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Categoria: Inerte


09:33 · 12.08.2017 / atualizado às 09:41 · 12.08.2017 por

Por Miguel Martins

 

Deputado Cabo Sabino reclama da falta de mobilização das oposições ao governador Camilo, que, segundo ele é franco favorito para se reeleger FOTO: Fabiane de Paula

Líder da bancada cearense na Câmara Federal, o deputado Cabo Sabino, do Partido da República (PR), reclama da falta de interação entre membros da oposição no Estado, e diz que a bancada está indecisa quanto a escolha de um nome que faça frente ao governador Camilo Santana, candidato natural à reeleição em 2018. O republicano disse ainda que tem um bom relacionamento com o chefe do Poder Executivo, mas não estaria no mesmo palanque que ele visto a relação do petista com os irmãos Ciro e Cid Gomes.
A reclamação de Cabo Sabino não é novidade entre e os membros da bancada oposicionista que têm reclamado a falta de um movimento por parte de suas lideranças, como já disseram ao <CF61>Diário do Nordeste</CF>, por exemplo, os deputados Genecias Noronha (SD) e Domingos Neto (PSD). Neto, por exemplo, afirmou que os embates em Brasília têm tomado muito do tempo dos opositores ao Governo Camilo Santana, uma vez que os líderes partidários têm envolvimento direto com o Congresso Nacional.
Eunício Oliveira (PMDB) é presidente do Senado Federal, enquanto que Tasso Jereissati esteve à frente do PSDB nacional. Por conta das discussões quanto às reformas e ao processo contra o presidente Michel Temer, Noronha e Neto, por exemplo, tiveram que se dedicar ainda mais aos trabalhos no Congresso.
Deputados estaduais da bancada de oposição na Assembleia Legislativa são outros que vez por outro reclamam da falta de entrosamento entre membros e lideranças. A última vez que os oposicionistas ao Governo Camilo Santana se reuniram oficialmente foi no início do ano, e não tem previsão de um novo encontro.
“A oposição adormeceu no que diz respeito ao lançamento de um nome para o Governo do Estado em 2018, enquanto a situação já tem um candidato natural à reeleição. Esse Governo está no poder e durante todos esses quatro anos tem trabalhado, e se o pleito fosse hoje, ele seria eleito no primeiro turno”, afirmou o deputado Cabo Sabino. Segundo informou, a indefinição da oposição vai atrapalhar quaisquer planos que tenham futuramente, uma vez que nenhum diálogo foi realizado no pensando na sucessão de 2018.
Apontando Tasso Jereissati como principal nome da oposição ao Governo do Estado e Capitão Wagner (PR) ao Senado, Sabino disse que suas declarações não são contra o grupo do qual ainda faz parte, mas um alerta para que haja movimento por parte dele. “Qual o nome que existe hoje? Não existe um nome de candidato onde a oposição discutiu unida. A grande questão é que toquei na ferida, mas na ausência de um ‘cacique’, algum ‘índio’ tem que tomar conta da tribo”, disse.
Para Sabino há nomes com potencial de disputa na oposição, mas é preciso agir e apresentar logo quem será o escolhido. No Ceará, apesar de algumas deserções de membros, a bancada oposicionista é formada por PMDB, SD, PSD, PMB, PR, PSDB e PSDC. Apesar de fazer parte da oposição, o PSOL não se alinhou a essas outras agremiações.
“Espero que dada essa situação a oposição, realmente, se sente, se reúna, traga estratégia e apresente um nome logo. Eu não diria que ela está desarticulada, mas indecisa e nessa questão de indecisão o Camilo ganha tempo e espaço”, frisou.
Segundo disse, o governador está conseguindo agregar para si prefeitos e vereadores, já que a bancada oposicionista continua aguardando. “Deveria ser o contrário, porque deveríamos trabalhar para tentar equilibrar as forças”. Questionado sobre sua relação com o governador Camilo Santana, o deputado federal disse que não visualiza sua participação em palanque ao lado dos irmãos Ciro e Cid Gomes, aliados de primeira ordem do governador.
“Tenho respeito e bom relacionamento com o governador Camilo. Ele seria um excelente quadro para o PODEMOS ou para o PR, se não tivesse essa ligação com os Ferreira Gomes”, ironizou. Cabo Sabino está negociando com o PODEMOS a possibilidade de ingressar na sigla. No entanto, ele assegurou que devido a interesses outros há a possibilidade de ele negociar com outra legenda.
“Eu não quero entrar em conflito. Vou mudar de partido, é fato. Essa conversa não está descartada”, ressaltou. O parlamentar, junto com seus aliados, trabalha com vistas a 2020, quando pretendem lançar um nome à Prefeitura de Fortaleza. Para isso estão em busca de partidos para liderarem no Estado.