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Categoria: Governistas


08:49 · 26.12.2016 / atualizado às 08:49 · 26.12.2016 por

Na queda de braço entre Governo e oposição na Assembleia Legislativa, o governador Camilo Santana (PT) saiu fortalecido da disputa e conseguiu atrair para a base aliada nomes que até pouco tempo faziam parte da bancada oposicionista. O PMDB foi a sigla que mais perdeu defensores de sua causa: três de seus integrantes, outrora críticos da gestão, agora fazem parte do grupo de aliados do chefe do Executivo.
O processo de escolha do presidente da Mesa Diretora para o biênio 2017-2018 trouxe benefícios para a gestão de Camilo, visto que, já naquele momento, ele conseguiu o apoio de Audic Mota (PMDB) e Agenor Neto (PMDB), que passaram a figurar como nomes da base governista.
Somando-se aos dois, agora está o deputado Tomaz Holanda, também do PMDB, que votou junto com a base na matéria que tratava da extinção do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). O partido pode perder, ainda, mais uma força na Casa, visto que Leonardo Araújo (PMDB) deve deixar a Assembleia quando o acórdão do Supremo Tribunal Federal (STF) que trata da competência para julgamento de contas de chefes do Executivo for publicado.
Na decisão do STF, de agosto deste ano, ficou acertado que os vereadores é que têm tal competência, e não o TCM. Com isso, os votos do então candidato Rochinha, que disputou eleição para deputado em 2014, pelo PP, serão computados, e, com o resultado, o PMDB perde uma vaga, neste caso a de Leonardo Araújo, que voltará a ser suplente.
No fim das contas, o PMDB, que até o mês passado tinha seis deputados de oposição, ficará com apenas dois: Silvana Oliveira e Danniel Oliveira. Audic Mota, inclusive, será o primeiro-secretário da Mesa Diretora apoiada por Camilo Santana.
<MC>Composição
<MC>O deputado federal Domingos Neto, presidente do PSD, chegou a dizer que o bloco PSD/PMB faria oposição ao governador. No entanto, os parlamentares dos dois partidos têm atuado na Casa de forma a dar sustentação à administração. Além disso, Naumi Amorim e Laís Nunes, ambos do PMB, foram eleitos prefeitos e devem deixar o Legislativo até o dia 31 de dezembro, e em seus lugares assumirão parlamentares governistas, que estão no topo da lista de suplentes.
Em contrapartida, o governador Camilo Santana tem presenciado a atuação constante de Odilon Aguiar (PSD), desde a última semana, na oposição, assim como Sérgio Aguiar (PDT), que, adotando uma postura de independência, tem questionado muitas ações do Governo. Roberto Mesquita (PSD) é outro que tem se colocado na oposição de forma mais atuante.
Atualmente, enquanto o Governo do Estado aumentou sua base e está com 33 deputados aliados, a oposição diminuiu e conta com apenas dez parlamentares. Ely Aguiar (PSDC), Sérgio Aguiar e Aderlânia Noronha (SD) seguem como independentes na Assembleia.

17:41 · 22.02.2016 / atualizado às 17:41 · 22.02.2016 por

Deputados da base governista se reuniram, hoje, no Palácio da Abolição para entenderem o funcionamento do programa Ceará Pacífico. Nas últimas semanas, a gestão Camilo Santana foi criticada diversas vezes na tribuna da Assembleia Legislativa devido a sensação de insegurança no Estado, principalmente depois d o assassinato de policiais militares.
A coordenação do Ceará Pacífico apresentou dados e tirou dúvidas dos parlamentares sobre seu funcionamento. Dentre os assuntos tratados estava a instalação da Unidade Integrada de Segurança, ampliação da Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas (RAIO) no Interior, Ciopaer, bem como participação do Ministério Público e Tribunal de Justiça.
Apesar do descompasso de aliados na defesa das ações do Governo, a unidade da base governista não entrou na pauta de discussões durante o encontro que contou com a presença de apenas 17 dos 31 aliados do governador Camilo Santana. No decorrer da semana, conforme informações da liderança do Governo, o tema deve ser tratado com os parlamentares. Fernando Oliveira, chefe de gabinete da vice-governadora Izolda Cela, dirigiu os trabalhos de ontem, que contou com a presença do secretário de Relações Institucionais Nelson Martins.

08:58 · 16.02.2016 / atualizado às 08:58 · 16.02.2016 por

O deputado Roberto Mesquita pode deixar os quadros do Partido Verde (PV) e ingressar no Partido da Mulher Brasileira (PMB), sendo assim o sexto parlamentar da Assembleia Legislativa na nova legenda. As negociações com Mesquita estão avançadas, e ele deve engrossar de vez o coro da base governista na Casa.
No ano passado, apesar de ter se intitulado deputado da base do Governo Camilo Santana, Roberto Mesquita teve muitos posicionamentos questionáveis pelos aliados, inclusive votando contra matérias de interesse da gestão. Outros deputados estão sendo convidados para ingresso na sigla. No entanto, a conversa que mais teve avanço foi com Mesquita.
Em reunião realizada, ontem, deputados do PMB e PSD decidiram realizar encontros regionais no intuito de atrair mais filiados no Estado para as duas legendas que estão unidas em um bloco político na Assembleia Legislativa. O primeiro encontro acontecerá em Cariús, cidade do suplente e pré-candidato a prefeito, Nizo Costa (PMB). O evento será no dia 26 de fevereiro.
O segundo encontro será em Icó, Município de Laís Nunes (PMB), pré-candidata daquela cidade. A ideia do bloco é realizar encontros naquelas localidades que terão candidatos a prefeito, como São Gonçalo do Amarante, Maracanaú, que devem ter como postulantes os parlamentares Bethrose (PMB) e Júlio César Filho (PMB). Quixadá e Tauá também fazem parte dos locais onde acontecerão os encontros, assim como em Fortaleza.

