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Categoria: Manifestação


11:26 · 18.12.2016 / atualizado às 11:26 · 18.12.2016 por
O deputado federal cearense José Guimarães (PT) é citado em reportagem da revista 'Veja' como um dos parlamentares que sofreram constrangimento da parte de manifestantes no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília Foto: Kleber A. Gonçalves
O deputado federal cearense José Guimarães (PT) é citado em reportagem da revista Veja como um dos parlamentares a ter sofrido constrangimento da parte de manifestantes, no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília Foto: Kleber A. Gonçalves

O site da revista de circulação nacional ‘Veja’ destacou na sexta-feira (16), o crescente número de manifestações de hostilização a políticos nos saguões dos aeroportos pelo País, notadamente no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília.

Sob o título “Aeroporto: o inferno dos políticos corruptos”, a página do semanário na internet citou casos recentes de atos contra deputados federais, senadores e ministros, incluindo um protesto feito na quinta-feira (15) contra o parlamentar cearense José Guimarães (PT), ex-líder do governo, na Câmara, da presidente cassada Dilma Rousseff.

Confira abaixo a íntegra da matéria, assinada pela jornalista Marcela Mattos:

“Uma distância de menos de 100 metros separa a entrada do Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, do portão de embarque para voos nacionais. O trajeto, ladeado de guichês para a emissão de bilhetes aéreos, pode ser concluído em menos de um minuto – tempo que passaria despercebido para a maioria dos passageiros que por ali circula, mas o caminho mais assustador para os políticos que voltam para casa todas as semanas. É onde o povo – ou simplesmente manifestantes – tem a oportunidade de um encontro cara a cara com algumas notórias personalidades normalmente inatingíveis.

‘Olhem, é o deputado do dinheiro na cueca. Cadê o dinheirinho, deputado?’. Assim foi recebido José Guimarães (PT-CE), o ex-líder do governo Dilma Rousseff, na última quinta-feira, ao dar os primeiros passos no corredor do pânico. E seguem os xingamentos: ‘Safado’! ‘Corrupto!’. Os manifestantes se referiam ao famoso caso em que um assessor do petista foi flagrado com dólares na cueca, em 2005.

Era a segunda investida dos manifestantes. A primeira foi contra o deputado Celso Russomano, do PRB de São Paulo. ‘Ladrão!’ ‘La…’! Alguém avisou que Russomano não estava envolvido na Lava Jato. O publicitário Fernando Souza, 29 anos, explica que eles procuram ‘os peixes grandes da Lava Jato’. ‘Cadê o Waldir Maranhão?’, perguntou outro.

A passagem pelo saguão do aeroporto é inevitável para deputados e senadores. À exceção dos presidentes das Casas, que têm a exclusividade de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) à disposição, todos os demais parlamentares que quiserem viajar custeados pelo poder Legislativo têm de circular entre os demais passageiros. Quem não quiser se arriscar tem de seguir os passos da senadora Gleisi Hoffman ( PT.-PR). Ré por corrupção, ela decidiu mudar de vez para Brasília. Hostilizada em Curitiba, ela trouxe os filhos para a capital e pretende dar um tempo de aeroporto.

Ministros do governo Temer também buscam se preservar. Entre os motivos para solicitar voos da FAB, Henrique Meirelles (Fazenda) e o enrolado Eliseu Padilha (Casa Civil) são recordistas em alegar questões de segurança. Ministro demissionário da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima recorria às mesmas argumentações quando viajava para sua residência, em Salvador.

O clima no aeroporto de Brasília anda tão pesado que a equipe da Polícia Federal que atua no saguão deixou de ser considerada suficiente para conter manifestantes mais radicais. Desde o início do mês, seguranças legislativos foram destacados para proteger os parlamentares — na surdina. De calça jeans, camisetas e sem nenhuma identificação, eles ficam à espreita. No bolso, carregam equipamentos de segurança que vão de sprays de pimenta a pistolas. Em dias mais movimentados – normalmente às terças e quinta-feiras – quatro agentes tomam conta do curto trajeto entre o carro e o embarque. Nos demais dias, o contingente cai à metade.

‘As manifestações estão cada vez mais frequentes. É a intolerância aliada ao efeito manada. Um vaia, dois vaiam, quando se vê estão todos vaiando sem nem saber o que é’, explica o diretor do Departamento de Polícia da Câmara, Paul Deeter. ‘Ninguém está ali para proibir manifestação. A gente só não quer que agridam os deputados ou cheguem a uma distância além do tolerável’, continua. Os policiais têm autorização para acompanhar os congressistas até a porta do avião.

A ação dos manifestantes é sempre seguida por celulares a postos para gravar o ato e lançar nas redes sociais. No início do mês, o deputado Weverton Rocha (PDT-MA), autor da emenda que incluiu o crime de abuso de autoridade no pacote de medidas contra a corrupção, teve um tomate esmagado no ombro por um homem que o acusava de tentar enterrar a Lava Jato. Ele credita a ação a uma tentativa de criminalizar a política. ‘Vou continuar com a minha rotina. Nós não vamos nos acovardar para qualquer tipo de prática que beira o fascismo’, afirmou.

