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Categoria: Infidelidade


07:42 · 23.03.2018 / atualizado às 07:42 · 23.03.2018 por

Por Renato Sousa

Apesar de não haver janela partidária para vereadores, os parlamentares do PR na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) dizem não temer questionamentos por infidelidade partidária por estarem preparando-se para deixar o partido. Os parlamentares estudam deixar o PR em razão da migração do partido para a base aliada do governador Camilo Santana (PT) desde a ascensão da deputada federal Gorete Pereira à presidência estadual.

Segundo o líder da bancada na Casa, Márcio Martins (PR), “não somos nós que fomos infiéis ao PR, mas o partido que foi infiel a seus filiados”. Ele próprio, entretanto, admite que está consultando o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para saber se poderá trocar de legenda sem maiores riscos.  Martins afirma que a tendência atual é que o grupo liderado pelo deputado estadual Capitão Wagner siga o parlamentar, que se filiou esta semana ao Pros, juntamente com o também deputado estadual Roberto Mesquita. O vereador diz que aguarda apenas a manifestação da corte eleitoral. “Como não sou o candidato, estou em uma situação mais amena”, declara, apesar de destacar seu desconforto com o PR.

Já Soldado Noélio, vereador e pré-candidato a deputado estadual, diz que só deve decidir seu destino ao fim da janela partidária, no dia 7 de abril. Ele, entretanto, afirma que está de saída do PR e que não teme por seu mandato pelos mesmos motivos de Martins. “O PR hoje vai ser base do Camilo. Mas, quando eu entrei no partido, não foi isso que me apresentaram”, diz. De acordo com o parlamentar, no momento, a definição de sua futura sigla depende da composição da coligação oposicionista para as chapas proporcionais.

Além de Noélio e Martins, o primeiro secretário da Casa, Idalmir Feitosa, e o vereador licenciado Julierme Sena já declararam a intenção de deixar o PR. Nenhum dos dois atendeu às ligações da reportagem. A nova presidente do partido, Gorete Pereira, em entrevista, declarou que não havia decidido-se de acionaria os parlamentares na Justiça por infidelidade partidária.

Quem também diz não temer retaliação partidária é o vereador Célio Studart, que trocou o SD pelo PV, assumindo a presidência estadual da sigla. Ele diz que a saída não foi negociada, mas as divergências com a legenda tornaram-se insanáveis. “Prejudicaram minha imagem e o meu mandato”, diz. O parlamentar aponta como exemplo o apoio do partido à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Vaquejada e movimentação do partido para proteger o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB), preso pela Operação Lava-Jato.

O vereador diz que, caso o SD venha a questionar sua desfiliação, ele tem “uma justa causa para a desfiliação”, apontando justamente para os danos a seu mandato que teriam sido causados pela atuação do SD em Brasília. Ele diz que entrou em contato com o Diretório Nacional, mas nunca obteve resposta. Procurado, o presidente estadual do partido, o deputado federal Genecias Noronha, não foi localizado.

09:26 · 06.11.2012 / atualizado às 09:26 · 06.11.2012 por

No desenvolver da campanha, alguns filiados ao PSB ligados à direção municipal do partido, em Fortaleza, foram contidos  pelos coordenadores da campanha do prefeito eleito Roberto Cláudio,  no movimento para abrir um processo de expulsão da deputada Eliane Novaes,  integrante ativa da campanha do candidato petista Elmano de Freitas. Os coordenadores da eleição de Roberto Cláudio temiam a repercussão negativa do movimento e sufocaram os correligionários na luta contra a participação da deputada que, segundo alguns, mesmo não tendo voto para transferir para qualquer candidato, sua participação ao lado de Elmano era entendida como afronta ao PSB.

Terminada a disputa, o movimento volta. O diretório estadual oficialmente já tem conhecimento do movimento para expulsar a deputada Eliane Novaes. O diretório nacional do PSB também já foi informado de tudo que aconteceu no curso da campanha eleitoral, em Fortaleza.  Ninguém se surpreenda  se o processo de expulsar foi aberto. A infidelidade partidária é um dos motivos da perda do mandato.

09:29 · 24.07.2012 / atualizado às 09:29 · 24.07.2012 por

O PSDB do Ceará foi o partido que mais perdeu filiados para o PSD, criado no ano passado. Vários foram os prefeitos, deputados estaduais e o federal Manoel Salviano. O caso do deputado estadual e secretário dos Esportes Gony Arruda que estava sendo tratado pelo partido como questão de honra, também acabou com o Tribunal Regional Eleitoral dando ganho de causa ao parlamentar, na sessão de ontem.

Gony Arruda estava em rota de colisão com o PSDB desde a eleição de 2010, quando ele e o pai, na época prefeito do Município de Granja, decidiram votar em Cid Gomes para governador do Estado, rejeitando o candidato do partido, Marcos Cals, hoje presidente estadual da agremiação e candidato a prefeito de Fortaleza.

A primeira derrota do PSDB em querer cassar os mandatos dos deputados que deixaram o partido e se filiaram ao PSD foi no Tribunal Superior Eleitoral, onde foi dada entrada na ação contra o mandato de deputado federal Manoel Salviano. O entendimento da Justiça Eleitoral é de que deixar o patido para ingressar em uma nova sigla não é infidelidade partidária.