Edison Silva

Categoria: Insatisfação


12:08 · 08.08.2018 / atualizado às 12:08 · 08.08.2018 por

Por Miguel Martins

 

Deputados do PDT e do PT não escondem o descontentamento com a aliança do governador Camilo Santana com o MDB do senador Eunício Oliveira. No plenário da Assembleia, alguns deles não fazem reservas a aliança FOTO: SAULO ROBERTO

Uma das dificuldades que a base governista terá de enfrentar no decorrer da campanha é o convencimento, junto ao eleitorado cearense, e aos próprios correligionários de Camilo Santana, da candidatura do senador Eunício Oliveira (MDB) como aliado do chefe do Poder Executivo Estadual. Petistas e pedetistas, por exemplo, não saíram satisfeitos do processo de construção da chapa majoritária.
O PT teve que abrir mão de sua candidatura ao Senado, enquanto que o PDT teve a tese de duas candidaturas para senador, defendida pelo presidenciável Ciro Gomes, derrotada durante as conversações finais para as composições. O governador Camilo Santana declarou que Eunício Oliveira é o seu candidato, o que pode lhe custar alguns votos, segundo informou o deputado estadual Elmano de Freitas (PT), um dos que defendeu candidatura própria do PT ao Senado.
Elmano foi derrotado na defesa da tese interna de postulação petista, e chegou, inclusive, a conversar com membros do PSOL para lançarem a candidatura do socialista João Alfredo, que em sua avaliação, “unificaria a esquerda no Ceará”. “O eleitor vai saber que ele é o candidato do governador. Mas não é isso que faz o eleitor votar nesse candidato. Acho até que o governador pode perder votos”, disse ao <CF61>Diário do Nordeste </CF>o deputado petista.
“Eu lamento que isso tenha acontecido, ter ao lado alguém que votou pelas reformas”, disse. O petista afirmou ainda que vai discutir com movimentos sociais para apresentar um posicionamento sobre a chapa Camilo/Eunício. “Quando tive certeza de que o PT não teria candidato, busquei o PSOL para indicar o João Alfredo. Eu e outros companheiros poderíamos apoiá-lo, e achamos que ele poderia unificar a esquerda, mas o PSOL, por dificuldades internas, não conseguiu agregar”, disse Elmano.
“Vamos ter que discutir isso, porque não teremos candidatura do PT, mas eu tenho certeza que vou votar em uma candidatura da esquerda”, afirmou o parlamentar. Já a deputada Rachel Marques, também do PT, afirmou que somente o desenrolar da campanha poderá indicar como será o seu posicionamento durante a campanha eleitoral.
Em um evento de campanha, por exemplo, em que esteja o governador Camilo Santana e um candidato a presidente do Partido dos Trabalhadores, ao lado de Eunício Oliveira, era não se esquivaria de estar no mesmo palanque. “Eu vou me ater a decisão do partido e no processo da campanha nós vamos acompanhar como se dará isso. Mas a decisão do nosso partido foi em não compor e não tirou apoio oficial ao Eunício. Essa é a posição do partido”, afirmou a petista.
O pedetista Manoel Duca disse que, em sua opinião, a aliança entre Camilo e Eunício já está sedimentada, principalmente, entre aliados do governador. No entanto, ele disse estar preocupado com a possibilidade de dissidência de alguma ala do PT. Para Jeová Mota (PDT), porém, o problema vai ser o convencimento junto ao eleitorado dessa união, principalmente, pelas pautas defendidas por Eunício Oliveira nos últimos anos, assim como seu histórico como opositor de Camilo Santana desde o pleito de 2014. “O problema vai ser o eleitor discernir essa questão”, disse.
“O voto é livre e o governador Camilo pode declarar voto para o Eunício e para o Cid. Nas eleições cada um vai mostrar o que fez pelo Ceará”, defendeu o deputado Julinho (PPS), que já se posicionou como eleitor de Cid Gomes e Eunício Oliveira para o Senado Federal.
O deputado Sérgio Aguiar (PDT) destacou que PT, PDT e PCdoB, que são siglas mais à esquerda no grupo político de Camilo Santana, não conseguiram aceitar o que foi feito pelo MDB com a ex-presidente Dilma Rousseff, durante o processo de impeachment. “Relevar isso durante o período eleitoral será o desafio para aqueles que tentam convencer os outros. O trabalho de marketing (do candidato Eunício Oliveira) tem que ser intenso para mostrar porque o cidadão deve escolher essa chapa”.
O deputado Leonardo Pinheiro (PP), por sua vez, disse que o trabalho de Eunício Oliveira durante a campanha eleitoral não será tanto em palanques, mas em redes sociais e na TV. “O caminho é mostrar o quanto Eunício ajudou o Estado, assegurando recursos indispensáveis em meio a crise econômica. Temos que admitir e reconhecer que o Eunício foi importante nesse processo”, disse.

09:04 · 07.07.2015 / atualizado às 09:04 · 07.07.2015 por

A coluna “Painel” da Folha de S.Paulo desta terça feira, destaca que o senador cearense Eunício Oliveira, líder do PMDB no Senado, estaria de “mau humor” pelo fato de o Governo da presidente Dilma ter desistido das negociações com os invasores de suas terras no Estado de Goiás.

Uma das fazendas do senador naquele Estado, ainda em 2014, em plena campanha eleitoral que ele disputava o Governo do Estado do Ceará, foi invadida por sem-terra. Depois de algumas negociações eles se retiraram da propriedade, mas neste ano voltaram a ocupa-la e lá estão.

Leia a nota da Coluna Painel:

“Produção Em meio à crise, o governo vê aumentar o mau humor do líder Eunício Oliveira (PMDB-CE): o Ministério do Desenvolvimento Agrário desistiu de negociar com os sem-terra que invadiram sua fazenda em Goiás.”

09:17 · 30.12.2014 / atualizado às 09:18 · 30.12.2014 por

Reservadamente, não foi bem recebida a indicação do novo secretário de Segurança, Delci Carlos Teixeira, um delegado da Polícia Federal que, segundo afirmam, teria sido indicado pelo ministro da Justiça, com quem trabalhava. Alguns aliados de Camilo queriam a permanência do atual secretário, principalmente agora que as estatísticas estão mostrando, embora timidamente, resultados positivos dos trabalhos em desenvolvimento, semelhante a uma prática executada, com êxito, no Estado de Pernambuco.

Esses críticos alegam que Camilo poderia ter esperado um pouco mais para saber se os resultados positivos teriam prosseguimento ou, se necessariamente haveria de mudar o titular da Pasta. Delci, como o atual titular da Segurança, Servilho Paiva, tem um bom currículo, embora o deste não ligado ao exercício da função de secretário de Segurança, situação diferente das outras executadas na própria Polícia Federal.

Ademais, vários outros ilustres titulados já ocuparam a Secretaria de Segurança estadual e não lograram êxito. Até general do Exército, em período recente, esteve no posto e não se houve bem. A Segurança, deve saber o governador, exige mais que título. Reclama, em primeiro lugar, determinação do chefe do Executivo de fazer cumprir a lei que rege a Segurança, em que se inclui impor a disciplina.

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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