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Categoria: Filiações


08:20 · 04.04.2016 / atualizado às 08:20 · 04.04.2016 por

 

Paulo Henrique Lustosa é suplente do PP no exercício do mandato
Paulo Henrique Lustosa é suplente do PP no exercício do mandato

Miguel Martins

O Partido Progressista (PP) realiza hoje, na Assembleia Legislativa, a apresentação dos deputados federais Adail Carneiro e Macedo, que ingressaram na legenda recentemente. Segunda maior força no Legislativo Estadual, a sigla que conta com seis parlamentares na Casa, também está entre as maiores forças na Câmara dos Deputados, bem como na bancada cearense.
Com a ida de Macedo, egresso do PSL, e de Adail Carneiro, que saiu do PHS, o partido passa a ter três nomes na Câmara Federal, visto que o suplente de deputado, Paulo Henrique Lustosa, assumiu a vaga deixada por Carneiro, que passou a integrar os quadros do Governo Camilo Santana. No entanto, há expectativa de retorno do titular da vaga para o Congresso Nacional, e neste caso, quem se licenciaria seria o deputado Arnon Bezerra, do PTB.
Dessa forma, o PP passaria a ter três deputados federais de um total de 51 parlamentares do grêmio na Câmara dos Deputados, sendo assim a terceira maior legenda na Casa, atrás apenas do PMDB com 68 e PT com 58. O PSDB, sigla de oposição ao Governo Dilma Rousseff passou a ter apenas 49 deputados na atual Legislatura e é a quarta maior força parlamentar.
A atual composição da bancada cearense no Congresso Nacional é formada por três senadores, sendo um do PMDB, Eunício Oliveira; um do PT, José Pimentel; e um do PSDB, Tasso Jereissati. Já na Câmara, após o período da chamada “janela partidária”, há três deputados do PT. São eles: José Airton Cirilo, Luizianne Lins e José Nobre Guimarães. O deputado Odorico Monteiro saiu da sigla petista e ingressou no PROS.
O PMDB, que perdeu Danilo Forte ainda no ano passado, se recuperou e atraiu para si o deputado Moses Rodrigues, ex-PPS, e com isso passou a manter as mesmas três vagas na bancada, com Aníbal Gomes e Vitor Valim. O PDT, com a debandada de membros do PROS, hoje tem três representantes na Casa: Leônidas Cristino, Vicente Arruda e Ariosto Holanda. Fora o presidente estadual do partido no Ceará, André Figueiredo, atualmente ministro das Comunicações.
Já o PP, atualmente, tem Paulo Henrique Lustosa e Macedo, com a possibilidade de retorno de Adail Carneiro para o seu posto, o que torna a legenda uma das maiores do Ceará na Casa. O PR, vem logo em seguida com dois membros, sendo eles Gorete Pereira e Cabo Sabino. Ao <CF61>Diário do Nordeste</CF>, Adail Carneiro, que hoje atua como assessor especial do governador Camilo Santana, disse que sua ida ao PP se deu porque ele estava em busca de um partido onde tivesse mais espaços para trabalhar suas bases.
No entanto, sempre que questionado sobre sua saída do PHS, ele desconversava e falava em ajudar no crescimento da legenda humanista. Em outras palavras, um partido que tivesse ministérios e que pudesse trazer mais recursos para o Estado. Ele afirmou ainda que, em Brasília, o Partido Progressista, bem como os demais grêmios aliados da presidente Dilma Rousseff, está “rachado”, mas ele, particularmente, defende a manutenção da aliança com o Governo do Partido dos Trabalhadores.
O evento de filiação de Adail Carneiro e Macedo ao PP será realizado no comitê de imprensa da Assembleia Legislativa, na próxima segunda-feira, a partir das 10 horas. O presidente e vice-presidente do partido, José Linhares e Antônio Albuquerque, bem como o presidente da Casa, Zezinho Albuquerque devem comparecer ao encontro de filiação.
Recentemente, o partido conseguiu filiar cinco deputados, que somados a Zé Ailton Brasil, que já fazia parte dos quadros do partido, transformou-se na segunda maior legenda do Legislativo Estadual. São membros do PP na Assembleia: Bruno Pedrosa, Walter Cavalcante, Leonardo Pinheiro, Fernando Hugo, Lucilvio Girão e Zé Ailton Brasil. O partido também aumentou o número de prefeituras sob o seu comando. São elas: Aquiraz, Beberibe, Catunda, Frecheirinha, General Sampaio, Massapê, Paramoti, São Luis do Curu e Ubajara.

