Edison Silva

Categoria: IJF


18:32 · 05.09.2018 / atualizado às 19:13 · 05.09.2018 por

Por Renato Sousa

Foi aprovada na manhã de hoje, 5, pela Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), a criação de 582 vagas para médicos no Instituto Dr. José Frota (IJF), entre médicos, assistentes sociais, farmacêuticos bioquímicos e hospitalares, fisioterapeutas, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e técnicos das áreas de enfermagem, radiologia e análises clínicas. A intenção é que os novos profissionais trabalhem no anexo do hospital, o IJF 2 – que deve começar a funcionar, ao menos parcialmente, este ano –, além da reposição de profissionais que se aposentaram. “Para que o funcionamento da expansão tenha efetividade, faz-se imperioso o aumento e reposição dos profissionais para dar a devida assistência à referida área, (sendo o efetivo) atualmente insuficiente para atender a elevada demanda na prestação das ações pelo IJF”, escreve o prefeito Roberto Cláudio (PDT) na apresentação da matéria.

O texto foi aprovado sem emendas e com o voto favorável de todos os parlamentares presentes. Ele, entretanto, recebeu críticas da oposição por não ter contemplado certas categorias. “Não posso deixar de registrar o nosso lamento por essa matéria não ter contemplado os psicólogos”, disse Guilherme Sampaio (PT). Segundo ele, havia uma demanda do Conselho Regional de Psicologia para a inclusão de profissionais, o que o levou a apresentar emenda, que foi rejeitada, criando dez cargos para a categoria. “Sabemos que os grandes hospitais precisam dispor, necessariamente, desses profissionais. Lamentavelmente, perdemos a oportunidade de criar esses cargos”, declara.

Pedro Matos (PSDB), por sua vez, lamentou a ausência de mais vagas para terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas. Assim como Sampaio, ele teve uma emenda sua, feita em conjunto com Julierme Sena (Pros), rejeitada pela Comissão Conjunta de Legislação e Orçamento. Segundo o tucano, o IJF precisa de pelo menos 96 fisioterapeutas e 42 terapeutas ocupacionais. Entretanto, só serão criadas vagas para 35 de uma categoria e duas para a outra, respectivamente. “A legislação determina que é necessário pelo menos um fisioterapeuta a cada dez leitos”, declara.

O líder do prefeito Roberto Cláudio na Casa, Ésio Feitosa (PPL), saiu em defesa da administração. Ele lembra que a Prefeitura lançou este ano concurso para a área da saúde mental, criando 133 cargos para médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e enfermeiros. “Não procede a informação de que haveria um descaso do prefeito com esses profissionais. Pelo contrário. Eles foram devidamente prestigiados”, diz.

A matéria aprovada ontem deve ser votada hoje em redação final, quando os parlamentares analisam se o texto que seguirá para sanção do prefeito é o mesmo que foi aprovado em plenário. Além dele, outras três mensagens devem passar pelo mesmo processo: uma que autoriza empréstimo junto ao Banco do Brasil para o financiamento de obras do corredor de ônibus Messejana-Centro, o ajuste na terminologia de uma lei deste ano que cria cargos na área de saúde – as especialidades médicas são retiradas dos cargos criados, que passam a ser genericamente denominados médicos, como consta no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da área – e o ajuste no percentual de aumento de professores e assistentes de educação infantil do município em 3,75% – e não 3,72% como havia sido previamente aprovado – além dos 2,95% que já foram pagos a todos os servidores, como forma de assegurar o cumprimento da Lei do Piso Nacional do Magistério.

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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