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Categoria: Gestão Pública


07:02 · 31.01.2015 / atualizado às 07:02 · 31.01.2015 por
FOTO: JOSE LEOMAR
FOTO: JOSE LEOMAR

Coordenadora do projeto embrionário ainda sem um nome definido, o piloto “Abraça Ceará”, a neófita na política Izolda Cela, vice-governadora do Estado do Ceará, afirma que não é “soldado” do PROS, e afirma que sempre gosta de “conversa pé no chão”. Educadora, a gestora defende que com Educação, aliada a outros mecanismos como assistência social e saúde, os problemas da violência no Ceará podem minorar com o passar dos anos, “o que não significa que o Governo vai fazer milagres”, conforme a própria disse em entrevista ao Diário do Nordeste. Izolda Cela acredita também que a atual gestão dará continuidade a um maior diálogo com setores da Segurança Pública que se encontravam em conflito com a administração passada.

Quando da escolha dos nomes para disputar o Governo do Estado, onde seu nome era defendido por Ivo Gomes, a senhora disse que não iria disputar o Governo, chegando a dizer que não era “soldado de partido”. O que mudou em sua opinião para aceitar o convite de ser candidata a vice-governadora?

Izolda Cela – Eu não sou soldado desse partido não. O que eu tenho é sentido de compromisso e responsabilidade. E é isso que tem me impulsionado em todas essas tarefas que têm se apresentado para mim, desde a secretaria de Sobral quando o Ivo Gomes me chamou para ser adjunta. Eu acho que sou meio covarde. Eu gosto de querer correr das coisas. Eu não queria muito ir para a Secretaria de Educação de Sobral, nem vir para a Secretaria de Educação do Estado. Se fosse pela minha vontade eu não teria vindo. Mas a experiência em Sobral gerou em mim muito otimismo. Eu tinha medo porque achava que era uma área muito inóspita. Sobral já vinha de uma primeira gestão do então prefeito Cid Gomes que tinha arrumado muita coisa, mas a escola pública era um desacerto muito grande. Parecia que as pessoas trabalhavam muito condicionadas, muto desenganadas. E aquilo me assustava um pouco. Mas com a experiência, com as pessoas, as equipes e uma gestão… Isso é fundamental para que as coisas aconteçam. As pessoas crescendo em suas tarefas acabaram por gerar em mim um otimismo. Eu via escolas em distritos pobres e toda aquela dificuldade, professores ganhando aquilo que o Município poderia pagar, toda a situação contra a correnteza e as coisas aconteceram pelo envolvimento dos professores. Você vê um quadro totalmente diferente hoje, e isso é muito legal. E eu me tornei uma pessoa mais otimista e realista. Demos algum passo mas o negócio é muito sério.
Mas sobre essa coisa de mandato eletivo não era onda ou faz de conta, conversa de político como dizem. Eu não queria mesmo. Nunca me vi, pelo amor de Deus, como candidata. Começa que eu não sei pedir voto, nem a meu filho. Eu não sei pedir voto. Como vou dizer “vote em mim”? O meu marido (Veveu Arruda, prefeito de Sobral) tem uma mulher que não é muito atuante nisso.
Eu não tinha essa afinidade. Quando foi definido o nome do Camilo (Santana, governador do Estado), eu recebi o convite dele. Sempre apostei que o Camilo estava ali como nome, inclusive, conhecendo do Cid (Gomes, ex-governador do Ceará e atual ministro da Educação). Tem coisas que dele que saem do quadrado, daquela lógica. Eu achei muito legal quando veio o convite dele (Camilo). Meu nome era a sugestão dele na conversa que tiveram. Quando eu pensava que já estava livre do negócio… Eu acho que a gente não pode se fixar no medo ou na ansiedade, no medo de não corresponder. Tem que se fixar no movimento do trabalho, da esperança, de fazer o melhor que se pode. Tem que ser assim para que as coisas aconteçam.

A senhora teve uma participação muito ativa na campanha em prol da candidatura do governador Camilo Santana, inclusive, viajando sozinha muitas vezes para diversos municípios do Estado. Como essa experiência contribuiu para a sua visão da vida política hoje em dia?

