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Categoria: Espionagem


10:52 · 02.04.2017 / atualizado às 10:52 · 02.04.2017 por

Está na Folha de S. Paulo, edição deste domingo, uma matéria sobre a questão envolvendo os ex-governadores Cid e Ciro Gomes, o vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, e o ex-deputado federal petista Eudes Xavier, em denúncia de espionagem, motivo de várias manchetes no noticiário político e policial cearenses, em 2013, atualmente esquecido de boa parte dos cearenses.

O caso está bem relatado na informação da Folha de S. Paulo, assinada pelo jornalista José Marques, com o título “Investigação sobre Ciro, suspeito de espionagem, se arrasta há quatro anos.

Leia o texto completo que está na Folha de S.Paulo:

 

Um episódio que envolve trocas de acusações sobre espionagem, hackers e uso de influência política entre pessoas ligadas ao ex-ministro Ciro Gomes (PDT) está sem solução há quatro anos, mesmo depois de ter sido investigado no âmbito de três tribunais diferentes.

A apuração foi aberta após declarações de um ex-deputado e, por meio de sindicância, tenta descobrir se o ex-governador do Ceará, Cid Gomes (à época no PSB, hoje no PDT) contratou, ou ajudou a contratar, a empresa de investigação Kroll para espionar um desafeto político de Ciro.

O procedimento tramitou no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e STF (Supremo Tribunal Federal) até chegar à Justiça do Ceará, onde aguarda conclusão desde 2015.

Em abril de 2013, Eudes Xavier (PT-CE) subiu ao plenário da Câmara e leu e-mails que dizia serem de Ciro, Cid e agentes públicos do governo. Os textos falavam em espionar o ex-deputado e adversário Roberto Pessoa (PR).

“Nos próximos dias o Ciro deve lhe procurar para pedir algumas orientações, eu soube (…) que ele esteve em São Paulo com executivos da Kroll para tratar do assunto Roberto Pessoa, já tentamos fazê-lo recuar, mas sem sucesso, então peço-lhe que ajude na medida do possível sem envolver o governo nesse assunto”, dizia suposto e-mail atribuído a Cid Gomes.

Em nota, a Kroll “nega a veracidade das alegações”.

Cid confirma que teve seu e-mail hackeado, mas tanto ele como Ciro dizem que o conteúdo dos textos exibidos por Xavier é “absolutamente fantasioso”. À época, o ex-governador pediu ao Ministério da Justiça “rigorosa investigação em torno das alegações apresentadas pelo deputado”.

Porém, ao ser chamado para prestar esclarecimentos sobre a investigação, tocadas pela Polícia Federal e Ministério Público Federal com autorização do STJ, Cid Gomes não respondeu aos órgãos.

“Não obstante o aviso de recebimento [de intimação] juntado à f. 104, o governador Cid Ferreira Gomes não apresentou as informações solicitadas”, disse a vice-procuradora-geral de Justiça Ela Wiecko em ofício.

MUDANÇA DE FORO

Em 2015, o mandato de Cid terminou e ele se tornou ministro da Educação do governo Dilma. Os autos, que até então estavam em sigilo, saíram do STJ, foro responsável por processos que envolvem governadores, e foram para o STF.

O novo relator, ministro Celso de Mello, levantou o segredo de Justiça.

Cid Gomes deixou o Ministério da Educação em março de 2015, após um bate-boca na Câmara dos Deputados. Com a nova mudança de foro, os autos seguiram do STF para a 8ª Vara Criminal de Fortaleza e a investigação passou a ser conduzida pelo Ministério Público do Ceará.

Embora tenha sido enviado de forma pública e não haja despacho para colocá-lo novamente em sigilo, o processo atualmente corre na Justiça do Ceará sob segredo.

OPERAÇÃO POLICIAL

Cid Gomes diz que já sabia que tinha sido hackeado quando Xavier fez o pronunciamento em plenário. Ele diz que informou à Casa Militar, que identificou interceptação de seus e-mails por um IP (espécie de identificação digital) que vinha da casa de Roberto Pessoa. Em maio de 2013, a Polícia Civil fez busca e apreensão em computadores da casa do ex-deputado.

Desde a época, uma ação penal contra Pessoa corre em sigilo na Justiça do Ceará e também não foi concluída.

A Folha apurou que o caso inicialmente tramitou no Juizado Especial Criminal (de pequenas causas), mas foi transferido para a 8ª Vara Criminal de Fortaleza após pedido do Ministério Público.

A ação aguarda o juiz decidir se as provas coletadas anteriormente continuam válidas ou se terão que ser produzidas novamente.

Os irmãos Gomes têm forte influência na política cearense, e apadrinharam o atual governador do Estado, Camilo Santana (PT), e o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT). Ciro, que também é ex-governador, é um dos presidenciáveis para 2018.

OUTRO LADO

Por meio da assessoria, o ex-governador Cid Gomes diz que não teve conhecimento do pedido de informações do Ministério Público Federal.

Ele e seu irmão, o ex-ministro Ciro Gomes, dizem que o texto dos e-mails atribuídos a ele são “absolutamente fantasiosos” e “invencionices” dos adversários. Ambos negam ter espionado ou tentado espionar adversários.

Cid afirma que, antes do ex-deputado Eudes Xavier fazer seu discurso em plenário, outros políticos do Ceará já haviam afirmado que tiveram acesso aos seus e-mails. Por isso, pediu a instalação de um dispositivo que detectava se as mensagens foram interceptadas por hackers. Segundo ele, foi descoberto que três pessoas tiveram acesso aos documentos –e o endereço virtual de uma delas vinha da casa de Roberto Pessoa.

