Edison Silva

Categoria: Mamógrafos


08:27 · 18.04.2018 / atualizado às 08:27 · 18.04.2018 por

Por Letícia Lima

A deputada Fernanda Pessoa (PSDB) levou à tribuna da Assembleia Legislativa, ontem, denúncias de associações cearenses e nacionais de combate ao câncer de mama, sobre a falta de funcionamento de mamógrafos no Estado. A parlamentar ressaltou a importância do diagnóstico precoce, para que o tratamento possa ser iniciado logo e as chances de cura da doença aumentem. Ainda segundo a parlamentar, muitas mulheres têm reclamado da demora na marcação do exame em hospitais públicos de Fortaleza.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, citados por Fernanda Pessoa, durante pronunciamento, o câncer de mama corresponde a 28% dos tumores malignos nas mulheres brasileiras. Ela ressaltou também a recomendação da Organização Mundial de Sáude (OMS), recomenda que 70% das mulheres realizem, periodicamente, o exame de mamografia. No entanto, associações cearenses e nacionais, ligadas à luta pelo enfrentamento do câncer de mama, denunciaram à parlamentar que a “maioria dos mamógrafos” da Capital “podem estar quebrados”.

“Para se ter uma ideia , no Hospital da Mulher, o único mamógrafo digital, talvez do Estado, está quebrado há mais de dois anos. O impasse sobre a substituição da peça quebrada ou a troca por uma máquina nova ainda não foi decidido e pedimos um olhar mais sensível para que providenciem o reparo ou a substituição. Outra coisa é que todos os outros mamógrafos da rede pública em Fortaleza, ainda são analógicos o que dificulta, e muito, o resultado de qualidade dos exames”, relatou.

Fernanda Pessoa disse também que é muito procurada por mulheres, reclamando que “não conseguem  marcar a mamografia ou que a demora é muito grande”, “tem gente que diz esperar por mais de ano a realização do exame preventivo”. Ela lembrou que está em vigor desde 2013 um Projeto de Lei, que garante a pacientes diagnosticados com câncer o tempo máximo de 60 dias para ter o tratamento da doença iniciado pelo SUS.

Por outro lado, Fernanda Pessoa citou que apenas 24% das mulheres, entre 50 e 69 anos, realizaram mamografias no ano passado, no País. “A gente precisa avaliar o que está acontecendo: se as mulheres não estão realizando mamografia por falta de conscientização ou porque não existem mamógrafos suficientes em todo o Brasil, como o caso aqui do Ceará”, pontuou.

O deputado Fernando Hugo (PP) acrescentou, ainda, que um dos grandes problemas da incidência do câncer de mama no Brasil é a carência de recursos do SUS. “Afora, as dificuldades de custeio para manutenção dos mamógrafos, ultra sons especializados e de até procedimentos de biópsia guiada por ultrassonografia”. O parlamentar ponderou que os equipamentos de mamografia ficam quebrados, porque, “muitas vezes, existem dificuldades extra-orçamentárias, pelo fato de que as empresas de manutenção precisam participar de processos licitatórios”. Com isso, empresas que perdem o processo podem acionar a Justiça, enquanto o “paciente está lá a esperar”.

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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