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Categoria: Juventude


09:35 · 19.04.2018 / atualizado às 09:35 · 19.04.2018 por

Por Renato Sousa

O primeiro secretário da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), Idalmir Feitosa (PR), foi à tribuna da Casa na manhã de ontem, 18, para lamentar os números da violência na Capital. Ele deu destaque especial aos crimes cometidos contra jovens. “Se a juventude é a levedura moral dos povos, onde está a nossa moral?”, questiona. O parlamentar afirma que, desde o começo do ano, o Estado já havia registrado mais de 1,5 mil homicídios. “Isso é uma guerra”, declara. De acordo com ele, mata-se mais no Ceará do que na Síria, que se encontra em guerra civil desde 2011.

O parlamentar fez um apelo para que a Casa constitua uma comissão para pensar em soluções efetivas para o problema. “Nesse momento, entendo que a CMFor deve levantar-se, para em nome da paz e do amor, encontrarmos soluções coletivas deste colegiado”, diz. De acordo com o republicano, uma decisão saída da Casa seria também “da cidade e, portanto, do nosso povo”.

Em aparte, Luis Gadelha (PPS), destacou a demografia dessas vítimas, declarando que são quase todos jovens, pretos e de baixa renda. “A periferia, os pobres, os excluídos são os que mais sofrem”, declara. Para ele, “é uma realidade difícil que o Brasil está vivendo”. O parlamentar declara que há uma mudança de preocupação dos pais, que em décadas anteriores temiam que seus filhos morressem de desnutrição ou por causa de doenças. Agora, o temor são os homicídios. “As mães já estão com medo que seus filhos de 14 anos, 15 anos morram nessa violência urbana que estamos vivendo”, diz.

Márcio Martins (PR) endossou a preocupação do colega, afirmando que o último caso que mobilizou a atenção da sociedade foi o assassinato da estudante universitária Cecília Moura, morta na quinta-feira, 12. “O cearense espera de nós, políticos, soluções práticas. Alguns, pelo menos. Porque outros perderam a esperança”, declara. Ele criticou a fala feita pelo deputado estadual Fernando Hugo (PP) durante o fim de semana, quando declarou que andaria nu se alguém apontasse um governador que havia investido mais na segurança pública do que Camilo Santana (PT), além de rasgar seu diploma de deputado. O parlamentar citou levantamento do jornal O Globo que apontou o Ceará como o 3º menor investimento em segurança por habitante, a frente apenas de Piauí e Maranhão. “Nós, cearenses que não reconhecemos esses investimentos do governador Camilo Santana, estamos esperando ansiosamente”, diz.

Renan Colares (PDT), filho de Hugo, saiu em defesa do pai. O parlamentar declarou que o deputado estadual era “homem de palavra” e cumpriria a promessa caso o vereador apresentasse um governador que tenha investido mais na área. Mas desafiou Martins a, caso estivesse errado, a fazer o mesmo em alguma praça de seu bairro, o Jardim América.

12:23 · 16.02.2018 / atualizado às 12:23 · 16.02.2018 por

Ao tratar sobre o problema da Segurança no Estado, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) chamou a atenção, durante discurso na manhã de hoje no plenário da Assembleia Legislativa, para a evasão escolar e o desemprego entre os jovens cearenses. O parlamentar levou à tribuna os últimos dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE), sobre os “nem nem”, aqueles jovens que nem estudam nem trabalham.

Segundo o parlamentar, o índice dos “nem nem”, entre 15 e 17 anos, no Estado, saiu de 4% para 28%. Na faixa etária de 18 a 21 anos, por sua vez, essa proporção chegou a 41%. Ainda segundo Carlos Felipe, apenas 11% dos jovens entre 15 e 29 anos estão buscando emprego, quando a maior parte está fora do mercado de trabalho e nem procura por emprego.

“Aqui você tem um problema sociológico, cultural, econômico, sério, que, certamente, não é só do Estado, é de todo o Brasil. Mais do que tudo é preciso políticas sociais, acredito que, se a gente fizer uma transição do aluno do Ensino Médio para o primeiro emprego…”, refletiu ao falar sobre as ações do Governo do Estado para combater a criminalidade.

 

10:02 · 14.09.2017 / atualizado às 13:48 · 14.09.2017 por

Deputados voltam a falar hoje (14) sobre o programa das Areninhas, lançado pelo Governo do Estado, esta semana, que propõe a construção de 40 campos de futebol no Interior do Estado.

Fernando Hugo (PP) inicia o primeiro expediente, na Assembleia Legislativa, lembrando que a iniciativa é do prefeito Roberto Cláudio (PDT) e que, em Fortaleza, ela contribuirá para a redução da violência.

“Areninha não é só uma praça de esporte, onde a bola corre e os atletas desfilam suas habilidades futebolísticas. Faz-se dali uma convivência comercial, onde a comunidade local vai negociar e transferir verdadeiramente uma alegria festiva para as comemorações noturnas. É uma ideia que nasceu vitoriosa e que o prefeito Roberto Cláudio pode seguramente dizer que cada bairro de Fortaleza ele terá agido com precisão para diminuir a violência”.

16:07 · 29.07.2017 / atualizado às 16:07 · 29.07.2017 por
Na capital cearense, o evento acontecerá no Vinyle Café, no bairro Benfica  Foto: Reprodução do Facebook

O “Movimento Acredito” que publicou manifesto no fim de março deste ano conclamando pessoas de fora da política tradicional a entrarem na vida pública e registrarem candidaturas, a partir de 2018, será lançado oficialmente na tarde deste sábado (29).

O evento acontecerá simultaneamente em seis capitais brasileiras, incluindo Fortaleza. Além da capital cearense, estão previstos atos de lançamento do “Acredito” nas cidades de Brasília, Curitiba, Recife, Rio Branco e São Paulo, a partir das 14h30. Em Fortaleza, o evento acontecerá no Vinyle Café, no bairro Benfica. O objetivo dos fundadores do movimento, contudo, é expandi-lo para outras regiões do País, principalmente, por meio da divulgação em redes sociais.

Manifesto

No manifesto, divulgado em 28 de março, os idealizadores do “Acredito”, Felipe Oriá, José Frederico Lyra Netto e Tábata Amaral de Pontes, afirmavam que o movimento surge com a intenção de “oxigenar a política brasileira” e é voltado “para reduzir barreiras a quem nunca teve mandato”. No Ceará, o principal articulador é Ítalo Ribeiro Alves, que representou o Estado na Cúpula Mundial da Juventude em 2009.

O texto questionava ainda aos potenciais futuros militantes: “Se nos perguntávamos qual seria a contribuição da nossa geração , agora nos perguntamos: o que estamos esperando?”, instigando à participação política, principalmente dos jovens e tendo em vista, segundo o documento, construir “o Brasil dos próximos 30 anos”.