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Categoria: Insultos


11:43 · 17.05.2018 / atualizado às 11:43 · 17.05.2018 por

Os deputados Capitão Wagner (PROS) e Evandro Leitão (PDT) quebraram o silêncio, na manhã de hoje, na Assembleia Legislativa, e ambos pediram desculpas pelos insultos que trocaram na sessão da última terça-feira, motivados por discussões envolvendo a violência no Estado.

Capitão Wagner puxou a “bandeira da paz” ao subir à tribuna, primeiro, e dizer que não tinha a “intenção” de ofender “qualquer parlamentar” e que seu mandato é “pautado para o debate técnico”. Evandro Leitão, logo depois de Wagner, também reconheceu, na tribuna, ter cometido “excessos”, mas que não tem o “perfil” de “agredir” ninguém, independente, de posições ideológicas. “Pedir desculpa não é feio, feio é continuar com o erro”, concluiu.

Na sessão da última terça-feira, o líder do Governo chamou o oposicionista de “frouxo”, após Capitão ter dito que ele não tinha coragem para assinar o pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigação do narcotráfico. Capitão, por sua vez, chamou Evandro de “mocinha”.

O assunto só veio à tona, hoje. Ontem, embora Evandro Leitão estivesse presente na sessão, Capitão Wagner não compareceu, porque, segundo ele, cumpria agenda política no Interior do Estado.

14:24 · 27.08.2015 / atualizado às 14:27 · 27.08.2015 por

Depois da troca de desaforos antes, durante e depois da campanha eleitoral do ano passado, Ciro Gomes e Eunício Oliveira sobem amanhã pela manhã, no mesmo palanque no Município de Lavras da Mangabeira, terra natal de Eunício, juntamente com a presidente Dilma Rousseff, para o ato de autorização da construção de mais um trecho, no  Ceará, da ferrovia Transnordestina.

Ciro participa do evento como presidente da empresa que cuida da obra, ligada à Companhia Siderúrgica Nacional. Eunício é convidado por ser senador e filho do Município de Lavras da Mangabeira. O governador Camilo Santana e outras autoridades, também participarão do evento.

A obra é considerada importante, mas as atenções dos políticos se voltam mesmo é para o encontro dos dois políticos, até perto da eleição de 2014, aliados de alguns anos, depois, ferrenhos adversários que estão sempre trocando insultos.

