Edison Silva

Categoria: Ideologia


09:31 · 13.09.2018 / atualizado às 09:32 · 13.09.2018 por

Por Renato Sousa

O vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), Jorge Pinheiro (DC), foi à tribuna da Casa na manhã de ontem, 12, para defender que a população exija dos candidatos e partidos, durante a eleição deste ano, um posicionamento claro sobre o que pensam em relação à legalização do aborto e à chamada “ideologia de gênero”, associada à ideia de que os gêneros masculinos e femininos são apenas construções sociais. “Se ele não for declaradamente contra o aborto, ou se o partido dele também for favorável à aborto e à ideologia de gênero nas escolas, não vote”, pede o parlamentar. De acordo com o vereador, esse filtro deve ser aplicado aos candidatos de todos os cargos. A legislação que rege a interrupção voluntária da gravidez é federal, mas o legislador municipal destaca que a ideologia de gênero pode ser incluída nos planos de educação, que existem nos três níveis de governo. Ele afirmou que irá voltar todos os dias à tribuna para defender essas bandeiras e que deve apresentar candidatos e partidos que devem ser evitados.

A fala foi feita durante um convite aos parlamentares para uma sessão solene que será realizada hoje, 13, na Casa, em comemoração aos dez anos da realização da Marcha pela Vida e Contra o Aborto em Fortaleza. “Precisamos defender a vida”, declara. Segundo ele, a sessão deve homenagear nomes que têm atuado na cidade em defesa da pauta, citando como exemplo de pessoas que assim se enquadram o candidato a senador Eduardo Girão (Pros) e os vereadores Ésio Feitosa (PPL), Eron Moreira (PP), Didi Mangueira (PDT), Márcio Martins (PR), Bá (PTC), Adail Jr. (PDT), Portinho (PRTB), Benigno Jr. (PSD) e Priscila Costa (PRTB), presidente da Frente em Parlamentar em Defesa da Vida. “Formamos uma grande muralha em defesa da vida, contra a ideologia de gênero e contra a propagação da ideologia de gênero”, declara sobre os parlamentar.

De acordo com Pinheiro, a intenção da marcha é informar à população sobre a situação da pauta pró-vida no País. O principal alvo de críticas este ano será a Ação por Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, impetrada pelo PSOL junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que seja considerada como incompatível com a Constituição a criminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. Pinheiro declara que, desde a concepção, o embrião já é uma vida que precisa ser protegida. “Ele ainda não é tudo o que pode ser, assim como nós. Todos os dias estamos mudando e desenvolvendo o nosso potencial, amadurecendo”, explica o vereador.

12:46 · 16.05.2018 / atualizado às 12:46 · 16.05.2018 por

Durante o seu discurso, hoje, na Assembleia Legislativa, o deputado Ely Aguiar (PSDC) questionou, após fala de sua colega Rachel Marques (PT), sobre a preocupação com o número de mulheres assassinadas no Ceará.

“Se fala na mortalidade infantil, porque atingiu o Governo Temer, é fácil falar, porque é o Temer, mas não fala das 200 mulheres assassinadas no Estado, no governo do PT no Ceará. Cade a solidariedade à estilista Nayara, que foi assassinada? Ninguém fala, gente, é uma omissão, é uma subserviência sem precedente”, criticou.

Ely reclamou também da oposição que ele considera “fraca”. “Por que a revoada da oposição para os braços do Governo do Estado? É simples, é falta de ideologia política, não existe, o que existe é ideologia de interesse”.

10:51 · 25.10.2017 / atualizado às 10:51 · 25.10.2017 por

A polêmica “ideologia de gênero” voltou a ser discutida hoje no Plenário 13 de Maio, da Assembleia Legislativa. Quem puxou o debate foi o deputado Ely Aguiar (PSDC), que disse em seu pronunciamento que o ensino de sexualidade e gênero, aprovado em alguns planos estaduais e municipais de educação pelo País, é uma “forma de destruir a família” e de implantar o Comunismo.

“Essa ideologia de gênero nega a existência do sexo ao nascimento, que a sexualidade é uma construção social e cientificamente, não é, é uma construção divina, foi Deus quem fez assim. Foi Deus quem fez o homem, ele sentiu-se uma criatura só e pediu uma pessoa para lhe fazer companhia e Deus deu uma pessoa do sexo oposto e as pessoas são o que elas querem ser. Agora, não se pode fazer isso, empurrando de goela abaixo”.

