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Categoria: Inteligência


14:18 · 22.08.2018 / atualizado às 14:18 · 22.08.2018 por

O deputado Fernando Hugo (PP) repercutiu, na manhã de hoje, na Assembleia Legislativa, ofício do procurador Regional-Eleitoral, Anastácio Tahim, se posicionando favorável ao uso de forças federais no Ceará durante o pleito deste ano. A informação foi veiculada na edição do Diário do Nordeste desta quarta-feira.

O parlamentar relatou, na tribuna, a suposta influência de facções criminosas junto às comunidades, nestas eleições. Para ele, no entanto, mais do que o uso da força policial, é necessário mais investimento em inteligência. “O que se pede agora são as forças de expertise inteligenciais para que se possa ter descobertas de nomes de candidatos que são parceiros de pessoas que estão entrando lenta e continuamente na vida publica institucional do País”, denunciou.

12:20 · 10.05.2018 / atualizado às 12:20 · 10.05.2018 por

A criação da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública, proposta pelo Governo do Estado, e que começou a tramitar na Assembleia Legislativa, na última terça-feira (8), voltou ao centro dos debates, hoje, no Plenário da Casa.

Dessa vez, o deputado Fernando Hugo (PP) iniciou os discursos na tribuna, defendendo o Projeto de Lei do Executivo Estadual que, ele frisa, vem ao encontro da reclamação de opositores por investimentos em inteligência.

“O importante era se criar inteligência e o governador manda uma matéria detalhada, agora não presta? Daí alguns parlamentares saírem, mentirosamente, sacanamente, a fazer salamaleques na imprensa, dizer que é uma matéria pra criação de 15 cargos, isso é de uma insensatez”, criticou.

A fala de Fernando Hugo vem após pronunciamento do deputado Heitor Ferrer (SD), ontem, em que questionou a matéria e os gastos com a criação de 15 novos cargos para compor a Superintendência. Ele sugeriu o aproveitamento de estudiosos das universidades estaduais e colocou em xeque os resultados alcançados pelo programa Ceará Pacífico, criado para reduzir os índices de criminalidade.

14:17 · 14.03.2018 / atualizado às 14:17 · 14.03.2018 por

Ao apartear o discurso de Evandro Leitão, o deputado Danniel Oliveira (PMDB), que até bem pouco tempo fazia críticas ao governo estadual, já deixa clara a sua posição de alinhamento com o governo Camilo Santana, em razão de eventual aliança do senador Eunício Oliveira (PMDB) com ele.

Em tom de crítica à oposição, o peemedebista disse que é preciso parar de “produzir discursos” e destacou os investimentos do Governo Federal no Estado para a Segurança, obtidos a partir de parceria entre Eunício e Camilo. E citou o lançamento do Centro de Inteligência Regional da Polícia Federal no Ceará.

“Isso vai trazer para a Segurança uma estrutura moderna, que reúne num só espaço soluções tecnológicas, além da integração de pessoas de todas as forças. Essa questão vai trazer salas de Inteligência em tempo real”.

09:04 · 21.02.2018 / atualizado às 09:04 · 21.02.2018 por

Por Letícia Lima

Deputados críticos da gestão do governador Camilo Santana (PT) se revezaram, ontem, na tribuna da Assembleia Legislativa, para debater a crise na Segurança Pública no Estado. O envio de uma força-tarefa, composta por agentes da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança, para ajudar a combater o crime organizado no Ceará foi considerada uma medida “paliativa” por alguns oposicionistas. Mais uma vez, o pouco investimento na polícia investigativa do Estado voltou a ser principal queixa apresentada por eles, ontem, no Plenário 13 de Maio.

 

Embora o deputado Ely Aguiar (PSDC) considere que a força-tarefa enviada pelo Governo Federal para o Estado tranquilize, inicialmente, a população, diante do clima de insegurança, o parlamentar acredita que, se tivesse investido mais na Polícia Judiciária cearense, a situação não teria atingido “proporções inaceitáveis”.

 

“O Estado, pela sua fragilidade policial, ele foi escolhido (pelo crime organizado). Nós temos uma Polícia Judiciária que, se tivesse tido condições, se tivesse sido prestigiada, se não estivesse sucateada, se tivesse sido valorizada ao longo desses últimos 12 anos, essa situação não teria acontecido, porque a Polícia Judiciária é como se ela tivesse sido relevada a segundo plano. Chega ao Ceará um grupo de 36 homens e primeiro vai ter que checar informações com a Polícia Judiciária. Não houve valorização dos agentes civis, dos delegados, dos inspetores”, reclamou.

 

O deputado Capitão Wagner (PR) também fez a mesma cobrança durante seu pronunciamento. Ele voltou a alertar para a necessidade de mais investimentos na área da inteligência. “Circula na Polícia Civil cearense uma insatisfação gigantesca, eles estão se sentindo desvalorizados, porque, no ano de 2017, o investimento em inteligência e informação foi zero real. Eu aposto que, se essa estrutura que está sendo dada aos 36 agentes da Força Nacional, fosse disponibilizada para a Polícia Civil cearense, o resultado seria bem maior”, observou.

 

A deputada Fernanda Pessoa (PR) também demonstra preocupação com a classe de policiais militares. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública levados à tribuna por ela, a polícia cearense foi considerada a segunda com mais morte e a 13ª do País que mais mata em intervenções das forças de segurança, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro.

 

“É necessário muito trabalho para colocar nosso País em situação de paz. E, a meu ver, a principal ação vai ser reformular as leis, o trabalho das polícias e reformular também o salário desta categoria de profissionais. Por exemplo, a população brasileira não recebe o auxílio que deveria por parte dos policiais, não por causa do esforço e da dedicação dos profissionais, a gente sabe do trabalho duro que estes profissionais dão. Dessa forma, fica necessário uma maior conscientização dos cidadãos, um maior empenho do Estado em garantir condições viáveis para o bem-estar geral e, também, uma maior cooperação entre os órgãos de segurança pública”, apontou.

 

Fernanda Pessoa considerou, ainda, que a vinda da força-tarefa para o Ceará é “paliativa”. “Se nada for feito, de fato, nada disso terá resultado. O combate à violência deve ter como foco leis mais rígidas; educação básica, e combate às drogas e as armas. A droga virou uma epidemia no Brasil. A nossa legislação é tolerante demais com crimes hediondos, e essa é também uma das causas que aumentam a violência, de acordo com juristas e profissionais do Direito Penal. Há habeas corpus demais, há brechas demais”.