10:59 · 28.02.2016 / atualizado às 11:00 · 28.02.2016 por

Está valendo tudo na disputa pelo controle de partidos e número de filiações, principalmente quando estas são de detentores de mandatos eletivos. É um verdadeiro “Mercado Negro”, onde entra recursos do Fundo Partidário, promessa de cargos públicos em todas as esferas da administração, além da garantia de influência política para defesa de prefeitos, vereadores e demais liderados. E não fica por aí. Tudo é possível oferecer ou pedir, de modo que, até o próximo dia 19, quando termina o prazo da tal “janela partidária”, é quase impossível se diagnosticar, com a seriedade reclamada pelo tema, o quadro da sucessão municipal em Fortaleza.
Os bastidores fervilham. Como aqui, em outro momento, já afirmado, todas as questões postas para formação de alianças estão voltadas para o pleito de 2018, a eleição presidencial, de governadores, senadores e deputados: federais e estaduais. Só os candidatos a prefeito estão realmente focados unicamente em outubro próximo. E os interesses hoje no centro das negociações vão de participação na chapa majoritária estadual, ao inchaço dos partidos para o usufruto de suas vantagens, a partir da venda dos espaços a eles conferidos no rádio e na televisão, passando pela divisão do bolo da gestão administrativa, onde os comandantes podem se refestelar com uns poucos da entourage.
E no ambiente atual, quando eles só pensam em 2018, indicar candidato a vice-prefeito é coisa menor. Os deputados estaduais Capitão Vagner (PR) e Heitor Férrer (PSB), dois nomes de expressão eleitoral, segundo os números de votos neles depositados nas últimas disputas, correm atrás de um vice, também para firmarem alianças com outras siglas. Aliás, ambos sonham com um nome do PSDB. Roberto Cláudio, com o maior número de partidos já acertados, parece pouco ter recebido indicação de nomes para ser companheiro de chapa. Renato Roseno, como em outras eleições, também não sofre pressão para aceitar um vice.
Janela
Desde a semana passada sofrem mudanças as bancadas partidárias na Assembleia. O primeiro a trocar de sigla foi o deputado Joaquim Noronha, eleito pelo PP, hoje o deputado comanda no Ceará o PRP, antes dele, mas, também muito recentemente, já haviam deixado as legendas pelas quais se elegeram para formar a bancada do Partido da Mulher Brasileira (PMB), a última sigla formada no País, as deputadas Bethrose e Laís Nunes, além de Júlio César, Naumi Amorim e Odilon Aguiar. Nesta semana é a vez da transferência de nove deputados do PROS para o PDT.
O PDT, com o ingresso dos liderados de Cid Gomes, reunirá onze deputados estaduais. O peemedebista Walter Cavalcante pode ser o décimo segundo. Sua indisposição com o PMDB, antes mesmos de ser afastado da direção municipal do grêmio, o aproximou mais ainda do prefeito Roberto Cláudio, cuja relação política ficou consolidada quando ele presidiu a Câmara Municipal de Fortaleza, no início desta legislatura. O PMDB poderá perder mais ainda dois parlamentares estaduais: Agenor Neto e Doutora Silvana. Esta, dada como certa no PP, que perdeu Joaquim Noronha, mas ficou com Zé Ailton, e ganhará Bruno Pedrosa, Doutora Silvana, Fernando Hugo e Lucílvio Girão, ambos saídos do Solidariedade.
Outras mudanças ainda poderão ocorrer. A persuasão de um lado, e o interesse de se dar bem do outro, são os dominantes na política cearense nestes dias. E sem reservas. É comum se ouvir alguém dizer que mudou de partido, por necessitar de um padrinho forte no Governo. A propósito, a maioria das novas filiações são de políticos apontados como da base de apoio à gestão de Camilo Santana, leia-se os nomes do PMB e do PP.
Federal
O ministro Gilberto Kassab programou um evento do programa Minha Casa, Minha Vida no Ceará, no próximo fim de semana, juntamente com o evento político que é a filiação do deputado federal Domingos Neto, ainda presidente estadual do PMB. Também deverá estar em Fortaleza, no mesmo período, a presidente nacional do PMB, Suêd Haidar, tendo em vista que, ato contínuo, ou em instantes seguintes, haverá a filiação da prefeita de Tauá, Patrícia Aguiar, hoje comandando o PSD. De fato, mãe e filho inverterão suas posições nas duas agremiações.
Kassab, pelo que dizem correligionários seus daqui, quer mais um deputado federal para o PSD, embora os deputados federais não levem mais para as novas siglas recursos do Fundo Partidário e tempo de rádio e tv. O deputado Adail Carneiro (PHS) é o preferido. Ele tem dito não às investidas, segundo se informa, apontando suas perspectivas nacional e local no PHS.
Diferentemente de Adail, o deputado federal Vitor Valim, insatisfeito no PMDB, ainda busca uma nova sigla. Sua última investida foi no PSC, mas sofreu uma forte reação de filiados ao partido em Fortaleza que, inclusive, fez o presidente nacional da sigla, Pastor Everaldo, vir ao Ceará, na última sexta-feira, para acalmar os ânimos.
Valim, pela conversa que teve com o deputado Heitor Férrer e com correligionários do prefeito Roberto Cláudio, mira agora uma candidatura a vice-prefeito. Ele lutou o quanto pôde para se viabilizar como postulante a prefeito dentro do PMDB, mas não foi bem sucedido.