O ex-deputado Roberto Pessoa diz que não irá comentar o processo, porque está em segredo de Justiça, mas diz que “tem certeza que houve perseguição” de Cid Gomes contra ele. “Quem tem que comprovar alguma coisa –no caso, a veracidade desses e-mails– é ele”, diz.

Sobre os autos que saíram do STF, o Tribunal de Justiça do Ceará diz que “o processo já chegou à Vara nessas condições (sigiloso) e que o juiz só vai se manifestar, se continuará ou não em segredo de Justiça, após o parecer do Ministério Público do Ceará”.

Procurado, o Ministério Público do Estado afirma que “a promotora de Justiça responsável deverá emitir manifestação sobre o processo até o final da próxima semana”.

A reportagem não conseguiu localizar o ex-deputado petista Eudes Xavier.

18:55 · 03.09.2013 / atualizado às 18:55 · 03.09.2013 por

Por Miguel Martins

O esquema de espionagem direta de atos da presidente Dilma Rousseff por parte do Governo Norte Americano repercutiu negativamente,  na Assembleia Legislativa. O deputado Lula Morais (PCdoB) criticou as ações do Governo de Barack Obama e ressaltou ser necessário que se acabe com o “ciclo de invasão” dos Estados Unidos no cotidiano dos demais países do mundo.
A reportagem sobre a espionagem foi divulgada no último domingo no programa Fantástico da TV Globo, e conforme ressaltou Morais, a matéria causou perplexidade nas pessoas que assistiram as imagens. O governo brasileiro chegou a dar um prazo de até uma semana para que o governo dos Estados Unidos esclareça as denúncias de espionagem feitas de atos da Agência de Segurança Nacional. A cobrança pelo monitoramento, que teria atingido a presidente foi feita pelo ministro de Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, em reunião com o embaixador dos EUA, Thomas Shannon, na manhã da última segunda-feira.
Após a reunião de emergência convocada pela presidente, também na segunda-feira, o Itamaraty deu início a uma série de conversas com outros países com o objetivo, segundo o ministro, de buscar uma regulamentação no âmbito mundial para proibir divulgação de dados de cidadãos e de governantes. “É importante que tenhamos provedores que possam arquivar nossas informações, para tirar da supremacia e da exclusividade dos Estados Unidos de terem essas informações”, ressaltou Lula Morais.
Ele lembrou ainda da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) proposta no Senado Federal para discorrer sobre o tema, visto que as denúncias agravaram mais ainda as relações entre Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, o Governo brasileiro cogita levar a discussão sobre espionagem à fóruns internacionais para debater o que ele denominou de “crime contra os direitos humanos”.
“Precisamos acabar com o ciclo do que está acontecendo, pois essa é uma nova denúncia de espionagem dos Estados Unidos ao Brasil. A presidente Dilma inclusive cogita o cancelamento de viagem de estado em outubro ao País, caso o presidente Barack Obama não esclareça essa situação”, afirmou. O parlamentar le lembrou, no entanto, que o Palácio do Planalto descartou essa possibilidade de cancelamento de viagem da presidente.
“O Brasil não tem características de presença terrorista e mantemos boas relações políticas e comerciais com todos os países, principalmente com os Estados Unidos. Então por que se interessam em fazer uma investigação desse tipo? O Governo americano vai precisar se pronunciar”, afirmou. Morais reclamou ainda da tentativa dos Estados Unidos em invadir a Síria, visto que a opinião pública e até políticos em todos os países de mundo se mostram contrários à tal invasão. “Esse momento é de reflexão, porque fatos como esses podem desencadear uma guerra mundial”, apontou o comunista.

09:24 · 05.04.2013 / atualizado às 09:24 · 05.04.2013 por

Está no jornal Folha de S. Paulo de hoje, notícia relatando um pronunciamento do deputado federal Eudes Xavier, na Câmara Federal, denunciando a existência de uma rede de espionagem, no Ceará, montada pelo governador Cid Gomes e pelo ex-ministro Ciro Gomes.  Leia a íntegra da informação:

Deputado acusa irmãos Gomes de montar rede de espionagem no CE

Governador classifica como ‘disparate’ a acusação e diz que vai processar petista

DE BRASÍLIA

Em discurso no plenário da Câmara, o deputado Eudes Xavier (PT-CE) pediu ontem a investigação de uma suposta rede de espionagem de adversários montada pelos irmãos Cid Gomes (PSB), governador do Ceará, e Ciro Gomes, ex-ministro.

Xavier disse que recebeu “de uma fonte” cópia de e-mails trocados entre eles e secretários de Estado que provaria o esquema.

Em nota, o governador do Ceará classificou as acusações como disparatadas e mentirosas, disse que os e-mails são todos falsos e que ele e o irmão irão processar o petista na Justiça.

Os e-mails apresentados por Xavier têm a data de 2011 e se referem a uma suposta ação de Ciro Gomes contra o ex-prefeito de Maracanaú Roberto Pessoa (PR), um dos poucos adversários dos Gomes no Estado.

Em uma das supostas troca de e-mails, Ciro falaria a Cid que estaria disposto a tornar pública uma fita em que Pessoa achacaria empresários em Maracanaú.

ARAPONGAS

De acordo com os papéis apresentados por Xavier, Cid teria acionado secretários para conversar com Ciro e para ajudá-lo.

O ex-ministro também, afirma o petista, teria procurado a empresa de investigação Kroll.

O ex-prefeito Roberto Pessoa disse que os e-mails demonstram que os Gomes “inauguraram a primeira PPP de segurança pública do Ceará coordenada por Ciro, Cid e pela Kroll.”

A Folha não conseguiu contato com a Kroll.

(ANDREZA MATAIS E MARCIO FALCÃO)