Izolda Cela – Desde a campanha eu senti esse sentimento de responsabilidade muito forte. Eu achei muito legal um movimento, uma agregação, uma rede de pessoas que começaram a estar presentes, a fazer movimentos a partir de seus espaços de atuação, respeitando, claro, aquelas que eram servidoras públicas. Isso era uma coisa que eu sempre dizia. As vezes eu encontrava alguém da rede estadual de Educação e dos municípios, e eu sempre recomendava respeitar o espaço e o tempo que a Lei, que a ética determina para não misturar as coisas e a gente, de repente, fazer uma campanha extrapolando a ética, pois a gente acaba não ficando com a cara limpa. Eu vi as pessoas defendendo um projeto, e é isso que eu acho fundamental. Que as campanhas possam cada vez mais ser pela defesa de um projeto, por entender que alguma coisa de importante estava acontecendo no Estado, e a forma de aquilo ter continuidade e melhoria, se Deus quiser, tanto na oferta de serviços quanto na forma de lidar com a população. Achei muito legal isso daí, o envolvimento das pessoas e a adesão… Me senti muitas vezes com sentimento de gratidão pela manifestação, pela solidadriedade, pelo carinho. Eu dizia, “ai, meu Deus do céu, tomara que eu trabalhe para que as pessoas vejam que valeu a pena”. Sempre digo que milagres e coisas espetaculares nunca fizeram parte da nossa conversa. Eu sempre gosto de conversa muito pé no chão. Eu sempre dizia “Não viagem”… Claro que vou defender a Educação, mas não significa que esse é um Governo que pode fazer milagres no caso do salário dos professores, por exemplo.

O que já foi feito ou que se pode projetar como ações realizadas no primeiro mês à frente da vice-governadoria?

Izolda Cela – Tivemos muitos trabalhos voltados para a questão dos planejamentos das áreas, a organização de MAPP ( Monitoramento de Ações e Programas Prioritários), onde o governador acompanha todas as ações de cada setorial. Fizemos um levantamento minucioso relacionado aos investimentos como também aos estágios de execução das ações, reorganizando isso para o ano de 2015. E também, umas primeiras reuniões de planejamento de algumas das ações que são intersetoriais. Nós temos no Governo o Programa por Resultados, que é uma ação de financiamento do Banco Mundial, que exige uma integração de alguns setoriais, porque os eixos são água, desenvolvimento econômico, com foco na capacitação da população e diminuição da pobreza com apoio nas famílias mais pobres. São eixos que integram setoriais que já mobilizaram a nossa atenção nesse primeiro momento.
No meu caso especificamente, já há movimentação e uma articulação voltada para o “Abraça Ceará”, que é um programa que tem essa natureza de intersetorialidade e articulação forte. E o governador me colocou essa tarefa de ajudar na coordenação e articulação entre os setoriais.

A vice-governadora disse ser "covarde", e que chegou a recusar convites para ser secretaria. FOTO: JOSE LEOMAR
A vice-governadora disse ser “covarde”, e que chegou a recusar convites para ser secretaria. FOTO: JOSE LEOMAR

Como esse trabalho vai funcionar, porque até o momento não ficou claro como será o gerenciamento e funcionalidade do Abraça Ceará?

Izolda Cela – Na verdade, o governador ainda vai ter uma comunicação com relação a isso, porque é um trabalho de construção desse desenho que envolve os setoriais governamentais e os municípios. A ideia do governador é nessas primeiras áreas de ação, envolver também algumas das maiores cidades do Interior do Estado, e ele vai ter um momento de comunicar isso, quando divulgar o eixo Ceará Pacífico. A gente até ficou de ver se mudava o nome… A partir da campanha, que envolveu a participação de mutias pessoas em diversas regiões do Estado em busca de propostas para abrir canais de comunicação com a sociedade, elaboramos um material que foi resultado dessas caravanas. Foi trabalhado em um seminário que aconteceu depois da campanha, em dezembro, no sentido de que as pessoas pudessem ver tudo aquilo que foi proposto e validassem ou ratificassem o que foi proposto. A organização desse trabalho teve parâmetro nos sete Cearás: O Ceará Pacífico, o Saudável, do Conhecimento, Sustentável, de Oportunidades, o Acolhedor e o Ceará Democrático.
As pessoas trabalharam com esses eixos, e o Ceará Pacífico tem inserido o plano da segurança pública com aquelas ações que são pertinentes à integração das forças de segurança. Mas tem um olhar para além das forças de segurança. Aquela ideia em busca de uma segurança cidadã, e por isso não podemos olhar apenas para a ação das forças de seguranças, mas para um contexto social. É enxugar o chão e fechar a torneira. Isso acontece quando o Estado consegue chegar com mais força com suas políticas e com a participação das pessoas também. Não acredito nessa participação unilateral, porque o Estado não consegue. Não é assim que as coisas funcionam. As pessoas precisam participar, porque tem gente agindo com potencial de fazer coisas boas, e é disso que nós estamos atrás. As pessoas precisam chegar junto

Como seria esse “chegar junto”? Não é o Governo quem precisa ir onde os problemas da população estão?