Petistas
O governador Camilo Santana conversou com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, sobre sua decisão de votar em Roberto Cláudio. Poucos petistas estão sabendo do encontro, incisivo como aqui já reportado. Ele ainda vai tratar do tema com a presidente Dilma Rousseff, para só em seguida abrir o ciclo de tratativas com os  petistas locais.

12:35 · 15.09.2015 / atualizado às 12:35 · 15.09.2015 por

O presidente da Assembleia Legislativa cearense, deputado José Albuquerque e o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, ambos ainda no PROS, acompanham o ex-governador Cid Gomes, hoje, para acompanharem amanhã, em Brasília, no início da tarde, na sede do PDT, a solednidade filiação ao partido do ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes.

Além desses, vários deputados estaduais também vão participar do evento, ato inicial para o ingresso da quase totalidade dos integrantes do grupo político liderado pelos irmãos Cid e Ciro Gomes ao PDT, em outra oportunidade, em Fortaleza.

12:58 · 10.09.2015 / atualizado às 13:00 · 10.09.2015 por

O deputado estadual Heitor Férrer não se assina a ficha de filiação ao PSB amanhã, segundo ele, em razão do novo prazo para mudança de partido garantido pela Reforma Política aprovada ontem pela Câmara dos Deputados, aguardando agora a sanção da presidente Dilma Rousseff.

O deputado federal Danilo Forte, no entanto, se filiará amanha ao PSB e vai ser o presidente estadual da agremiação. Segundo o anúncio oficial da presidência nacional do PSB, amanhã, 10 horas, na Assembleia Legislativa, haverá um encontro do partido para a filiação dos dois parlamentares. Heitor sairia do PDT e Danilo Forte deixando o PMDB.

