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Categoria: Governo do Ceará


12:25 · 17.01.2016 / atualizado às 12:25 · 17.01.2016 por

A coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, de ontem, registrou a disputa pela presidência nacional do PMDB, em março próximo, destacando o interesse dos senadores em tirar o comando do partido das mãos do vice-presidente da República, Michel Temer. Essa indisposição a nota não explicita, mas ela se ampliou depois dos desentendimentos públicos entre o vice-presidente e o senador Renan Calheiros, presidente do Senado e do Congresso Nacional.

Antes, porém, o projeto de senadores em disputar governos estaduais, como no caso do Ceará com o senador Eunício Oliveira, já incluía a presidência nacional do PMDB como uma das posições de negociação para a eleição do novo presidente do Senado, e, consequentemente, muito prestígio para quem sair candidato a governador do seu Estado.

O senador Eunício Oliveira quer ser presidente do Senado, substituindo Renan Calheiros, para mais fortalecido estar na disputa de governador em 2018. Para ele, o ideal é que o senador Romero Jucá seja eleito presidente nacional do PMDB. Jucá é um forte candidato à sucessão de Renan. Ficando no lugar de Temer o caminho para a presidência do Senado estaria livre para Eunício.

Leia o registro feito pela coluna Painel da Folha de S.Paulo:

 Cem graus Celsius A cúpula do PMDB do Senado aceita apoiar a reeleição de Michel Temer à presidência do partido desde que ele renuncie ao comando nacional da sigla logo depois da votação, marcada para março. Temer, porém, propõe acerto diferente: ser reconduzido e se licenciar depois, abrindo espaço para que o vice, um senador, assuma o cargo apenas interinamente. O conflito entre os dois lados amplia o racha na legenda, tornando a atmosfera do impeachment mais e mais rarefeita.

Nem pensar “Esse acordo não passa sem nosso aval. Só se ele abdicar e der a presidência ao Romerinho em caráter definitivo”, desafia um cacique, referindo-se à proposta aventada por Temer de ter o senador Romero Jucá (RR) como presidente provisório.

Nem morto Mas o vice-presidente da República refuta a ideia de renúncia. “Que montem uma chapa e disputem voto a voto”, afirma um interlocutor.