Edison Silva

Categoria: Experiência


15:30 · 25.04.2018 / atualizado às 16:04 · 25.04.2018 por
Hélio Parente substituiria no cargo o deputado federal Antonio Balhmann (Foto: José Leomar)

O governador Camilo Santana havia escolhido um advogado, sem qualquer atuação fora da área jurídica, conselheiro em disponibilidade Hélio Parente, para colocar “o Estado diante de uma gama de oportunidades e das mais avançadas tecnologias” para gerar “desenvolvimento sustentável para o Estado”. Agora há pouco, a assessoria do Palácio da Abolição anunciou que o governador já exonerou Hélio Parente, devendo o ato ser publicado na edição de hoje do Diário Oficial, que circula no início da noite.

A nomeação de Hélio Parente para  Assessoria de Assuntos Internacionais do Ceará (ASINT) foi criticada, hoje, na Assembleia Legislativa, pelo deputado Roberto Mesquita. Hélio que era conselheiro do extinto Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) está em disponibilidade com um subsídio de aproximadamente R$ 30 mil, além das prerrogativas do cargo, acumulará, se a Justiça permitir, tal importância com mais aproximadamente R$ 15 mil da representação de secretário estadual, extrapolando o teto da remuneração salarial do serviço público brasileiro.

O deputado Heitor Férrer, como este Blog informou ontem à noite, entrou com uma Ação Popular contra a nomeação, que aconteceu no último dia 20, com vigência a partir do dia anterior, como determina o ato. Heitor pediu uma decisão liminar para sustar os efeitos da nomeação.

Hélio substituiria no cargo o deputado federal Antonio Balhmann, exonerado para efeito de desincompatibilização. Balhmann, antes de ocupar a Assessoria, que tem nível de secretaria estadual, foi secretário da Indústria e Comércio do Estado, entre 1988 e 1994, além de gerente geral da Unidade de Gerenciamento de Financiamento do Ministério da Integração e ex-presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (ADECE).

Hélio Parente, antes de ir para o Tribunal de Contas dos Municípios era advogado ligado a área do Direito Eleitoral.

Leia para que serve a Assessoria de Assuntos Internacionais, segundo o site do Governo do Estado:

Relações Internacionais

O Governo do Ceará acredita que ampliando suas relações comercias com o mundo colocará o Estado diante de uma gama de oportunidades e das mais avançadas tecnologias gerando desenvolvimento econômico sustentável para o Estado. Com esse objetivo em mente, o Governador Camilo Santana reativou a Assessoria de Assuntos Internacionais do Ceará (ASINT) visando o desenvolvimento dessas relações internacionais.

O foco de atuação da ASINT é o desenvolvimento de novos negócios através da captação de IED (Investimento Externo Direto) em forma de implantação de empresas estrangeiras no Estado. Ainda, como prioridade dessa Assessoria está a atração de empresas, nacionais e estrangeiras, para a primeira Zona de Processamento de Exportação (ZPE) em operação no Brasil, a ZPE do Ceará. A ZPE é uma zona especial que oferece regimes tributário e cambial diferenciados e procedimentos administrativos simplificados para as indústrias exportadoras que lá se instalarem.

Missão Institucional e Competências

Atrair novos investimentos

Gerar novos empregos

Promover a transferência e difusão tecnológica

Favorecer a balança comercial

Promover o desenvolvimento econômico e social

Aumentar a competitividade das exportações brasileiras

Atuação da Assessoria Internacional

Captação de investimentos externos

Desenvolvimento de novos negócios

Articulação de agendas para visitantes estrangeiros ou missões internacionais

Articulação com entidades internacionais, nacionais e outras secretarias e órgãos envolvidos em negociações

Participação em discussões prévias em negociações internacionais

Acompanhamento em viagens oficiais ao exterior

Contatos com o Ministério das Relações Exteriores e o corpo diplomático estrangeiro

Análise de acordos e contratos internacionais

Suporte técnico na preparação de documentos oficiais no âmbito das relações internacionais

Elaboração de dossiê econômico e informativo quando da recepção de missões e ou empresas estrangeiras

09:55 · 11.03.2018 / atualizado às 09:55 · 11.03.2018 por

Por Renato Sousa

Cerca de dez vereadores querem disputar novos mandatos neste ano. Desses, pelo menos quatro já tentaram sair da Câmara Municipal de Fortaleza para outros legislativos: Gaspar (PPL), Célio Studart (SD), Acrísio Sena (PT) e Guilherme Sampaio (PT). Embora não tenham sido eleitos, alguns deles dizem que a  disputa trouxe experiências que serão úteis na disputa deste ano.

De acordo com Acrísio Sena, candidato a deputado federal no pleito passado, o maior aprendizado foi sobre a dificuldade em tornar seu nome conhecido nos 184 municípios do Estado, o que ele admite que ainda é muito difícil, mas que já teve avanços em relação a eleição passada, quando obteve cerca de 15 mil votos. Neste ano ele quer ir para a Assembleia Legislativa.

“Hoje, quando vamos a uma atividade no Interior, há pessoas que nos reconhecem, se não pelo nome, mas pelo rosto. Elas sabem que somos vereador de Fortaleza”, diz. Segundo ele, o uso das redes sociais ampliou-se de 2014 para cá, o que também facilita na divulgação de seu nome. “Com esse avanço da comunicação, das redes, acho que tivemos uma boa amplificada”, declara.

Seu colega de bancada, Guilherme Sampaio, por sua vez, aponta que a conjuntura também se tornou mais favorável. “A gente tem sentido que o momento é muito propício. As pessoas querem uma renovação da nossa bancada na Assembleia”, diz.  Ele teve pouco mais de 12 mil votos na eleição de 2014.

“Tínhamos uma trajetória ainda muito limitada a Fortaleza”, diz. Agora, segundo o petista, esse cenário foi revertido pelo período que passou na Secretaria Estadual de Cultura, no começo da gestão Camilo Santana. “Esses contatos transformaram-se em apoio à nossa candidatura”, diz. De acordo com Sampaio, sua candidatura agora é “para ganhar”.

Larissa Gaspar (PPL) também deve disputar a eleição deste ano. Entretanto, se em 2014 ela tentou eleger-se deputada estadual, agora deseja ampliar a bancada feminina na Câmara Federal. Ela, que teve pouco mais de 11 mil votos naquela disputa, declara que a candidatura foi importante para construir um canal de diálogo com a população e construir propostas, mesmo reconhecendo os limites da atividade parlamentar. “Considero muito importante o contato direto com a população”, diz.

A parlamentar declara que, com isso, conseguiu abrir canais de diálogo fora da Capital. “Fomos votados em quase todos os municípios cearenses mesmo não tendo tido, infelizmente, condições de percorrer todos”, declara. Agora, entretanto, ela diz querer percorrer mais municípios, buscando justamente esse contato mais próximo da população.

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Edison Silva

Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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