Pelo menos dois pontos que envolvem o setor da construção civil vivem discussões polêmicas e permanecem sem resolução definitiva há anos: a regularização do plano diretor de Fortaleza e o planejamento da cidade. Roberto Sérgio Oliveira diz não ter identificado propostas que possam, a longo prazo, trazer soluções definitivas sobre essas questões. “Me parece que todos os candidatos têm foco semelhante”, opina.
Ele diz ainda que, durante a campanha, faltou sugestões para minimizar problemas que a Prefeitura enfrenta na área da construção civil. “Os problemas não devem ser resolvidos em tempo hábil, por isso Fortaleza não vai ter todas obras que poderia ter. Se pensou durante três anos que Fortaleza teria um grande legado com a Copa do Mundo. Outras cidades tiveram maior investimento nessa questão. Lamentavelmente, o legado aqui parece que será apenas a arena”, afirma.
Segundo Roberto Sérgio, todos os prefeituráveis garantem que vão executar as obras de mobilidade urbana para a Copa. “Mas não sei se dá tempo. É preciso muita vontade política. A minha preocupação é para que a Copa sirva de indutor para que as obras previstas sejam iniciadas e não parem, mesmo que não fiquem prontas para o evento. A Copa é efêmera, mas nós precisamos das obras”, defende o presidente do Sinduscon.
Para ele, o próximo prefeito precisa correr atrás do prejuízo causado pelo atraso e entraves das obras da Copa. “Tem que fazer todo o circuito de mobilidade em relação à Arena e a recuperação dos pontos de lazer, porque são locais que os turistas vão frequentar”, declara Roberto Sérgio Oliveira.