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Categoria: Fidelidade


13:51 · 31.03.2016 / atualizado às 13:51 · 31.03.2016 por
Adail e Tin Gomes, os dois principais que tinha o PHS no Ceará Foto: José Leomar
Adail e Tin Gomes, os dois principais líderes que tinha o PHS no Ceará. Foto: José Leomar

O deputado federal Adail Carneiro, hoje na assessoria do governador Camilo Santana, oficializou o seu desligamento do PHS e ingressou no PP. Ainda ontem, o parlamentar utilizava o horário da propaganda partidária do PHS, ao lado ou no mesmo espaço do deputado estadual Tin Gomes, para pedir que eleitores se filiem ao PHS.

O PP do Ceará, presidido pelo Padre Zé Linhares, com a “Janela Partidária”, que permitiu a troca de partido no período de um mês, entre fevereiro e março deste ano, sem que os deputados sofressem as consequências da Lei da Fidelidade Partidária, ganhou a filiação de dois parlamentares federais:  Adail Carneiro e Macedão.

10:39 · 11.01.2015 / atualizado às 11:56 · 11.01.2015 por

Na última semana, o Diário do Nordeste publicou uma matéria mostrando que é o pessoal filiado ao PSD, um dos últimos partidos fundado no Brasil, para a eleição municipal de 2012, por Gilberto Kassab, hoje ministro das Cidades, na época da fundação da nova agremiação filiado ao PFL e no cargo de prefeito de São Paulo, que está cuidando de conseguir assinaturas para criar uma nova agremiação, com a denominação de PL, coincidentemente, como o PSD, sigla outrora existente no cenário político nacional.

Neste domingo, o jornal Folha de S.Paulo  publica um artigo assinado por Bernardo Mello Franco intitulado de “Janela da Infidelidade”, denunciando a artimanha do atual ministro para comandar, ainda neste ano, a segunda maior bancada na Câmara dos Deputados.

Leia o artigo na íntegra:

Janela da infidelidade

BRASÍLIA – No princípio, era o caos. O político se candidatava a deputado pelo Partido do Não. Depois de eleito, negociava seu passe e exercia o mandato pelo Partido do Sim. O troca-troca turbinava a bancada governista e encolhia a oposição, distorcendo a vontade do eleitor.

Assim funcionava o Congresso até 2007, quando o Tribunal Superior Eleitoral decidiu que os mandatos pertenciam às legendas. Quem insistisse em mudar de time seria cassado. Exceções, só em casos excepcionais, como perseguição pessoal ou criação de uma nova sigla.

O sistema parecia se civilizar quando Gilberto Kassab descobriu a chamada janela da infidelidade. Fundou o PSD e atraiu 55 deputados ansiosos por se aproximar do poder. Ele fez questão de anunciar que a legenda não seria “nem de direita, nem esquerda, nem de centro”. Para pular a cerca sem perder o cargo, bastava ser “a favor do Brasil”.

O truque deu certo, e o ex-prefeito, que amargou um terceiro lugar na eleição para o Senado, acaba de virar ministro de Dilma Rousseff. Agora ele quer repetir a dose. Vai criar outra legenda, com o mesmo nome do finado Partido Liberal.

Os aliados de Kassab deixam claro que o objetivo é driblar a lei. As assinaturas para registrar o PL estão sendo coletadas por políticos do PSD. O plano é atrair o máximo de parlamentares, fundar o novo partido e incorporá-lo ao já existente.

Na prática, o PL não funcionará: só vai servir para abrir outra janela aos infiéis. Se a Justiça Eleitoral não endurecer as regras e barrar a manobra, o ex-prefeito ainda conseguirá barganhar mais um ministério.

O Carnaval ainda não chegou e a roubalheira na Petrobras já virou piada nos blocos do Rio. Um folião tem saído às ruas com um “pau de yousselfie”, em homenagem ao doleiro que distribuía verba desviada da estatal. No lugar do celular, pendurou um maço de notas falsas.

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