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Categoria: Fusão de partidos


09:06 · 19.04.2013 / atualizado às 09:06 · 19.04.2013 por

A Câmara dos deputados aprovou, na última quarta-feira à noite, o projeto de lei do deputado Edinho Araújo, do PMDB de São Paulo, com restrições a partidos que venham a ser criados quanto aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo de Rádio e Televisão, hoje, um dos mais importantes fatores de uma campanha eleitoral, por isso, objeto de desejo de todos quantos queiram disputar um cargo majoritário.
O PSD, uma das mais novas das três dezenas de agremiações hoje existente no Brasil, responsável pela defecção em algumas bancadas na Câmara e da adesão de deputados estaduais, prefeitos e vereadores de vários partidos, Brasil afora, sobretudo do DEM, foi a motivação para a aprovação da propositura do peemedebista paulista. A fusão do PPS com o PMN, e o partido que está sendo formado pela ex-ministra Marina Silva, ameaçavam enfraquecer outras bancadas e como consequência fortalecer candidaturas presidenciais de oposição à presidente Dilma Rousseff no seu projeto de reeleição, principalmente quanto à divisão do tempo da propaganda eleitoral.
Além desse fato, por si só deprimente em qualquer sistema democrático, a edição de uma lei tão casuística como essa reflete bem a fragilidade dos partidos e dos que os fazem. A Lei da Fidelidade partidária não foi capaz de mudar a cultura da troca de legenda, fazendo o político estar sempre em busca de privilégios, vantagens, facilidades para se eleger ou reeleger-se e por fim ficar do lado do Governo. Criar uma nova sigla ou fundir duas ou mais delas é a saída para o detentor de mandato, sem qualquer cerimônia, pular de uma para outra agremiação sem sofrer qualquer restrição.
Formatar um instrumento legal para restringir a criação de novos partidos já se faz necessário. Os 30 partidos hoje existentes, vários deles servindo apenas como sigla de aluguel, em nada fortalecem a democracia. Pelo contrário, a fragiliza, evidente, que não pelo número em si, mas pela falta de compromisso com o processo, de ideologia e de programa.

10:06 · 19.03.2013 / atualizado às 10:06 · 19.03.2013 por

Por Lorena Alves

Às vésperas de se concretizar a fusão entre o Partido Popular Socialista (PPS) e o Partido da Mobilização Nacional (PMN), os dirigentes das legendas no Ceará afirmam que a discussão pouco se desenvolveu no Estado e que as informações estariam chegando mais pela imprensa do que pelos próprios diretórios nacionais dos partidos. A expectativa é que a nova sigla, que poderá se chamar Partido da Esquerda Democrática, atraia José Serra, que já demonstrou insatisfação com o PSDB do governador Aécio Neves.
O presidente estadual do PPS, Alexandre Pereira, esclarece que, apesar de o assunto já ter sido levantado há algum tempo pelo partido, o debate ainda é incipiente no Ceará. Ele também explica que se reunirá nesta quarta-feira, em Brasília, com o presidente nacional da legenda, Roberto Freire, para se inteirar do tema. “É uma decisão nacional e claro que tem reflexo no Estado. Aqui, ainda não tivemos conversa com o PMN, mas não temos problema nenhum de diálogo”, avalia.
De acordo com o dirigente, após a conversa com o presidente nacional do PPS, ele terá mais informações sobre a fusão. Apesar de a decisão ainda não estar totalmente consolidada, Alexandre Pereira se antecipa em dizer que ela poderá atrair novos quadros para a legenda, fazendo uma ampla bancada parlamentar nas eleições de 2014. “Com certeza atrairá mais lideranças políticas. O partido fica mais forte, com mais estrutura, militância e tempo de TV”, diz.
O presidente do PPS no Ceará, Alexandre Pereira, afirma que não deverá haver um choque de postura entre os representantes das duas agremiações após a fusão ser realizada. “Isso vem há algum tempo sendo discutido, então acho que não terá muito impacto. Tende a caminhar bem”, aponta. E complementa: “Queremos ampliar essa bancada, não só estadual como federal”.
Por sua vez, o presidente do PMN no Ceará e deputado estadual, Mário Hélio, informa que está acompanhando as novidades sobre a fusão partidária pelos meios de comunicação. “<CF60>Mesmo sendo presidente, estou sabendo dessa fusão apenas através da imprensa”, ressalta.</CF> Para ele, o partido está sendo “engolido”, porque não conseguiu atrair grandes quadros e crescer conforme o esperado. “<CF60>Não se atentou para crescer, não foi atrás de grandes quadros e alguns partidos terminam sendo engolidos”, justifica.
</CF><CF60>Na avaliação de Mário Hélio, o processo não está iniciando de forma positiva justamente pela falta de diálogo interno no partido. Para ele, o diretório nacional da sigla deveria ter convocado as lideranças dos estados para debater o tema. “<CF60>Já começa ruim. A gente não pode ser pegue de surpresa”, critica, informando que sequer sabe a proposta de nome da nova sigla.
<CF60>Para o dirigente, a legenda perdeu a chance de se consolidar regional e nacionalmente.</CF> “<CF60>Eu gostaria que o PMN desenvolvesse e crescesse. Como não cresceu o suficiente, mesmo tendo tudo para crescer, tendo uma história bonita, não conseguiu. Tinha possibilidade de fazer muitos deputados federais, mas não se atentou para isso”, explica o parlamentar.
</CF>A despeito dos questionamentos, o deputado Mário Hélio reconhece que o novo partido pode ter melhor desempenho nas urnas do que o apresentado pelo Partido da Mobilização Nacional até agora. “<CF60>O PMN é um partido de história que deveria crescer. Poderá ser que com a fusão já nasça um partido forte. Estamos preparados para o que der e vier”, assevera. </CF>
O presidente estadual do PMN diz que está à espera de uma reunião com os atuais dirigentes do PPS no Ceará, em especial o presidente estadual da sigla, Alexandre Pereira. Entretanto, ele garante que, até o momento, não há nenhuma agenda definida nesse sentido. “<CF60>O partido deve vir forte. O PPS é um partido mais estruturado, vamos esperar”, pontua.
Na Câmara Municipal, o PMN é representando pelo vereador Ziêr Férrer. Já na Assembleia Legislativa, a sigla conta com Mário Hélio e o suplente Tomaz Holanda. O PPS não possui representantes nas duas casas legislativas.