10:44 · 21.06.2013 / atualizado às 10:44 · 21.06.2013 por

Por Miguel Martins

O deputado Heitor Férrer (PDT) voltou a atacar as prioridades dadas pelo governador Cid Gomes em sua gestão e reclamou, por exemplo, a aplicação de pelo menos R$ 250 milhões no Acquário Ceará em detrimento de obras de construção de açudes. Alguns governistas, no entanto, criticaram a atitude do pedetista, inclusive, salientando que o Governo não pode aplicar os recursos destinados ao equipamento em outras áreas.
Para Férrer o que falta ao Governo é dar à população as condições necessárias para que viva com dignidade. Ele ressaltou que uma senhora, em entrevista à televisão, afirmou que estava na manifestação ocorrida em Fortaleza, porque há oito meses estava na fila de espera para a cirurgia em seu punho. O pedetista ressaltou ainda que a população de Novo Oriente se prontificou a fazer manifestação porque não permite que a água de seu açude vá para Crateús.
“Por que o pessoal do Crateús não tem um açude também? Porque as políticas públicas do governador Cid Gomes não priorizaram os açudes no Estado. Ele acha mais importante a criação de uma casa de peixe do que açude para as pessoas”, disse ele. Segundo o parlamentar, o povo tem que ir mesmo para as ruas, mas sem queimar o Palácio da Abolição ou apedrejar o patrimônio público. “O fato é que o povo está usando a sua voz e batendo o pé nas ruas para dizer ‘basta’ de inversão de prioridades”, reclamou.
O pedetista ressaltou ainda que a transferência hídrica e suprimento de água foi orçado pelo governador Cid Gomes em R$ 384 milhões e que somente R$ 24 milhões foram aplicados, ou seja, menos de 7%. Para acumulação hídrica foi programado R$ 55 milhões e aplicado somente R$ 9 milhões. “Ele programou R$ 712 milhões para a seca e só executou pouco mais de R$ 78 milhões. A casa de peixes, que é o Acquário, houve autorização legislativa para que ele pudesse gastar R$ 250 milhões. Então, o povo tem que ir na rua mesmo e dizer que quer água não para peixe, mas para Crateús”, apontou.
Para Férrer, faltou ao governador a prioridade de se gastar R$ 250 milhões para a população ao invés de “se gastar com casa de peixe. E com peixe importado”. “Esses dados que eu estou dando para a população cearense é que faz com que o povo reaja”. Roberto Mesquita (PV) chamou as casas legislativas de “puxadinho” do Poder Executivo e afirmou que atitudes de gestores como essa também estaria cansando a população, visto que os parlamentares só estão preocupados em fazer aquilo que o gestor manda.
Heitor Férrer disse que o governador Cid Gomes buscou empréstimo interno e externo para o saneamento básico de até R$ 10 milhões e somente aplicou R$ 64 mil. “O que falta é pedir dinheiro para as prioridades e ele fracassou”. O parlamentar salientou que, em todo Estado, apenas três municípios não estão em estado de emergência e que até no entorno do açude Castanhão, os municípios estão desabastecidos porque não há adutoras. “Houve um grande investimento para levar a indústria para o Pecém, o que é muito importante, mas antes disso é preciso levar para quem mora perto dos Crateús”, reclamou.
Em defesa da administração cidista, o líder do Governo, José Sarto (PSB), disse que esteve com o governador acompanhando a movimentação e afirmou que Cid faz questão de receber qualquer demanda desse ou de outros movimentos populares. O pessebista disse ainda que a respeito das manifestações contra a transposição do açude Flor do Campo para Crateús, há questões técnicas envolvidas, como o tempo para se construir uma adutora que levasse a água.
“Para o período de seca, o Governo tem liberado as burocracias, com o objetivo de acelerar o processo de abastecimento de água”. Sarto informou também que secretário do Desenvolvimento Agrário do Ceará (SDA), Nelson Martins, está trabalhando para resolver a demanda.
João Jaime (PSDB) chamou a proposta de construção de cisternas de enxurrada de “picaretagem”, visto que os 50 mil litros de água do equipamento, segundo ele, não irrigariam nada. Ele discorreu ainda sobre licitações e pregões com vitória de empresas que seriam “apadrinhadas” por políticos no Interior do Estado. Já Roberto Mesquita (PV) afirmou que recursos e planejamento para tratar do problema até existem, mas o que tem faltado é gestão.
<CF62>Cafajeste
</CF>O deputado Lula Morais criticou o pronunciamento de Heitor Férrer, afirmando que alguns parlamentares querem, segundo ele, redirecionar recursos de obras como o Acquário para a determinada área, como saúde ou educação. “Todos nós sabemos a origem desses recursos e sabemos que eles não podem ser aplicados em outra coisa. Reverberar isso é apelar para ignorância de quem não sabe como as coisas funcionam”, retrucou Lula, chamando de “demagogo” e “cafajeste” quem assim se posiciona.
Heitor Férrer não gostou das criticas de Lula Morais quando este o chamou de demagogo e rebateu as colocações do governista. “Eu não uso meu espaço político pra enganar ninguém. Acredito no que eu falo e respeito quem acredita no que fala. Defendemos posições porque acreditamos nelas. O que não é correto nem honesto é levar a sociedade informações, que no meu modo de ver, são enganadoras”, disse o pedetista que ainda emendo, “Se dizem que é demagogia da minha parte, vou continuar assim. Esse é meu papel e não me arredo”.