Izolda Cela – É, mas as pessoas precisam chegar também.

Quais são os canais de interação que existem para que isso ocorra?

Izolda Cela – Eu vejo que o Estado tem obrigação na prestação dos serviços públicos. E nessas comunidades, em cada bairro, em cada território, tem a dinâmica da ação não governamental. Existem instituições, movimentos sociais fazendo coisas muito legal, e não fazem mais porque não tem apoio suficiente para aquilo. O Estado precisa conseguir apoiar naquilo que as pessoas, as organizações, os movimentos precisam para fazer mais do que fazem, e expandir suas ações quando são benéficas para sua comunidade

A área da Educação foi bem avaliada em sua gestão como secretária. Como, agora vice-governadora, a senhora pode ajudar na área? Há alguma ação que terá maior atenção por parte de seu mandato?

Izolda Cela – Eu vejo, nessa ideia do Abraça Ceará, essa articulação e o fortalecimento das políticas em bairros e áreas de Fortaleza e de algumas cidades do Interior, e a Educação tem papel importante nisso. A escola é uma âncora muito valiosa, sempre com aquele cuidado. Não é que a escola seja a salvação no mundo, não é bem assim. Porque a gente sabe dos limites e do potencial que a escola tem.. Uma das coisas que eu e o secretário Maurício (secretario de Educação) temos muitíssimo claro, é que a escola pode exercer com mais força ainda o seu papel social de influenciar mais fortemente a comunidade onde ela está. Eu acho que esse é um dos grandes desafios. Outra, continuar o esforço de expandir o tempo integral para os jovens do ensino médio. A gente tem a prova disso com a rede de escolas profissionalizantes. Não é somente questão de tempo, é mais tempo com projeto pedagógico mais qualificado. Onde os professores possam fazer os meninos se dediquem mais a escola, com mais formação para que sejam protagonistas da suas vidas, responsáveis pela vida dos outros. Isso não é poesia, nem sonho ou ideia só de palavras chavões. Isso é uma realidade. Nós podemos, na escola, contribuir para que os jovens tenham essa formação mais integral. A sociedade precisa disso. Os meninos precisam saber mais Português e Matemática, e a gente corre atrás disso. Mas tem que haver o compromisso com essa formação mais integral.

Para que essa expansão com qualidade ocorra, perincipalmente no ensino médio, isso depende mais de gestão ou da questão orçamentária?

Izolda Cela – Nós temos um modelo e algumas referências que estão em desenvolvimento que são bons. Eles dão boa abertura de desenvolvimento na gestão desses processos. É claro que podemos melhorar. Mas essa coisa da gestão já temos um norte legal. Agora, a questão orçamentária ela é um elemento forte no ritmo, principescamente, na expansão dessa ação. Claro que precisamos construir escolas e a Secretaria da Educação está com uma agenda, apesar da penúria, porque só se fala em pouco dinheiro… Espero que os outros anos sejam mais promissores. A Secretaria de Educação está com agenda de construção de escolas, uns recém licitados outros licitados. Só de escolas são mais ou menos mais de 50. E em torno de 22 escolas de educação profissional com processo de licitação iniciado. Nesse ritmo temos o compromisso de que essas obras,ou parte delas, com certeza a grande maioria, sejam entregues até o final desse ano. Claro que enfrentamos dificuldades em situações pontuais, e o ritmo das obras não é como o compromisso inicial ou o que a gente deseja, mas em geral, temos um ritmo satisfatório de entrega dessas obras. Tomara que isso aconteça.
As que estão sendo licitadas agora, a perspectiva é que sejam concluídas para o próximo ano ou final do próximo ano. Porque termina a licitação tem todo um processo que é sempre demorado. A burocracia ainda nos maltrata um bocado.

Segundo dados do Programa de Redução da Violência Letal (PRVL), o Ceará acaba de ser apontado como um dos três estados do Brasil onde mais se matam adolescentes. Como a senhora recebe essa informação em pleno início do Governo? A Segurança Pública é o principal desafio da atual gestão?

