Edison Silva

Categoria: Incitação


11:06 · 20.04.2018 / atualizado às 11:06 · 20.04.2018 por

Por Letícia Lima

O deputado Fernando Hugo (PP) foi ontem à tribuna da Assembleia Legislativa criticar entrevista concedida pela presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, à TV árabe, nesta semana, em que afirma que o ex-presidente Lula (PT) é um preso político. No vídeo, ela convida, ainda, “todos e todas” a se juntarem à campanha pela libertação do petista. Para o parlamentar, a fala da senadora foi uma “incitação internacional” para o “quebra-quebra” no País, ferindo a Lei de Segurança Nacional.

O parlamentar chamou a atenção para o fato que o Brasil vive o “mais importante momento da história política-administrativa da chegada de Pedro Álvares Cabral pra cá”, com a deflagração da Operação Lava-Jato. Para ele, o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) desta semana, que tornou réu o senador Aécio Neves pelos crimes de corrupção e obstrução da Justiça representa um “passo adiante” para se acabar com a improbidade da “vida administrativa do Brasil tanto dos municípios, estados e do Governo Federal”.

“O que implantou-se, criminosamente, no Brasil tem hoje emblematizada na ação forte e montada da Justiça da Operação Lava-Jato, que terá, sem dúvida alguma, capítulos em qualquer livro se história do Brasil, porque esta é a ação mais nacionalista que se teve até hoje em dia e ela tem figuras exponenciais no Ministério Público e figuras diferenciadas na Justiça”, avaliou.

Para Fernando Hugo, no entanto, pronunciamentos como o da senadora, Gleisi Hoffmann, pedindo apoio a uma rede de TV árabe pela libertação do ex-presidente Lula – condenado a 12 anos e 1 mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro -, vai na contramão desse momento “histórico” de fortalecimento das instituições.

“É o símbolo vivo do anarquismo reinante. Isso num país, medianamente, sério era motivo suficiente para que as orquestrações da Justiça, o Ministério Público e outras instituições chamassem, pelo menos, a atenção da senadora. Fazer anarquia, ocupação de campo, quebra-quebra, isso é uma bandalheira que nós já aprendemos a conviver. E não há nenhuma quizila pessoal minha que sempre tive contra o partido. Dizer que precisa do mundo árabe para vir dar as mãos e Lula livre (é) uma incitação internacional, como se isso aqui fosse uma bodega, onde chega e se manda. isso fere a Lei de Segurança Nacional”, criticou.

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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