09:34 · 26.03.2013 / atualizado às 09:34 · 26.03.2013 por

Por Miguel Martins

No Brasil, atualmente, 30 partidos políticos estão em atividade, no entanto, a maioria deles têm sua ideologia questionada, por, muitas das vezes, não defenderem uma bandeira de ideias permanentes, e sim, se aproveitarem de determinadas situações para permanecerem no poder. Cientistas políticos entrevistados pelo Diário do Nordeste acreditam ser necessária uma mudança de consciência da população, além de uma Reforma Política séria para impedir determinadas práticas de algumas agremiações, que não condizem com a o fazer político no País.
Para a professora de Filosofia Política da Universidade Federal do Ceará (UFC), Mirtes Amorim, os partidos só existem se tiverem corpo de ideias que se transformam em programa de trabalho para que se justifique sua criação. Ou seja, um grupo de pessoas que partilha de um conjunto de ideais, que tem uma visão de sociedade e que propõe modificações ou permanência de regras e leis que regem tal sociedade. “Um partido, portanto, em seu começo e início deve ter um conjunto de ideias que seriam a ideologia a aquele conjunto de ideias que faz com que ele se chame, por exemplo, Partido dos Trabalhadores”, afirma.
Segundo ela, o PT, até bem pouco tempo era uma das raras representações partidárias que tinha um corpo de partido com vida e exercício, com uma carta de princípios que definia sua intervenção na sociedade, além de uma linha política de ação. Segundo defende, a legenda foi criada com um ideário de enfrentar problemas das desigualdades sociais e que por isso, se auto intitulava de socialista, porque tinha uma ideia de diminuição da pobreza no Brasil.
A agremiação se firmou, cresceu e conseguiu eleger um presidente da República e agora permanece no Poder com a presidente Dilma. No entanto, ao longo de seus mandatos, no comando do País, de estados, municípios e parlamento, o que houve foi a perda dessas forças ideológicas do PT, à medida que os desvios de comportamento acabaram invadindo as ideologias partidárias e maculando sua história. Ele não perdeu de todo a sua ideologia, mas o caso do Mensalão, por exemplo, maculou essa história”, diz Amorim.
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB), assim como o Partido Verde (PV), são outros exemplos, que após participação no Poder Executivo perderam um pouco de suas identidades e passaram a defender ideias antes repudiadas por eles. No entanto, garante Mirtes Amorim, que ao lado do PT, essas são as poucas siglas que ainda guardam um pouco de suas ideologias. “Os outros partidos são muitos débeis no ponto de vista de força ideológica, inclusive, o PSDB que em minha opinião foi um partido de ocasião”, afirmou.
<CF62>Formação
</CF>Muitos partidos já estão procurando se organizar, na tentativa de participar das eleições de 2014, quando serão eleitos presidente, vice-presidente, governador, vice-governador, deputado federal e estadual e senador. No Ceará, por exemplo, 11 legendas estão em formação, como Partido da Transformação Social (PTS), Partido Federalista (PF), Partido Humanista do Brasil (PHB), Partido Social (PS), Partido da Justiça Social (PJS), Partido da Mulher Brasileira (PMB), Partido Liberal Cristão (PLC), Partido da Mobilização Popular (PMB) e Partido Progressista Cristão (PPC), Partido Cristão (PC) e o Partido Republicano da Ordem Social (PROS).
Para a professora, todos os novos partidos que estão se articulando para começar suas atividades políticas no País são legendas de ocasião, sem nenhum tipo de ideologia ou qualquer compromisso com causas partidárias. Segundo disse, o que falta para que a proliferação de agremiações não macule o fazer político no País é a conscientização política da população, para que as pessoas tenham um conjunto de informações articuladas, com princípio na ação social.
“O grande peso é a educação. O caminho deve ser o do esclarecimento da população política, tendo que direcionar para a educação, para poderem ter uma elevação do seu nível de consciência política, e não fazer a ligação imediata da política com a corrupção. Há um individualismo muito grande que faz com que as pessoas veem a política como tudo o que não presta. Negam a política como exercício fundamental da cidadania”, apontou.
<CF62>Alianças
</CF>De acordo com o cientista político Francisco Moreira, professor da Universidade de Fortaleza, 99% de todos os partidos políticos do Brasil não tem qualquer ideologia partidária. Segundo ele, o que ocorre, na verdade é que no Brasil ps partidos que se caracterizam com determinados objetivos, apresentam manifestos, em torno de interesses específicos, e com isso, no País, os partidos acabam não existindo.
Segundo ele, o PT, apesar de todos os problemas existentes, é o único que ainda carrega essa marca em sua estruturação, pois nasce do movimento popular, de trabalhadores, enquanto os demais não possuem essa característica. “Quando se fala de Partido Liberal ou Democratas, o que eles têm menos ver é o que defendem. O PSDB tinha características de social, originalmente, mas foi descaracterizado ao longo do tempo. A maioria é de partidos eleitoreiros, que se organizam apenas para fazer eleições e não defendem qualquer ideologia”, aponta.
Para o professor, o sistema político não tem colaborado para mudar essa realidade, pois os partidos para chegarem ao poder, conforme disse, têm que fazer alianças programáticas o que leva à prática da corrupção. “É nesse sentido que se deve fazer uma reforma política profunda, pois qualquer partido irá se corromper porque do contrário ele não governa. Tem partido que não tem interesse de chegar à presidência da República, porque ele faz esse jogo muito bem. Ele é profissional nesse jogo. Se acontecer alguma coisa com o Governo ele está isento, tira só proveito dessa situação”, aponta Moreira, afirmando ser difícil uma Reforma Política séria no Brasil.
Para ele, a mudança deve acontecer no sentido de fortalecer as legendas, pois muitos políticos encontram brechas para poderem realizar ações que desrespeitem tais agremiações. “A história de você largar os partidos e ir para o outro e não perder o mandato, isso é um absurdo. Deixaram brechas justamente para que eles pudessem fazer essa migração. A migração partidária é um mal par ao sistema político brasileiro”, afirmou o teórico, salientando ainda ser contrário a criação de novos partidos.

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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