Izolda Cela – Eu vejo com muito pesar. O meu sentimento é de lastima mesmo. A que ponto nós chegamos. A juventude, adolescentes morrendo dessa forma em situação de violência… Isso é muito triste para nossa sociedade. Eu vejo isso, e sei que esse evento não aconteceu, não resultou da noite para o dia. Foi algo que foi se construindo ao longo de décadas e na calada da noite, por baixo dos panos, uma coisa meio que silenciosa para a sociedade em geral, e, de repente, o nível de desestruturação social chega a tal nível que resulta em coisas como essas. Eu acho que a segurança e a segurança nesse conceito mais amplo, de segurança cidadã, é um grande desafio, é o maior desafio para nós. E não é somente uma coisa das forças de segurança. Isso nós precisamos, mas precisamos também ter aquela ação que fecha a torneira dessas mazelas. Isso só se muda com Educação, com Saúde, com Assistência para dar conta daqueles que estão em situação muito vulnerável. Porque tem uma parte grande desses jovens que não está na escola, não está nos serviço de saúde ou nos programas de assistência, e nós temos que ter uma busca ativa desses meninos. Temos que encontrar um canal de comunicação com eles, para que eles se salvem. Porque eles têm que ser argentes nisso daí.
No ano passado, a Secretaria de Justiça fez uma pesquisa sobre o perfil das pessoas encarceradas. É impressionante o censo penitenciário e a correlação coma baixa escolaridade. Onde estão grande parte desses que não concluíram o ensino fundamental? Estão morrendo, e os dados mostram uma correlação entre isso.
Uma coisa promissora do Ceará é que nossos dados de 2013 com relação à Educação mostram que os mais pobres no Ceará estão melhores que a média do Brasil. Pouco melhor, uns cinco pontos de diferença. Isso é um sinal positivo porque você vê um movimento um pouco mais vigoroso de diminuição de desigualdade. É um sinal, mas é coisa para se correr muito atrás. Eu “vendi” minha ideia para o Município de Sobral, em relação ao planejamento para 2013 a 2016, e sugeri ao prefeito (Veveu Arruda) e à equipe de planejamento dele para colocar como meta, como objetivo estratégico, o tempo integral de sexto a nono ano. Porque eles estavam com uma ideia de fazer integral pelas séries iniciais. Eu disse “negativo!”. Porque séries iniciais eles já dão conta, o abandono é zero. De sexto a nono é onde a gente corre o risco de perder menino. Porque quando ele sai da escola não é para coisa boa, porque a família tem mais dificuldade de controlar. A Rua ainda é perigosa. Então, bota esses meninos em uma boa escola o dia inteiro. Eu acho que isso é uma coisa que pode ajudar eles a se vincularem com mais força, com mais competência nas escolas. Em Sobral eles começaram, mas os recursos não são muito fáceis, porque a conta do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica) para isso ainda não é generosa. O Município tem que se “rebolar” para conseguir complementar os gastos. Porque é uma escola que você tem hora dobrada de professor, além, de alimentação e ouras coisas.

FOTO: JOSE LEOMAR
FOTO: JOSE LEOMAR

Mas isso ainda é um projeto piloto?

Izolda Cela – É um projeto piloto porque eles não conseguem fazer em maior escala. Se você tem em determinado bairro uma escola que atende à população e faz dela integral, tem que ter lugar para colocar os outros. Não dá. No ano passado foi construída a primeira, em um bairro pobre. Uma escola que foi inaugurada nesse padrão, bem parecido com o projeto das escolas estaduais em nível integral, e eles estão aí no ritmo de construção, e eu acho que eles estão construindo seis escolas. Aí é torcer para que o financiamento da Educação melhore para as os municípios e estados.
Fortaleza também tem essa questão como meta, e tem algumas escolas em Fortaleza funcionando em tempo integral do sexto ao nono, e estão construindo outras escolas. Aí é um padrão bem mais adequado, e acho que são 22 em construção em Fortaleza com apoio do Governo Federal.
O (ex)governador Cid Gomes apresentou para a presidenta Dilma (Rousseff) uma proposta para que o Governo Federal e Estadual apóiem os municípios mais populosos, acima de 80 mil habitantes, como Fortaleza, Maracanaú, Caucaia, Sobral, Juazeiro, Itapipoca e Crato para que boas escolas sejam em tempo integral em áreas mais comprometidas. Aí tivemos o apoio na época, negociamos com o MEC (Ministério da Educação) e começamos a dar conta. Mas uma parte dos municípios não conseguiu. Porque os recursos vão para o Município. O FNDE tem como padrão essa relação direta com o ente. Se for escola municipal é com o Município, e nós ajudamos os municípios a montar seus projetos, mas alguns estavam com problemas no FNDE. Maracanaú, por exemplo, não conseguiu, assim como Juazeiro, Crato. Só sei que as de Fortaleza e Sobral estão em funcionamento.

