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Categoria: Incompetência


08:59 · 11.07.2016 / atualizado às 08:59 · 11.07.2016 por

Por Antônio Cardoso

Em discurso na Assembleia Legislativa, o deputado Ferreira Aragão (PDT) afirmou que os problemas do Brasil poderiam ser reduzidos a duas palavras: incompetência e corrupção. Ele afirmou que antes o Brasil caminhava muito bem, e criticou que, para combater a corrupção, se divulgue fatos “lamentáveis” fora do país, levando ao exterior aquilo o que há de ruim. “Essa onda de difamação contra o Brasil prejudica o país e espanta o capital internacional”, avaliou.
Ferreira disse que há quatro anos falava na Assembleia que o crescimento do Brasil incomodava. “Quando se descobriu o pré-sal, eu disse que iriam querer enfraquecer a Petrobras para vendê-la. Assim como houve o movimento em 1995, que tentou dar a empresa, mas a população se levantou e não deixou. Temer fala agora em dar os Correios e o que ele puder fazer para vender o patrimônio nacional, vai fazer. Essa turma do entreguismo gosta de entregar as empresas que são nossas. Só nos restou o Banco do Brasil, a Caixa Econômica que já é de economia mista, a Petrobras e Correios, e não vão sossegar enquanto não derem eles também”, apontou.
O parlamentar também criticou o uso da delação premiada como instrumento para combater a corrupção. “É a maior mentira que existe. Onde está (Nestor) Cerveró agora? Está em Itaipava, no Rio de Janeiro, tomando vinho no frio da serra. Está lá, pois teve o privilégio da justiça porque entregou todo mundo. Mas não entregou tudo o que roubou, só um terço e guardou o resto para viver. É esse o prêmio que damos a ladrão aqui”, opôs-se. “Sérgio Machado entregou algumas pessoas e agora vive na sua mansão, protegido por seguranças”, reclamou, defendendo que o correto seria que todos fossem para a cadeia. “Tanto faz ser delator ou acusado”. Mas falando com advogado, pregou que a prisão somente aconteça diante de provas. “Se ficar comprovado, que vá para cadeia”.
Outro fator que leva o Brasil à crise moral, de acordo com o parlamentar, seria o grande número de obras paradas. Ele afirmou que chegam a 8 mil. “Em todo lugar do mundo tem o dia e o valor para terminar a obra, não existe aditivo, que favorece o desvio. Aqui começa uma o serviço sem saber quando será entregue. A empresa fica só pedindo aditivo e a obra parada”.
Para o pedetista, o problema ocorre pela ausência de deputados federais compromissados em criar leis que assegure a fixação do orçamento e prazo de entrega, que deve ser cumprido. “São oito mil obras paradas feitas por empresas envolvidas em casos de desvio. Fazem falta os homens do passado que, como presidentes tinham pulso e resolveriam isso”. Em aparte a deputada Aderlânia Noronha discordou e afirmou que as paralisações seriam responsabilidade dos governos.