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14:56 · 21.08.2018 / atualizado às 14:56 · 21.08.2018 por

O último debate entre os presidenciáveis, sexta-feira passada (17), na Rede TV, mostrou um formato mais favorável ao candidato do PDT, Ciro Gomes, com enfrentamento direto, numa espécie de “ringue”, como o cearense mesmo chamou. No encontro, o segundo entre os postulantes ao Palácio do Planalto, Ciro Gomes procurou, em diversas ocasiões, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

A estratégia, segundo a cúpula do partido e o próprio candidato, visa criar uma polarização de ideias e deve ser mantida para os próximos compromissos. “Ele é o grande representante do baronato financeiro. Não está tão bem na pesquisa, mas não me importa muito isso. Importa discutir ideias, porque eu quero, na verdade, propor um projeto nacional de desenvolvimento novo”, disse Ciro, durante compromisso em Fortaleza no último sábado.

Com ponderações sobre o pouco tempo para “discutir coisa séria”, a exemplo dos 45 segundos disponíveis para respostas, o pedetista avaliou como positivo o debate. “A gente vai começando a situar determinadas questões. Eu optei por tentar fazer uma discussão de modelo econômico e estou tentando demonstrar que não há dez. Há dois ou três modelos, e o Alckmin representa claramente esse modelo que produziu no Brasil 13 milhões de desempregados, 32 milhões de pessoas vivendo de bico, 63 milhões de brasileiros com nome sujo no SPC”, comentou.

Cúpula

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que acompanhou Ciro na agenda de sábado, também destacou o formato do último debate presidencial e o enfrentamento com Alckmin. “É uma estratégia, sim, de ter um debate que se construa pontos diferentes e antagônicos, mas que tem seriedade de ver o Brasil com o respeito que merece”, pontuou. Para Lupi, cada debate precisa ser sempre avaliado, acompanhando a repercussão. “Cada debate é como partida de futebol. Sabe como começa, mas não sabe como termina”, resume.

André Figueiredo, candidato à reeleição na Câmara dos Deputados e presidente estadual do PDT, avalia que Ciro foi isolado no primeiro debate, realizado em 9 de agosto, na Band. “Quando você dá condições iguais aos debatedores, começa a ver a diferença que ele tem em relação aos seus concorrentes.”

O parlamentar defende a permanência da estratégia de puxar o candidato tucano para o enfrentamento. “O antagonismo em termos de ideias, que tem que ser confrontando, é Ciro e Alckmin. Bolsonaro não tem ideia. Deixa a Marina pegar ele, ou o Cabo Daciolo”, comentou Figueiredo.

O próximo debate entre os presidenciáveis será na Jovem Pan/Fórum Liberdade, no dia 27 de agosto, às 18h40.