Edison Silva

Categoria: Frente


09:11 · 12.06.2018 / atualizado às 09:11 · 12.06.2018 por

Por Letícia Lima

O ingresso de mais dois partidos – PSD e Solidariedade -, ex-opositores, na base de sustentação do governador Camilo Santana (PT), deixa alguns de seus aliados de orelha em pé e com dúvidas sobre os desdobramentos que a união de até 24 legendas poderá ter sobre a eleição do grupo governista no pleito de outubro próximo. Ao Diário do Nordeste, lideranças fizeram ressalvas sobre a chegada dos novos apoiadores e saíram em defesa de aliados que, desde o início, dão apoio ao governo estadual.

O deputado federal, André Figueiredo, que preside o PDT no Estado, um dos principais que dão sustentação ao Governo do Estado, ressaltou a habilidade do governador para o “diálogo”. No entanto, ele defende que os aliados mais antigos não sejam “preteridos”. “Tenho sempre dado sinais de que, não podemos, partidos que foram de oposição, entrar no governo, agora, e já querer um lugar na janela, então tem que aguardar o lugar na fila e isso temos que trabalhar para que os partidos da base não sejam preteridos em troca de outros partidos recém-chegados”.

Já para o deputado Osmar Baquit (PDT), a ida do PSD, dirigido pelo deputado federal, Domingos Neto, e do Solidariedade, comandado pelo deputado federal, Genecias Noronha, para a base governista, ainda rodeado de incertezas. “Até agora nem Camilo nem Cid (Gomes, ex-governador), nenhum dos dois, conversaram ainda com os partidos, pelo menos, com os deputados, em relação à estratégia de bloco ou não. Essas coisas muito se definem nos 49 do segundo tempo, mas eu penso que não tá muito claro, como isso vai se estender na questão da coligação proporcional, tá muito ainda escuro”, observou.

Por outro lado, o deputado Julinho (PPS) vê de forma “natural” a união de dezenas de partidos na base governista. Ele acha que as divergências internas que venham a surgir não são um problema do governador. “Os que estão vindo é porque concordam com a maneira que o governador, apesar das dificuldades do cenário econômico-político, está governando, de forma correta. Agora, é natural que dentro do bloco governista, como é muito grande, possam ter adversários locais, não só essas últimas adesões, até os aliados que estão desde o começo, há algumas divergências, mas que independem do governador”.

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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