Heitor só quer sair do PDT depois que o grupo do ex-governador Cid Gomes se filiar ao partido. Tudo estava certo para acontecer até o fim deste mês em razão da imposição legislação eleitoral que está sendo revogada pela Reforma Política aprovada ontem à noite na Câmara dos Deputados.

Pelas novas regras, todos os candidatos às eleições do próximo ano terão que estar filiados a um partido político até o dia 2 de abril de 2016.  E um mês antes, isto é, em março, qualquer político pode mudar de partido sem a ameaça de perder o mandato.

 

17:50 · 08.09.2015 / atualizado às 17:50 · 08.09.2015 por

O presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Carlos Siqueira, está convidando alguns cearenses para a solenidade de assinatura de filiação ao partido, na próxima sexta-feira, às 10 horas, no auditório Murilo Aguiar, da Assembleia Legislativa, dos deputados Danilo Forte e Heitor Férrer. Danilo está deixando o PMDB e Heitor saindo do PDT.

Danilo vai presidir o partido no Estado, e Heitor será o candidato da agremiação à Prefeitura de Fortaleza.  Recentemente, em Brasília, Roberto Pessoa, ex-prefeito de Maracanaú e presidente de honra do PR, havia se filiado ao PSB e assumido a presidência do grêmio no Ceará.

A mudança de comando se dá pelo fato de Roberto não ter mantido sua candidatura a prefeito de Fortaleza, em 2016, como havia sido acertado, e o PSB não ter interesse em apoiar uma provável candidatura do Capitão Vagner, como queria Roberto Pessoa.

Danilo deixa o PMDB insatisfeito com o comando do partido no Ceará. Heitor se desfilia do PDT por não aceitar a entrada na agremiação do grupo liderado pelo ex-governador Cid Gomes, que lhe tira a chance de ser candidato a prefeito, como de outras vezes pelo partido que era filiado há décadas.

12:31 · 05.10.2013 / atualizado às 12:31 · 05.10.2013 por

Após a saída do governador Cid Gomes e de cerca de 500 filiados que o acompanharam para o PROS, o PSB Ceará realizou, na tarde de ontem, na sede do partido, na Capital cearense, cerimônia para empossar a nova diretoria executiva provisória do partido e para marcar a filiação de 100 novas pessoas. Dois anos após ser destituído da direção do PSB Fortaleza, o ex-deputado federal Sérgio Novais assumiu como presidente interino da sigla no Estado.

Juntamente com Sérgio, assumiram a executiva provisória o presidente do Sindiagua, Jadson Sarto (secretário geral); o servidor público Josesito Padilha (1º secretário); o diretor do Centro Industrial do Ceará (CIC) Josué Freitas (secretário de Finanças); e Leonardo Bayma (secretário de Relações Institucionais). A deputada estadual Eliane Novais assumiu como vice-presidente. A pessebista, contudo, não participou da cerimônia, pois estava acompanhando a desocupação do Cocó.

Dos seis novos diretores, Sérgio Novais afirmou que apenas ele, Eliane e Josué já eram filiados ao PSB. Com exceção de Leonardo Bayma, que era do PPS, os outros dois não eram filiados a nenhum partido. Entre os 100 novos filiados, Sérgio comentou que há médicos, engenheiros, empresários e sindicalistas. Apesar das especulações, o novo presidente não confirmou nem mencionou em nenhum momento do evento de ontem a filiação da presidente do CIC, Nicole Barbosa.

Sérgio Novais afirmou que, logo após cuidar das filiações, vai iniciar as discussões para o processo de eleição dos diretórios municipais, começando pelo de Fortaleza. Segundo ele, a ideia é manter o partido em todos os 184 municípios cearenses. O pessebista, contudo, não adiantou os nomes, que serão nomeados por ele. O ex-deputado fez ainda críticas à gestão de Cid à frente do partido. Na avaliação dele, a sede está mal cuidada. “Funcionava apenas como um cartório de “quinta categoria”, disparou.

