Edison Silva

Categoria: Família


10:56 · 24.05.2018 / atualizado às 10:56 · 24.05.2018 por

Por Letícia Lima

Ao falar sobre evento de sua igreja, na tribuna da Assembleia Legislativa, ontem, a deputada Silvana Oliveira (PR), que é uma das representantes da União das Esposas dos Ministros da Assembleia de Deus do Ceará, criticou o chamado empoderamento feminino. Para ela, esse conceito, muito utilizado nos dias de hoje, para expressar ações de fortalecimento das mulheres e a equidade de gênero, tem “carregado” a sociedade para a “desavença” e “desorganização social”. A deputada, disse, ainda, que a “submissão, em Cristo Jesus”, é o que torna o “elo familiar perfeito”.

A parlamentar, que compõe a bancada evangélica na Casa, enfatizou, no entanto, que não luta para que as mulheres ganhem menos do que os homens, por outro lado, defendeu a “hierarquia”  na família e a “submissão, “em Cristo Jesus”, como o “elo familiar perfeito”. Para Silvana, essa “organização” pode, inclusive, trazer a diminuição da violência no Estado.

“Acho uma bobagem, entendo que essa besteira de empoderamento das mulheres é que tem sim carregado a sociedade pra desavença, pra desorganização. Tudo que tem hierarquia, controle, regra, amor funciona, limite sempre faz as coisas funcionarem. Nós, mulheres crentes, entendemos que sobressair A, B, C ou D ou o homem ou a mulher ou o filho não possa trazer qualquer organização. Jamais uma sociedade terá paz quando tem guerra entre sexos”, opinou.

Para ela, o conceito de empoderamento feminino leva à “destruição” das famílias e pregou o “empoderamento das famílias”, para devolver a paz à sociedade. Silvana voltou a defender projeto de lei apresentado por ela na Assembleia, este ano, mas que ainda não começou a tramitar, batizado de “Toque de Acolher”. A proposta é restringir a circulação de menores de 18 anos nas ruas e logradouros públicos do Estado, entre 23h e 5h, desacompanhados dos pais ou responsáveis. A parlamentar considera que a família é parte responsável na questão da Segurança e a medida protegerá as crianças e os adolescentes do tráfico de drogas, da exploração infantojuvenil e do consumo de bebidas alcoólicas.

“Ah não, tudo é liberdade, é o direito de ir e vir e onde está a obrigação dos pais, mães e dos responsáveis pelos seus filhos de saber onde ele está, se ele não está correndo risco de vida ou colocando os outros em risco? Precisa saber onde seu filhinho está, depois das 23h é pra estar dentro de casa. Busco essa retomada do poder da família sobre seus filhos e filhas. Entendo que esse projeto não seria a solução da segurança pública, mas sei que essa grande abertura de torneira alargada de filhos e filhas, cada um faz o que quer e vai pra onde quer, só tem nos afundado a cada dia no abismo que chamo de abismo social, quando você solta seus filhos, você entrega pro mundo criar”, refletiu.

10:53 · 24.05.2018 / atualizado às 10:53 · 24.05.2018 por

Por Renato Sousa

A Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) aprovou, ontem,  mensagem do prefeito Roberto Cláudio (PDT) criando o Programa Família Acolhedora, para permitir que crianças e adolescentes, em situação de vulnerabilidade, possam ser recebidos, temporariamente, por famílias previamente cadastradas caso não haja nenhum parente que possa fazê-lo.

De acordo com o texto de apresentação do projeto, a experiência familiar tem a vantagem “de apresentar o modelo de educação e os melhores valores aceitos em sociedade”. Os abrigos públicos, de acordo com a proposta, já foram palco de diversos problemas, como abandono emocional e material, violência doméstica e exploração trabalhista ou sexual.

O projeto recebeu sete emendas produzindo alterações como a determinação que o acolhimento ocorrerá, preferencialmente, no bairro onde a criança já reside, a preferência do acolhido na matrícula em instituições da rede municipal de ensino e a inclusão do Ministério Público estadual (MPCE) e da Defensoria Pública como parceiros do programa.

Além disso, as equipes de acompanhamento das famílias que oferecem acolhida passarão a contar com um pedagogo e um coordenador, além do psicólogo e do assistente social já previsto no texto original. Também foi alterada a proporção de acompanhamento de cada equipe, que foi de um conjunto de profissionais para cada 20 crianças e adolescentes para uma equipe a cada 15 famílias.

Os vereadores também determinaram que as famílias que acolherem crianças terão direito a, pelo menos, um salário mínimo mensal e, no máximo, três salários mínimos, a depender da quantidade de crianças adotadas. No texto original, esse valor era de ⅓ do salário mínimo por crianças, podendo ser reduzido caso se trata-se de grupo de irmãos.

 

Pesquisar

Edison Silva

Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
Posts Recentes

09h09mBardawil recorre ao TSE por candidatura ao Senado

09h09mVereador diz que acidentes de trânsito retiram recursos de outras áreas

09h09mEunício e Girão são os candidatos ao Senado que mais gastaram em campanha

09h09mNomes de profissões, apelidos e animais no apelo de candidatos por votos

09h09mParlamentares criticam o general Mourão

Ver mais

Tags

Categorias
Blogs