Edison Silva

Categoria: Grande mobilização


09:11 · 29.11.2017 / atualizado às 09:11 · 29.11.2017 por

Por Letícia Lima

O deputado Manoel Santana (PT) voltou a criticar ontem, na tribuna da Assembleia Legislativa, a proposta de reforma da previdência do Governo Federal que, inicialmente, prejudicará os servidores públicos e, depois que for aprovada no Congresso Nacional, atingirá as demais categorias. O petista considera essa uma estratégia para “fortalecer o comércio paralelo da previdência privada”. Santana defendeu que o único caminho para barrar medidas como essa que, na sua visão, retiram direitos dos trabalhadores, é a mobilização popular e conclamou a todos para participarem de uma greve geral marcada para o próximo dia 5 de dezembro.

Durante discurso, Manoel Santana disse que a nova versão da reforma da previdência, que vem sendo costurada pelo presidente Michel Temer (PMDB) e seus aliados, mantendo regras mais rígidas para aposentadorias de servidores públicos em comparação com os trabalhadores da iniciativa privada, visa jogar uma categoria contra a outra e promover mudanças que, na verdade, vão implicar no fim da aposentadoria de milhões de servidores públicos.

“Primeiro eles querem atacar os servidores públicos, estão gastando quase R$ 100 milhões com publicidades mentirosas. Isso vai gerar uma reação em cadeia, porque vai atingir os servidores públicos federais, os servidores dos estados, porque eles estão obrigando os governadores a fazerem a mesma coisa e também, como se não bastasse, estão obrigando os prefeitos a fazerem a mesma coisa. Só pra você ter uma ideia, o servidor público quando ele tiver que se aposentar por tempo e por idade, ele vai se aposentar com uma média de 70% do salário. Na verdade, eles querem acabar com o regime próprio da previdência e querem fortalecer o grande comércio paralelo da previdência privada”.

Manoel Santana destacou, ainda, o teto de gastos públicos implementado pelo Governo Federal, no ano passado, que, na visão dele, é outra medida que visa reduzir o papel do Estado. “Primeiro o Estado congela os gastos com serviços de saúde, educação e de assistência social, a repercussão disso vai ser muito mais grave no próximo ano. O que eu acho interessante é que muita gente chega aqui pra falar em crise na saúde e vem querer responsabilizar o Governo do Estado, mas essa crise tem nome e endereço: Michel Temer e o Palácio do Planalto”.

O deputado do PT disse que o único caminho para barrar essas mudanças é através da luta e convocou os trabalhadores para uma “grande mobilização” no próximo ia 5 de dezembro, “contra a tentativa de destruir a previdência social e o regime próprio dos servidores públicos”.

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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