Eleições
Apesar da perda de filiados com a saída do governador, o novo presidente do PSB disse que partido terá obrigatoriamente que concorrer nas eleições estaduais de 2014, em um dos três cargos majoritários (governador, vice ou senador), para formar palanque para o presidente nacional do partido e governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Conforme ele, a candidatura de Campos à Presidência está “100%” certa dentro da legenda. Sérgio, contudo, não adiantou nomes do partido ao Governo do Estado.

Ele comentou que a ideia inicial de Eduardo Campos era que a ex-prefeita Luizianne Lins ou o deputado estadual Heitor Férrer concorressem ao Governo pelo PSB. Os dois, contudo, rejeitaram o convite. “Ela (Luizianne) agora não vai ser mais candidata pelo PSB, nem pelo PT”, disparou. Com isso, o pessebista ponderou que o partido irá apoiar o candidato que “aglutinar” mais apoio e que, caso outro sigla aliada apresente candidato com melhores condições, o PSB poderá apoiar. Segundo ele, até agora, o PSB já fechou aliança com PV, PR e PRB.

Sérgio adiantou que não será candidato a nada, por “recomendações médicas”. Indagado se, apesar da recomendação, teria vontade, respondeu: “Estou de saco cheio”, corrigindo logo em seguida: “Quer dizer, nunca perdi o saco para a política”. Ele afirmou ainda que Eliane Novais foi convidada por Eduardo Campos para sair como candidata a deputada federal. Segundo ele, a pretensão da legenda é eleger seis deputados estaduais e três federais.

Questionado se a sigla tem condições para isso, após perder tantos filiados com força política (governador, prefeito de Fortaleza, nove deputados estaduais e quatro federais), Sérgio afirmou que o partido está investindo agora na qualidade de seus filiados e não na quantidade. O novo presidente do PSB comentou ainda que, caso o grupo de Cid tivesse permanecido no partido, ele e sua irmã, Eliane Novais, iriam mudar de legenda. De acordo com ele, o único partido com o qual eles chegaram a conversar foi a Rede, da ex-senadora Marina Silva, que não foi oficializado pela Justiça Eleitoral.

Presentes
O evento de posse da nova diretoria provisória do PSB contou com a presença de filiados, de membros da ala história e de partidos “aliados”, entre eles o ex-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PR). Atualmente membro da base aliada do prefeito Roberto Cláudio (ex-PSB, agora PROS), o vereador Fábio Braga também esteve presente e disse que o PTN está “conversando” com Sérgio Novais sobre a possibilidade de se aliarem para o próximo pleito.

12:30 · 05.10.2013 / atualizado às 12:30 · 05.10.2013 por

Por Alan Barros

Na procura de uma base eleitoral forte para 2014 e de olho nas vagas do plenário da Assembleia Legislativa a partir de 2015, os deputados estaduais Fernando Hugo (ex-PSDB) e Lucilvio Girão (ex-PMDB), o ex-presidente estadual do PSDB, Marcos Cals, e o suplente Mailson Cruz (ex-PRB) se filiaram ao partido Solidariedade em solenidade realizada na manhã de ontem na AL.

Marcos Cals esclareceu que a filiação ao Solidariedade aconteceu pelas dificuldades em formar, no PSDB, uma chapa proporcional a deputado estadual para as eleições do próximo ano. “Não existe nenhuma incompatibilidade no PSDB. Lá, deixei bons amigos e pessoas com quem tenho muita admiração. Nós estávamos com uma dificuldade em formar uma chapa proporcional. Diante dessa situação, nós precisávamos procurar uma opção”, justificou o ex-deputado.

Ele ainda revelou que os novos filados no Ceará tentarão sugerir à Executiva Nacional do partido alguns pontos que devem ser acrescidos ao estatuto da legenda. “O Solidariedade é um partido que tá nascendo agora. Nós vamos dar uma contribuição para o estatuto para ver se a Nacional acata e tentarei voltar a ocupar um lugar na Assembleia”, pontuou o ex-parlamentar que aproveitou a visita à AL para conversar com alguns funcionários do tempo em que ele era deputado da Casa.

