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Categoria: Invisibilidade


09:10 · 28.09.2016 / atualizado às 09:10 · 28.09.2016 por

 

Por Suzane Saldanha

 

Vereador João Alfredo reclama da Legislação eleitoral que, no seu sentir, prejudica os partidos e as candidaturas menores
Vereador João Alfredo reclama da Legislação eleitoral que, no seu sentir, prejudica os partidos e as candidaturas menores

Apontando um processo de deixar invisível os partidos pequenos nesta campanha eleitoral, o vereador João Alfredo, candidato à Prefeitura pelo PSOL, voltou a reclamar da sua ausência nos debates televisionados em razão da legislação eleitoral e creditou a lei um dos motivos da baixa intenção de voto aos candidatos do PSOL pelo Brasil.
Conforme a nova legislação eleitoral, aprovada na reforma eleitoral em 2014, estão aptos a estar nos debates os candidatos filiados a partidos políticos com mais de nove parlamentares na Câmara dos Deputados.
João Alfredo afirmou se vergonhosa a situação de retrocesso registrada no país em todos os aspectos, inclusive na campanha eleitoral com regras violentas contra os partidos pequenos. O parlamentar relatou ser a primeira vez em mais de dez anos no PSOL que observa uma situação deste nível.
“Em 11 anos de resistência pelo PSOL, em seis campanhas que nós participamos, essa foi a primeira vez que isso aconteceu. Há dois anos, Ailton Lopes para governador participava dos debates. Fere o direito dos eleitores de conheceram toda as propostas e a opção é do eleitor, mas ele precisa conhecer o que pensa todas as candidaturas”, defendeu.
João Alfredo avalia ser pior a contra reforma política gestada no Congresso Nacional “golpista”. Segundo ele, a invisibilização das candidaturas dos partidos pequenos, que impede uma disputa em igualdade de todos os postulantes, fez com que Luiza Erundina caísse nas intenções de voto em São Paulo e que Marcelo Freixo enfrente uma dura disputa no Rio de Janeiro.
Nas pesquisas eleitorais, Erundina tem 4% e Freixo tem 9% no Rio de Janeiro, segundo pesquisa Ibope divulgada na última segunda-feira. Em Fortaleza, João Alfredo tem 1% das intenções de voto. “Essa invisibilização nossa já fez que Erundina caísse em São Paulo, com o que o Marcelo Freixo sofra na disputa porque não temos a possibilidade de fazer disputa em igualdade”, disse.
Ele destacou sua apresentação hoje na Câmara Municipal como candidato a prefeito de Fortaleza. João Alfredo fecha o ciclo de debates feitos com cada um dos postulantes à Prefeitura desde o fim agosto. “Esta Câmara adotou o princípio da isonomia, todas as candidaturas tiveram o mesmo tempo. Amanhã (hoje) serei o último, todos se colocaram e o povo é soberano”, analisou.
O parlamentar reclamou do “boicote” feito a sua minha participação nos debates de emissoras de televisão da cidade e destacou ter participado de encontros em universidades da cidade.
“Quero lembrar que a Fa7 promoveu debate e foi Heitor Férrer, Capitão Wagner e eu. Na Fanor foi uma sabatina e estive na Universidade Federal do Ceará, promovido pelo Observatório de Políticas Públicas”, apontou. Ele informou realizar uma transmissão paralela dos debates em sua página no Facebook para comentar as respostas dos candidatos.
João Alfredo também repercutiu a proposta do governo de Michel Temer de retirar do Ensino Médio as disciplinas de Artes e Educação Física. Ele denunciou que os professores da rede municipal da Escola das Artes estão desde o mês de junho sem receber remuneração.
“O problema com artes não é só do Temer, parece que Roberto Cláudio também tem. Desde de julho, os professores de dança na vila das artes estão sem receber o seu salário. Uma escola importante que dá a informação e que esses profissionais vem sendo desrespeitados”, disse.