Busca

Categoria: Especulações


11:27 · 26.05.2017 / atualizado às 11:27 · 26.05.2017 por

O noticiário político nacional está repleto de especulação sobre a substituição do presidente Michel Temer, no caso da cassação do seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da eleição indireta feita pelo Congresso Nacional.

No Estadão, tem uma lista de vários nomes, incluindo os citados em espaços do jornal O Globo e da Folha de S.Paulo.

Leia algumas dessas especulações:

GOVERNO

O favorito de hoje

POR LAURO JARDIM

Rodrigo Maia é hoje o candidato mais forte a suceder Michel Temer. Se Temer cair, claro. Esta é, ressalte-se, a situação de hoje. Como política é como nuvem, tudo pode mudar nos próximos dias.

CONGRESSO

Ideias de Renan

POR LAURO JARDIM

Nas conversas sobre a sucessão de Michel Temer, Renan Calheiros (à esquerda) deu sinais de que Eunício Oliveira poderia dar um bom vice de Rodrigo Maia. Por trás da ideia, um interesse pessoal: com Eunicio fora da Presidência do Senado, Renan poderia tentar retornar à cadeira que ocupava até o início do ano.

PAINEL DA FOLHA DE S.PAULO

Ponte para o futuro Tido como candidato do PSDB à cadeira de Temer no caso de uma eleição indireta, Tasso foi procurado, nesta quinta-feira (25), pelo ministro Gilberto Kassab (Comunicações), comandante do PSD.

PODER – FOLHA DE S.PAULO

Aliados testam hipótese de Tasso candidato, com Jobim na Justiça

Jorge Araujo – 3.out.2011/Folhapress
Tasso Jereissati seria candidato indireto a presidente em nova configuração
Tasso Jereissati seria candidato indireto a presidente em nova configuração

IGOR GIELOW
DE SÃO PAULO

 

A mais nova configuração testada na cúpula dos aliados que apostam na cassação de Michel Temer prevê o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) como candidato indireto a presidente, o ex-ministro Nelson Jobim (PMDB) como titular da Justiça e a manutenção de Henrique Meirelles (PSD) à frente da equipe econômica em caso de vitória.

Para pacificar o PSDB, Tasso veio nesta quinta (25) a São Paulo para encontrar-se com o governador Geraldo Alckmin e o prefeito João Doria, ambos seus correligionários.
Eles se reuniram na casa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, líder tucano que vem articulando as opções do pós-Temer.

A expectativa antes do encontro era de que Tasso se comprometeria a não ser candidato à reeleição no caso de virar presidente, acalmando o grupo de Alckmin, que quer disputar em 2018 mas também está no rol de investigados da Operação Lava Jato –Doria também surge como eventual presidenciável.

Apesar da resistência de Temer, os aliados acreditam que sua saída deverá ocorrer com a cassação da chapa em que o peemedebista foi eleito vice de Dilma Rousseff (PT) em 2014, em 6 de junho.

O deslocamento de Jobim, até aqui nome mais cotado para a candidatura, à Justiça é manobra de alto risco: será vista como tentativa de controlar o apetite da PGR (Procuradoria-Geral da República) na condução de casos contra políticos com foro.

Jobim já foi consultor de três empreiteiras enroladas na Lava Jato. Hoje, é sócio do BTG, banco investigado pelos procuradores, que também têm a compra de submarinos franceses patrocinada por ele em 2009 sob sua lupa.

Ele na Justiça pode causar ira na opinião pública e apoio à saída governista mesmo na oposição capitaneada pelo PT de Luiz Inácio Lula da Silva.

Um alto dirigente tucano diz que a Lava Jato não é controlável, mas concede que o acordo generoso que beneficiou os irmãos delatores da JBS, que comprometeram o mandato de Temer ao gravá-lo ouvindo trama criminosa, mudou a percepção pública sobre o trabalho da PGR.

O mandato do procurador-geral, Rodrigo Janot, termina em setembro. Uma saída para esfriar o clima passaria pela não indicação imediata de seu substituto.

Neste caso, quem assume interinamente é Mario Luiz Bonsiglia, vice-presidente do Conselho Superior do Ministério Público e visto como mais comedido e técnico do que os “tuiuiús” –grupo de retórica inflamada que domina a PGR há anos.

No xadrez em curso, o PSD fechou apoio à costura do PSDB a partir de um encontro do dono do partido, ministro Gilberto Kassab (Comunicações), com FHC.

A manutenção da equipe de Meirelles, que é do PSD e teve o nome especulado à Presidência, está no pacote para manter o apoio do empresariado e as expectativas do mercado, que o aprovam.

Um membro da direção tucana diz temer que todas essas conversas venham a inviabilizar o nome de Tasso, que não é exatamente popular na Câmara dos Deputados –que concentra 513 dos 594 votos do Colégio Eleitoral.

Para tanto, o DEM do presidente da Casa, Rodrigo Maia, terá de ser contemplado no acerto, até porque foi insuflado como um eventual candidato a presidente. O democrata poderia entrar no acerto como vice de Tasso.

O DEM só vai desembarcar do governo se o PSDB e o PSD o fizerem, mas a importância de Maia e sua proximidade de Temer são elementos delicados, e seu papel no arranjo ainda está sendo avaliado.

15:06 · 18.01.2017 / atualizado às 15:07 · 18.01.2017 por

 

O governador Camilo Santana tem até abril de 2018 para decidir se sai ou fica no PT para ser candidato à reeleição
O governador Camilo Santana tem até abril de 2018 para decidir se sai ou fica no PT para ser candidato à reeleição

Uma nota no jornal O Estado de S.Paulo de hoje motivou uma onda de especulação sobre a possível saída do governador Camilo Santana do PT, para ingressar no PSB. O governador encerra a viagem que faz para ao exterior amanhã. Sua última conversa com o governador de Pernambuco, a quem se atribui a interlocução para a troca de partido, foi ainda no ano passado, quando os governadores estavam discutindo com o Governo Federal a divisão dos recursos da chamada repatriação do dinheiro de brasileiros em outros países. Os governadores do Nordeste defendiam uma situação diferenciada.

Camilo, pela legislação atual, tem até o início de abril do próximo ano para decidir se fica ou sai do PT, para disputar um segundo mandato. Ele, por exercer mandato Executivo não se sujeita à Lei da Fidelidade partidária.

Para ser candidato à reeleição com o apoio do grupo que o ajudou a se eleger governador, terá que se filiar a um partido de não oposição à pretensão política de Ciro Gomes, hoje potencialmente candidato a Presidente da República pelo PDT. O PSB tem projeto presidencial diferente do traçado pelo PDT, portanto, um forte empecilho para a filiação de Camilo.

A tendência natural de Camilo Santana é deixar o PT por conta do seu alinhamento à candidatura de Ciro Gomes. Não necessariamente ele terá que ir para o PDT, mas com certeza será para uma sigla onde ele possa influenciar que ela se componha com o PDT na disputa presidencial, condição que não teria no PSB.

Mas como política nada é impossível, tudo será diferente se o governador resolver romper com o grupo político liderado por Cid e Ciro Gomes. O rompimento acontecendo, Camilo estará livre para se filiar a    qualquer partido que o receba.