O deputado Fernando Hugo, ao ser questionado pela críticas direcionadas à falta de bandeiras ideológicas do Solidariedade, respondeu que elas são dotadas de razão, mas lembrou que isso ocorre em todo partido recém-criado.

“Aqueles que criticam tem razão de ser, mas os partidos (PROS e Solidariedade) foram criados recentemente. Eles não podem ter um bandeiramento de apresentação. Mas digo que a força da nossa palavra solidariedade é completamente concretada para se fazer valer esse partido. Em todo o País, você verão um partido que, solidariamente, vai dar as mãos para que se tenha educação de qualidade, saúde diferenciada dessa que está postada e uma proposta social não esmolante”, pontuou o deputado.

Fernando Hugo confirmou que vai buscar o sétimo mandato como deputado estadual e classificou essas trocas partidárias como resultado de uma ainda frágil legislação. “A legislação eleitoral vigente é falha. Mas é bom frisar que o deputado Fernando Hugo, particularmente, sente-se no bojo da Lei, mudando de partido como preconiza o texto legal e como permite a legislação vigente. Por isso, eu e os outros que estamos indo para o Solidariedade estamos completamente protegidos pela legislação. Infelizmente, não existe aquela fidelidade sonhada”, acrescentou o parlamentar.

Solidariedade tem perfil eclético
Fundado pelo deputado federal e representante sindical, Paulinho da Força, o Solidariedade atua de forma eclética ao abrigar antigos peessedebistas, segundo o deputado federal e presidente estadual do novo partido, Genecias Noronha. Ele defendeu que esse perfil vai contribuir para o fortalecimento da legenda no Ceará e no Brasil. “O Solidariedade não surgiu do acaso. Temos um estatuto. É um partido que nasce forte por absorver, em suas origens, a força sindical, com 150 mil filiados, e os empreendedores, que é quem gera emprego nesse País”, explicou.

Apoio presidencial
Genecias Noronha garantiu que, no Ceará, o partido já definiu que participará da base do governador Cid Gomes. Ele informou, no entanto, que o apoio aos pré-candidatos à presidência ainda será decidida. “ No Estado, o partido está definido que vai participar da base do governo Cid. A nível nacional, ainda vou me reunir com o partido como um todo para discutirmos o apoio aos pré-candidatos às eleições presidenciais de 2014. Mas isso só vai ser decidido no próximo ano. Agora, nós queremos é fomentar o crescimento do partido pelo Brasil afora”, ressaltou.

O deputado Fernando Hugo, no entanto, garantiu que apoiará Aécio Neves em 2014 independentemente da posição a ser definida pelo partido. “O candidato a presidente do Solidariedade ainda não sei, mas o meu é Aécio Neves.”

Além dos novos filiados, alguns novos filiados ao PROS compareceram à solenidade, como o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque e o líder do Governo na Casa, José Sarto.

09:00 · 04.10.2013 / atualizado às 09:00 · 04.10.2013 por

Com discurso de renovação do quadro de filiados e muitas críticas ao sistema de saúde brasileiro, a direção do PSDB Ceará filiou, na tarde de ontem, na sede do partido, em Fortaleza, 45 novas pessoas, entre elas, 30 médicos. Os demais eram engenheiros, advogados, estudantes e outros membros da sociedade civil. A expectativa da direção da legenda é filiar cerca de 200 médicos até o próximo sábado, quando acaba o prazo para filiação daqueles que querem concorrer às eleições do próximo ano.

Hoje pela manhã, está programada a filiação ao Partido Solidariedade do ex-presidente estadual do PSDB, Marcos Cals, do deputado estadual Fernando Hugo (também recém desfiliado da sigla tucana) e de outros parlamentares estaduais, como Lucílvio Girão (ex-PMDB) e Manoel Duca (ex-PRB). O evento vai ocorrer na Assembleia Legislativa. O também deputado estadual João Jaime, que teria deixado o ninho tucano ontem, deve se filiar ao DEM.