Com essas ações que o Governo deve implantar, a senhora acredita que a situação da violência deve minorar em quanto tempo? Há essa estimativa?

Izolda Cela – Eu não posso dizer isso agora, mas é algo que está sendo discutido e que vai ser, com certeza, um dos elementos do Plano de Segurança cidadã do Estado. É algo que deve constar, porque é aquilo que orienta as ações da gestão e que também serve de prestação de contas à sociedade. Nós vamos perseguir determinadas metas e depois prestamos contas. Com certeza vamos lidar com essa questão relacionada às metas de diminuição. O Abraça Ceará não é uma ação já em uma escala universal. Inclusive, porque precismos aprender, fazer algumas experiências baseadas em experiências de outros lugares e países que se mostram exitosas, que deram bons sinais. A gente deve aprender com isso e procurar implantar aqui. É uma ação desafiadora porque depende de integração e isso não é fácil. A burocracia, os tempos, tudo isso tende a puxar cada setorial para sua agenda, e às vezes não há coordenação do que precisa acontecer ao mesmo tempo. Não é uma coisa fácil, mas temos que tentar, e aprender a sermos eficientes nisso. A grande expectativa é encontrando êxito nos territórios por onde se vai começar ir para outros lugares. O melhor dos mundos é esse. Agora, o plano da Segredança Cidadã, do Ceará Pacifico é mais amplo. O Abraça Ceará é uma área de intervenção e o Plano vai envolver outras coisas, inclusive, a melhoria da Segurança.

Falando em integração, como está o diálogo com aqueles que foram líderes da greve da Polícia Militar e hoje atuam na política? O que pode ser feito para que o diálogo a ser feito com eles persista nos próximos anos de gestão?

Izolda Cela – Há dialogo, tanto da parte do governador como dos deputados eleitos que têm militância na Segurança. Até agora tem havido essa abertura para o diálogo, e eu acho que é muito importante que a gente ouça as pessoas, as representações, as lideranças da corporação. Temos que ouvir a todos o máximo possível, dentro do que é possível, porque a gente precisa construir mesmo esse compromisso e um sentimento de algo maior, do ponto de vista de sermos servidores públicos e temos serviços importantes para prestar à população. Nós estamos no mesmo barco. Claro que tem diferenças, anseios de condição de trabalho, mas precisamos, no diálogo, tornar as coisas muito transparentes. Fazer da mesa de negocião um espaço de diálogo e que possamos entender um ao outro, mostrando qual é a situação da administração e podermos ter mais confiança no outro. O problema é quando tem um nível muito alto de desconfiança e fica achando que o outro está querendo sabotar ou não está considerando. A gente precisa limpar esse meio de campo para estabelecer um nível de confiança suficiente para trabalhar bem, porque quando não funciona quem sofre é a população.

19:09 · 12.06.2012 / atualizado às 19:09 · 12.06.2012 por

Jornalista tenta contato com o secretário de Planejamento do Estado, Eduardo Diogo, desde quarta-feira da semana passada para saber como está o caso dos empréstimos consignados no Ceará, mas não tem conseguido.  

A assessoria da Seplag disse que o gestor esteve em Brasília na semana passada, participando de evento do Conselho Nacional de Secretários de Estado de Administração (Consad), do qual é presidente. Retornou a Fortaleza na segunda-feira, estando com a agenda cheia por conta da viagem. Hoje, às 15:30, a assessoria ainda esperava o secretário retornar do almoço para responder à reportagem. O secretário retornou por volta das 16h e, segundo a assessoria, faria o contato assim que possível, mas até às 19h não houve resposta.

12:20 · 01.06.2012 / atualizado às 12:20 · 01.06.2012 por

Promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, o encontro que discutiu questões relacionadas à Lei da Improbidade Administrativa reunião magistrados e membros do Ministério Público de todo o Brasil. O encontro ficou encerrado ontem e o Ceará mandou todo o grupo do Procap (Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública). O promotor Ricardo Rocha, um dos integrantes do Procap disse que foi muito boa a troca de ideias sobre a Lei da Improbidade, atualmente muito em evidência no País.