Edison Silva

Categoria: Filas


09:42 · 13.07.2018 / atualizado às 09:42 · 13.07.2018 por

Por Letícia Lima

O deputado Roberto Mesquita (PROS) levou para a tribuna da Assembleia Legislativa, ontem, o caso de um paciente que foi diagnosticado com AVC, em uma Unidade de Pronto de Atendimento (UPA), em Fortaleza, mas desde o fim de junho espera por um leito hospitalar. Ele criticou o atendimento de Saúde nos hospitais da rede pública no Estado. Governistas atribuíram ao Governo Federal e à crise econômica a culpa pelas dificuldades enfrentadas na Saúde e em outras áreas.

Mas para Roberto Mesquita, a Saúde não tem tido prioridade por parte dos governantes no Estado. Ele contou o caso de um paciente que foi diagnosticado com AVC e espera por um leito em uma UPA, em Fortaleza. O parlamentar disse que o paciente obteve uma liminar na Justiça, determinando a sua transferência para outro hospital da rede pública ou privada, que possa atendê-lo, mas a medida ainda não foi cumprida.

“Temos duas filas, hoje. Filas de pacientes normais e filas de liminares que foram concedidas para que os direitos sejam dados de forma obrigatória. O cidadão tem que se agarrar com o terço, buscando os amigos, em alguns vereadores, em alguns cabos eleitorais para conseguir o seu exame. O dinheiro é para servir ao cearense, não é para ficar nos bancos quando o governador quiser com algum tipo de política comprar a vontade do povo”, criticou.

O líder do Governo na Assembleia, deputado Evandro Leitão (PDT), defendeu que o Estado está formalizando parcerias com hospitais da rede privada para diminuir as filas de espera por cirurgia no Estado. “Está sendo investido R$ 100 milhões para a população mais carente e os investimentos feitos, sobretudo, na interiorização em equipamentos na área de Saúde. O projeto está em curso no Estado, que foi o único a lançar esse projeto que tem um olhar para a população”.

O parlamentar criticou aqueles que querem “jogar para a plateia” as críticas à gestão estadual. Para ele, é preciso reconhecer o “esforço” do Governo Camilo Santana em realizar investimentos, mesmo com a crise econômica. “Porque fica parecendo que o Estado é uma ilha, que não é impactado com a crise econômica, a crise política que esse País atravessa. Óbvio que somos impactados, precisamos de transferência de recursos por parte do Governo Federal”, ressaltou.

O deputado Manoel Santana (PT) defendeu, durante discurso, que muitas das questões reclamadas pela oposição são “inerentes ao sistema que nós vivemos”. Ele ressaltou que as dificuldades sentidas nos estados pioraram com o governo do presidente Michel Temer (MDB).

O petista lembrou que, na área da Saúde, muitos equipamentos foram construídos durante os governos do ex-presidente Lula (PT) e da ex-presidente Dilma Rouseff (PT), o que estaria sendo inviabilizado, atualmente, após a aprovação da Emenda Constitucional 95, que congelou gastos com a Saúde e Educação pelos próximos 20 anos.

“Vimos agora uma diminuição do número de leitos, de filas e mais filas, fruto do congelamento dos gastos com a Saúde. Hoje só os banqueiros comem 43% do Orçamento da União, é a corrupção, de fato, institucionalizada, para manter mais ricos que controlam a economia. Esse é o fato gerador das questões todas”.

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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