Além da presidência e de filiados mais antigos do PSDB, o evento de filiação de ontem contou com a presença do ex-senador Tasso Jereissati. Em seu discurso, o tucano defendeu a renovação do quadro de candidatos do partido, “diante da realidade nova que se apresenta”, após as manifestações que tomaram as ruas do País desde junho, e deu forte indícios de que não deve ser candidato em 2014.

“Retrocesso”
“Quando dizem: você deve ser candidato a governador, eu digo: é um retrocesso. Eu fui 12 anos governador e mais 12 anos de família (Ferreira) Gomes, e vai voltar para mim? Isso daqui não é oligarquia. Nós entramos para modernizar o Estado brasileiro”, declarou. O ex-senador afirmou que a “preferência” dele é de que a legenda concorra com candidatos novos, “que não venham com esses vícios” da política “que se distanciou dos ideais da população”.

Apesar disso, Tasso afirmou que vai participar ativamente da campanha política, defendendo os candidatos apoiados pelo partido. O tucano, contudo, não antecipou nomes dos possíveis candidatos do PSDB que devem concorrer ao Governo, em 2014. Ele confirmou apenas que o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), deverá ser o candidato à Presidência da República o qual vai ajudar.

Tasso Jereissati avaliou que essa “renovação” é necessária, pois, para ele, a política brasileira está “vencida” e “apodrecida”. “Não se tem mais política com ‘p’ maiúsculo. Não existem mais grandes homens públicos que abrem mão da sua vida privada porque tem o sonho, o ideal de responsabilidade de cumprir a missão de transformar a comunidade onde vive. (…) No Ceará, estamos encontrando o limite do desaparecimento e aniquilamento desse homem público. Viraram grandes departamentos de acomodação ou moeda de troca”, afirmou.

O ex-senador avaliou que os partidos políticos também seguem essa lógica “vencida” da política. “É um show mais deplorante a formação de partidos que não fazem questão de dizer nem o que pensam, numa verdadeira jogatina de interesses”. Sobre o Solidariedade, legenda para a qual alguns tucanos migraram, Tasso limitou-se a dizer que “esse tipo de coisa não é coerente”. “No geral, é um apodrecimento da política brasileira que não entendeu nada do que aconteceu em junho”, disse.

Dentre os recém filiados, o ex-governador ressaltou, sobretudo, os médicos. De acordo com ele, são profissionais “comprometidos” em mudar a realidade da saúde pública brasileira. Durante a fala, Tasso rebateu as críticas que os médicos cearenses sofreram, em razão dos protestos que fizeram contra o programa “Mais Médicos”, do Governo Federal. Segundo ele, houve uma “campanha para ‘satanizar’ os médicos, em vez de cobrar as mudanças no Governo”.

Candidatos
Sem comentar cargos específicos, Tasso afirmou ainda que, dos 30 médicos filiados ontem, dois já foram confirmados para serem candidatos nas eleições de 2014. São eles: Maíra Pinheiro e João Batista. Em discurso representando os médicos, Maíra destacou números negativos da saúde pública cearense e disse que a ideia da categoria é ter um representante da área da saúde em cada Parlamento estadual do País. “Ou tiramos essas pessoas que só vimos em governos fascistas, ou vamos continuar do mesmo jeito”, disparou.

22:02 · 30.09.2013 / atualizado às 22:03 · 30.09.2013 por

O governador disse agora há pouco, na TV Cultura de São Paulo, que amanhã agirá como magistrado, no encontro em que o seu grupo decidirá a que partido se filiará. Ele disse ainda que o prefeito Roberto Cláudio defenderá uma posição e o deputado José Albuquerque defenderá outra. As duas serão colocadas em  votação e a que tiver mais votos será a vencedora e ele espera que os derrotados mantenham o compromisso de seguir a maioria para que todo o grupo fique na mesma legenda.

