Edison Silva

Categoria: Estratégia


10:41 · 17.05.2018 / atualizado às 10:41 · 17.05.2018 por

Por Renato Sousa

Os problemas na área de segurança pública foram tema de debate entre os vereadores da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor). De acordo com parlamentares críticos ao governo estadual, os investimentos do governador Camilo Santana (PT) não têm convertido-se em resultados efetivos. Já para aliados do Palácio da Abolição, o problema é a falta de uma estratégia nacional. Segundo eles, o Ceará tem feito sua parte.

De acordo com Daniel Borges (PR), é inegável que o governador tem feito investimentos na área de segurança pública. Para ele, entretanto, não há esforços na área de investigação e inteligência. “Se não tivermos isso, se não prendermos os indivíduos, vamos ficar sempre nesse problema”, declara o parlamentar. O parlamentar declara que, ao contrário do que vem afirmando o Executivo estadual, o problema da segurança pública não tem afetado todo o País. De acordo com ele, há problemas que são mais graves no Ceará, citando os ataques a carros fortes e a agências bancárias como exemplos.

Já para Soldado Noélio (Pros), o governo do Estado não tem valorizado os profissionais de segurança pública, e isso tem refletido-se nos índices de violência. Como exemplo, ele declara que, se os soldados da PM tivessem recebido reposição inflacionária no período que Camilo ocupa o governo, o reajuste salarial teria sido na casa dos R$600. Entretanto, teria sido de pouco mais de R$100. “As cidades do mundo que tinham resultados negativos (na segurança) e que conseguiram sair dessa situação fizeram investimentos em política pública e social, mas também valorizaram os profissionais de segurança pública”, diz. O vereador diz que os investimentos do governo estadual não “chegam na ponta”, e isso desmotivaria os agentes

Ésio Feitosa (PPL), por sua vez, declarou desconhecer um governador que tivesse investido tanto em segurança pública quanto o governador Camilo Santana. “Se esses investimentos não tivessem sido feitos, talvez a situação estivesse muito pior”, declara. Para ele, é preciso uma política nacional para enfrentar o problema do tráfico de armas e drogas. “Todo o esforço do governador Camilo Santana será pequeno se o Governo Federal não cumprir com suas obrigações”, declara.

 

Assembleia

 

Os parlamentares também comentaram o bate-boca ocorrido na terça-feira, 15, entre os deputados estaduais Capitão Wagner (Pros) e Evandro Leitão (PDT), líder do governo do Estado, durante uma discussão sobre segurança pública. De acordo com Márcio Martins (PR), chamar Wagner para as vias de fato seria uma demonstração das dificuldades em defender a política estadual. “É quase impossível fazer uma defesa desse governo no que tange a segurança pública”, diz. Para ele, a fala foi uma “atitude imatura e desrespeitosa ao povo do Estado do Ceará”. Borges, por sua vez, declara que Leitão demonstrou não ter argumentos para discutir o assunto, enquanto Acrísio Sena (PT) avalia que o que falta não é argumento, mas “nível”.

O líder da bancada do PDT na Casa, Iraguassú Filho, saiu em defesa do correligionário da Assembleia Legislativa. Para ele, não foi apenas Leitão quem errou, mas Wagner também, que também teria ofendido o deputado estadual antes de ser desafiado para o duelo, chamado-o de “mocinha”. O vereador, entretanto, admite que seu colega de partido errou e declara que, em conversa, ele próprio teria reconhecido isso.

10:28 · 12.05.2018 / atualizado às 14:26 · 12.05.2018 por
Há momentos em que um deputado está na tribuna falando para um plenário praticamente vazio Foto: José Leomar

Por Letícia Lima

A tribuna da Assembleia Legislativa cearense tem sido pouco utilizada, nas últimas semanas. Se para alguns o espaço destinado à discussão de assuntos de interesse da sociedade é considerado “sagrado”, para a maioria dos deputados parece não ter muita importância. Levantamento feito Diário do Nordeste mostra que nestas duas primeiras semanas do mês de maio, apenas 13, do total de 46 deputados da Casa, fizeram uso do púlpito, no Plenário 13 de Maio, alguns se revezaram em dias seguidos por falta de deputados.

De acordo com consulta feita no portal da Assembleia, do último dia 2 de maio até o dia 10, apenas 13 deputados subiram à tribuna do Legislativo cearense, no Grande Expediente das sessões ordinárias – período em que seis oradores dispõem de até 15 minutos para os discursos. Nesta semana, inclusive, a deputada Silvana Oliveira (PR), por exemplo, chegou a usar em dois dias seguidos, além do seu tempo, para o qual havia se inscrito, o tempo de outro parlamentar, que se inscreveu, mas não apareceu na sessão. Ela discursou por mais de 30 minutos.

“Muitas vezes, falo pro plenário vazio, fica só eu e o presidente e aí eu me comunico com quem tá em casa e eles me dão a resposta sobre isso. A parte mais importante do meu mandato eu entendo que é o falar, manter o  eleitor informado do que está acontecendo. Essa interação é importante, porque torna o debate vivo, você expõe o contraditório. A gente demora tanto a trazer determinados resultados, porque (os projetos) ficam presos em comissões e só tem um jeito de ir conversando com eles (eleitores), que é através da tribuna”, acredita.

Silvana disse que dormiu na Assembleia, esta semana, para conseguir se inscrever no Primeiro Expediente. por outro lado, o deputado Capitão Wagner (PROS) reclamou dos que “madrugam” na Casa, para ocupar a tribuna, mas que, sequer, comparecem à sessão. “O cara cancela a inscrição ou então passa pra um outro deputado, isso faz parte da estratégia pra diminuir o debate aqui. Quando a oposição puxa os debates, eles (deputados governistas) não estão rebatendo, isso parte da estratégia do governo de evitar os debates e facilmente a gente consegue fazer o contraponto”, observou.

Já o líder do Governo na Casa, deputado Evandro Leitão (PDT), reconhece que a tribuna tem sido pouco utilizada, “na medida que vai se aproximando do período eleitoral, a tendência que tem é essa pouca utilização”, avalia. No entanto, ele disse que o fato da base aliada se inscrever em boa parte do Primeiro Expediente é uma “estratégia política, que tem dos dois lados”.

“Quantas e quantas vezes a oposição também não fez isso? quantas e quantas vezes a oposição não dá presença nas votações pra não dar quórum. estratégia política isso é uma coisa normal, natural do Parlamento, em alguns momentos você tem que esvaziar o plenário, em outros você não dá presença,  não vota, se abstem e tanto vale para um lado como para o outro”, ressaltou.

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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