10:43 · 12.09.2013 / atualizado às 10:43 · 12.09.2013 por

Por Miguel Martins

A sessão de ontem, além dos embates corriqueiros, serviu para mostrar como será a participação dos ex-gestores na Casa Legislativa. Professor Pinheiro (PT) preferiu não entrar na discussão entre opositores e governistas e coube a Camilo Santana (PT) e Mauro Filho (PSB) a missão de defenderem a gestão, até porque mesmo suas antigas pastas foram as mais criticadas. Gony Arruda (PSD), ex-secretário de Esportes não compareceu na Assembleia.
Santana, que é neófito no uso da tribuna, demonstrou que irá participar ativamente dos debates propostos, mas ainda tem a aprender sobre o funcionamento do plenário. Mauro Filho, por sua vez, se posicionou de forma conhecedora tanto do Parlamento quanto da gestão e em um aparte feito no pronunciamento de José Sarto calou o oposicionista Heitor Férrer, que somente no Segundo Expediente retornou à tribuna para confrontar as falas dos governistas com matérias do Diário do Nordeste tratando do déficit habitacional no Estado e sobre a confirmação do próprio governador Cid Gomes, de que havia necessidade em acelerar a execução orçamentária.
No Pela Ordem, Camilo Santana disse que se dedicou dois anos de sua vida pública para “tirar o Ceará da penúltima posição do programa Minha Casa, Minha Vida”. Ele afirmou que, dizer que o Governou não investiu em moradia é “desonestidade”. “Nós temos que ter a humildade de dizer que deveríamos investir mais, mas eu tive a dedicação para garantir esse sonho da família cearense”.
Falando em desonestidade, a pessebista Eliane Novais não teve seu pedido para retirada do termo “desonesta” dos anais da Casa, depois que o líder do Governo, José Sarto (PSB), criticou suas falas. Eliane Novais, em seu pronunciamento, fez duras críticas à gestão do governador Cid Gomes, salientando que a saída de secretários antes mesmo do processo eleitoral demonstra apenas “o caos que se alastrou no Governo”. Segundo a pessebista, o ex-secretário de Segurança Pública, Francisco Bezerra, não é filiado a nenhum partido, portanto, sua saída não seria para tentar qualquer eleição.
Ela ressaltou ainda que o Estado está nas manchetes da imprensa local e nacional devido aos problemas de administração, como as obras milionárias do Aquário, Ponte Estaiada, bufê de R$ 3 milhões e outros. “O Governo não conseguiu eliminar a caótica realidade do piscinão do HGF e isso são dados reais. O povo pobre do sertão, beber água contaminada não é uma crise?”, questionou ela dizendo ainda que o Governo do Estado teve sete anos para acabar com o piscinão do Hospital Geral de Fortaleza e somente agora o atual secretário, Ciro Gomes, disse que irá acabar em 90 dias.
José Sarto (PSB) chegou a dizer que Eliane Novais foi desonesta ao dizer que Bezerra não era filiado, mas ressaltou que como é militar, o ex-secretário tem regime especial para filiação e não precisa ser filiado em partido para ser candidato no momento. “Eu nunca fui desonesta em minha vida. Minha índole é de berço. Não sou e não serei desonesta e essa é minha maior índole”, disse, sob protestos, a parlamentar.
Ela chegou a lembrar o “escândalo dos consignados” e criticou a permanência do Chefe da Casa Civil, Arialdo Pinho, na administração atual. Os casos de compra de helicópteros sem licitação, “caso dos banheiros” e os gastos de R$ 44 milhões para construção de anexo II do Palácio da Abolição, assim como a viagem da sogra do governador Cid Gomes e a previdência complementar foram tratados pela pessebista como “desonestidade”.

13:59 · 21.03.2013 / atualizado às 13:59 · 21.03.2013 por

fhc

O deputado Fernando Hugo (PSDB), em pronunciamento na manhã desta quinta-feira na Assembleia Legislativa, questionou a ida da presidente Dilma Rousseff ao Vaticano, onde, segundo ele, fez muitos gastos desnecessários.  O parlamentar ainda ironizou, dizendo que Dilma levou também o papagaio e cachorro para receberem as bênçãos do papa Francisco.

Críticas à vinda da presidente para o Ceará não faltaram entre o tucano e seu companheiro de bancada, João Jaime, principalmente no que diz respeito ao início das obras de instalação da refinaria Premium II no Estado. Em determinado momento de seu discurso, Fernando Hugo chamou os petistas da Casa para o debate e brincou. “Os petistas aqui nesta Casa estão escassos. Eles são mais Ferreira Gomes do que o Ivo e o Ciro”, disse ele, se referindo a Rachel Marques e Dedé Teixeira.