10:01 · 30.09.2013 / atualizado às 10:01 · 30.09.2013 por

Ontem, em pleno domingo, o governador Cid Gomes, o vice-governador Domingos Filho, o presidente da Assembleia, deputado José Albuquerque, auxiliados pelo chefe de Gabinete do governador, Danilo Serpa, foram intensificadas as conversas com deputados estaduais e outras lideranças que estão trocando de partido. Além do PROS, alguns aliados do Governo estão sendo encaminhados para o Solidariedade, a ser presidido no Ceará pelo deputado Federal Genecias Noronha, até então filiado ao PMDB.
O próprio deputado Genecias esteve no início da tarde de ontem com o governador. Na relação dos que seriam recebidos por Cid, Domingos Filho e José Albuquerque, todos os deputados estaduais que estão trocando de partido, exceção dos que estavam no PSB, pois esses já estão acertados que irão para o PROS. Mas lá estavam parlamentares ligados ao PRB, PMDB e PSDB. Outro que estava querendo falar com o governo ontem era o deputado federal José Guimarães (PT), mas a pauta não cuidava de filiação partidária.
O deputado Manoel Duca, ainda filiado ao PRB, ao lado do deputado Fernando Hugo (PSDB), acertaram com o governador que se filiarão ao Solidariedade. Todas as mudanças de partido deverão ocorrer até as próximas 72 horas, tendo em vista as exigências da legislação partidária que trata de filiações.
Prazos
O evento de amanhã não inclui os políticos que se filiaram ao Solidariedade, agremiação recém aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral e que deverá votar no candidato a presidente da República de oposição à presidente Dilma. Mas os que se filiarem no Ceará, a partir do seu presidente, estão compromissados em votar no candidato a governador indicado por Cid.
Embora o prazo final para filiação de quem quer disputar cargo majoritário ou proporcional na eleição do próximo ano termino no dia 5 de outubro, um ano antes da eleição, a lei que trata da filiação partidária, 9.096, diz em seu Art. 21 que “Para desligar-se do partido, o filiado faz comunicação escrita ao órgão de direção municipal e ao Juiz Eleitoral da Zona em que for inscrito”. O Parágrafo único desse mesmo Art. diz: “Decorridos dois dias da data da entrega da comunicação, o vinculo torna-se extinto, para todos os efeitos”.
Por seu turno, o Parágrafo único do Art. 22 da mesma lei estabelece: “Quem se filia a outro partido deve fazer a comunicação ao partido (do qual está saindo) e ao Juiz de sua respectiva Zona Eleitoral, para cancelar sua filiação; se não o fizer no dia imediato ao da nova filiação, fica configurada dupla filiação, sendo ambas consideradas nulas para todos os efeitos”.
Sábado
Ainda sobre a reunião do último sábado para o acerto dos detalhes da filiação do pessoal ligado ao governador que estava no PSB, o ministro de Portos, Leônidas Cristino, um dos participantes, avaliou a reunião como positiva. Para ele, a conversa com o presidente nacional do PROS “deu mais conforto para que a gente possa defender outras possibilidades” de mudança de partido. Leônidas, por não ter mandato, não tem problema de se filiar a qualquer agremiação. Quem tem mandato, para não correr o risco de perdê-lo, só pode se filiar a uma nova agremiação, ou então, se conseguir comprovar a existência de uma justa causa para sua saída
O prefeito Roberto Cláudio, por sua vez, sobre o encontro de sábado, lembrou que tudo que foi conversado na reunião será compartilhado com os outros militantes e aliados, para que possam debater juntos o novo rumo que o grupo seguirá. “Vamos exaurir esses canais de debate internos, para em seguida, terça-feira, tomar uma decisão madura, para onde formos, irmos com unidade, mandatários, movimentos sociais e outros militantes. Queremos seguir unidos”, disse. Roberto Cláudio, na sexta-feira passada conversou com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, no Rio de Janeiro.