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Categoria: Insegurança


09:00 · 18.11.2015 / atualizado às 09:00 · 18.11.2015 por

Por Suzane Saldanha

Os últimos registros de violência em Fortaleza, como a chacina de jovens em Messejana e o assassinato de policiais, e a repercussão da criminalidade nas redes sociais foram temas de pronunciamentos na Câmara Municipal de Fortaleza. Ontem, o vereador Deodato Ramalho (PT) lamentou a “onda de boataria” fomentada por cidadãos na Internet que criam um clima de terror na Capital.
Segundo ele, a população aparentemente bem intencionada tem cometido um grave equívoco espalhando notícias falsas de crimes cometidos na cidade. “Cidadãos entram no grave equívoco de colocar combustível nessa fogueira. Os jornais estão trazendo a advertência da Secretaria de Segurança, isso é algo perigoso”, apontou.
Para Deodato Ramalho, as informações inverídicas também podem ser plantadas por maus policiais para justificar a repressão indevida a população de Fortaleza. O vereador advertiu os cidadãos para que não divulguem informações na Internet sem ter certeza da veracidade do fato. “Isso cria situação de descontrole por parte do aparelho de Segurança Pública do Estado”, apontou.
Ramalho também afirmou que a juventude tem sido mais atingida com a violência da cidade e que é preciso acabar com o discurso que prega a violência de agentes públicos para inibir a criminalidade. Ele relata que é preciso saber se o caso da chacina em Messejana com 11 vítimas foi cometida por agentes públicos.
Ronivaldo Maia (PT) cobrou o governo do Estado comandado pelo petista Camilo Santana responder a sociedade com muito trabalho para que a população possa virar a página. O vereador se solidarizou com a mãe dos policiais assassinados e dos jovens.
Ele destacou ser necessário que se puna os culpados dos crimes e não se naturalize a impunidade. “Interessa a cidade que a gente possa caminhar para frente, o Governo do Estado precisa melhorar esse aparato da segurança pública, não apenas no sentido de pensar a força, não podemos naturalizar a impunidade”, defendeu.
Carlos Dutra (PROS) cobrou dos gestores a implantação de políticas públicas voltadas para a segurança e para a melhoria da qualidade de vida do fortalezense. Ele alertou que os últimos episódios de violência têm colocado medo nos cidadãos. “O uso do álcool e drogas, a falta de emprego, de estrutura familiar, tem feito com que essa violência aumente cada vez mais”, disse.
Segundo o parlamentar, o poder público deve procurar soluções para diminuir a violência e discutir a aplicação dos recursos públicos na saúde, educação, habitação, desenvolvimento urbano, cultura e geração de emprego.
Jovanil Oliveira (PT) cobrou uma investigação imparcial e com celeridade do assassinato dos jovens no último dia 12 e dos últimos casos de mortes de policiais. “Independente de haver histórico criminal, não podemos aceitar que se faça justiça com as próprias mãos. Hoje é um desconhecido e amanhã pode ser um familiar ou um amigo. As investigações devem proceder de forma que o esclarecimento venha e que seja quem for que cometeu os crimes contra os policiais e jovens devem pagar pela força da lei”, ressaltou.
Adelmo Martins (PROS) também apontou preocupação com a violência no Estado. Para ele, uma punição rápida e eficiente deve desestimular os delitos registrados na Capital.