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Categoria: Homofobia


10:19 · 19.05.2018 / atualizado às 10:19 · 19.05.2018 por

Por Renato Sousa

O Dia Mundial de Combate à Homofobia, na última quinta-feira, foi pauta de discursos dos vereadores da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) na manhã de ontem, 17. Eles aproveitaram a data para lembrar a importância do combate ao preconceito e a necessidade de políticas públicas voltadas para essa área. Luis Gadelha (PPS) foi o primeiro a tratar do assunto na tribuna da Casa. De acordo com ele, as minorias sexuais tiveram avanços nos últimos anos, tanto em nível nacional quanto local, mas eles ainda não foram o suficiente. “Reconhecer a existência de atos homofóbicos em nosso Estado é uma atitude de coragem e de reconhecimento de uma necessidade urgente: a implantação de mecanismos que possam diminuir tais atos de homofobia no Ceará e no Brasil”, declara. O parlamentar defende que a pauta do combate à discriminação não se transforme em uma questão religiosa. Ele declara que, em qualquer credo, há fundamentalistas e quem creia nos Direitos Humanos e defenda-os.

Eron Moreira (PP) também tratou do assunto. Segundo ele, o Dia de Combate à Homofobia é, essencialmente, “uma data humanitária”. O parlamentar deu destaque para a comunidade transsexual. Ele destaca que o grupo, assim como outras minorias sexuais, costuma ser alvo de violência e discriminação no seio da própria família.

Moreira defendeu que o município passe a contar com uma célula voltada especificamente para a saúde de travestis e transsexuais. De acordo com ele, a medida não seria inédita: já haveria um equipamento desse tipo ligado à Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp). “Espero que o prefeito (Roberto Cláudio, do PDT), como médico, tenha esse entendimento”, declara. A Casa já aprovou um projeto de indicação do pepista tratando do tema. Entretanto, projetos de indicação não precisam ser executados pelo Paço Municipal, mesmo com a subscrição da Casa, servindo primordialmente como uma sugestão.

Evaldo Lima (PCdoB), por sua vez, apontou que central na questão do combate à discriminação é, sobretudo, “o respeito a todos os homens, mulheres e a diversidade humana”. Ele citou trecho de canção do músico Lulu Santos, que aponta ser justa toda a forma de amor. O comunista também lembrou que ontem foi o Dia Nacional de Luta Antimanicomial. “É uma pauta de todos aqueles que lutam pela saúde mental e pela afirmação da dignidade humana”, declara o parlamentar, afirmando que se trata de uma causa com muito adeptos.