Não só os policiais estão disfarçados no aeroporto. Os próprios parlamentares já optam por andar ‘descaracterizados’: sem os broches específicos dos congressistas, gravata ou até mesmo o paletó. A caminho do embarque, o ex-ministro e deputado Orlando Silva (PCdoB-RJ) transita entre os passageiros de calça jeans, camisa entreaberta e mochila nas costas. O controverso Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) faz questão de trocar de roupa em seu gabinete antes de viajar. Ele garante, porém, que o faz apenas pelo conforto. ‘A minha segurança está aqui’, diz, mostrando a arma que ele, que é policial federal, carrega.

Vencer a maratona no aeroporto é apenas uma primeira etapa. Confinados dentro das aeronaves, políticos se veem em situação ainda mais desconfortável de terem de ouvir os disparates de passageiros sem ter por onde fugir ou a quem recorrer. Um dos episódios recentes se deu no voo entre Brasília e Belo Horizonte. Ao embarcar, o deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG) logo foi abordado. ‘Por favor, nos respeite aqui dentro. Nós estamos enojados de vocês. Evite falar de política, o povo não aguenta mais vocês’, disse um passageiro. ‘Se vierem dar porrada, a gente dá porrada. Quem não tem respeito não merece respeito’, afirmou Quintão à reportagem.”

10:17 · 19.03.2016 / atualizado às 10:17 · 19.03.2016 por

Por Miguel Martins

Senadores e deputados federais entrevistados pelo Diário do Nordeste demonstraram preocupação com a situação política do País, e enquanto alguns defendem o impedimento da presidente Dilma Rousseff, outros acreditam que o processo de impeachment é um golpe contra a democracia.
Ex-ministro do Governo Dilma, o hoje senador pelo PSB de Pernambuco, Fernando Bezerra, é um dos defensores da saída da chefe do Poder Executivo do poder, afirmando que ela perdeu todos os apoios possíveis. Na semana passada, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) assumiu, de vez, oposição ao Governo atual, mas segundo Bezerra desde 2013, quando o então presidente do partido, Eduardo Campos, se colocou como pré-candidato à disputa ao Governo Federal o grêmio já assumia status de oposição.
“Nós decidimos ser oposição lá atrás, não é recente. Colocamos Eduardo Campos, depois apoiamos Marina Silva e no segundo turno Aécio Neves. Optamos por fazer uma oposição independente, no sentido de encontrar para o Brasil uma agenda que pudesse superar a crise social e econômica em que estamos mergulhados”.
Segundo disse, em seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff está cada vez mais isolada, perdendo apoio da opinião pública e de movimentos sociais, estando, atualmente, em um ambiente político muito desfavorável. “Se o processo de impeachment iniciar, tenho a impressão de que se nada de extraordinário acontecer, do ponto de vista da economia e de apoio político no Congresso Nacional, será muito difícil para ela. Nós estamos nos encaminhando para uma decisão amplamente favorável para o impedimento para a presidente Dilma”.
Líder do PMDB no Senado, o senador Eunício Oliveira afirmou que o partido quer assumir o poder e está preparado para assumir a vaga que pode ser deixada pela presidente Dilma Rousseff, caso o impeachment da chefe do Poder Executivo seja aprovado pelo Congresso Nacional. “Se não houver a renúncia ou a morte da presidente, temos um impeachment em andamento e vamos aguardar, com muita serenidade esse desenrolar de prazos legais do impeachment. O PMDB quer assumir o poder, e está preparado para assumir o poder, mas dentro das cláusulas que compõem o regime democrático”.
Ao Diário do Nordeste, o parlamentar afirmou que o processo de impedimento é legítimo, mas ressaltou que o PMDB, neste momento, tem que manter calma diante essa possibilidade. “Nós somos o beneficiário direto do ponto de vista político. Portanto, essa questão do impeachment está colocada. O PMDB não ficará em posição contrária a um sentimento da população. Essa é nossa história, essa é nossa essência”, afirmou.
Já o senador do Partido dos Trabalhadores (PT), José Pimentel, criticou todo o rito do impedimento da presidente Dilma Rousseff e chegou a criticar a abertura do processo de impeachment por Eduardo Cunha, que segundo ele, não tem autoridade para o ato. O parlamentar também reclamou das últimas ações do juiz federal Sérgio Moro, que em sua avaliação, encaminhou gravação “clandestina, irresponsável e ilegal” para imprensa apenas para causar comoção nacional.
“Como já fomos vítimas desse processo no passado, entendemos que os que são democratas devem ficar atentos a tudo isso. Eu sou militante do PT e sempre estarei na linha de frente, como sempre tive desde os anos 1960”, disse ele que participou das manifestações pró-Governo Dilma na tarde de ontem.
O parlamentar ressaltou ainda que Eduardo Cunha está sendo processado por corrupção, assim como outros 99 congressistas denunciados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Temos o período mais longo da democracia brasileira, e na história do Brasil a cada 15 anos temos uma tentativa de golpe. Isso faz parte da velha política”, disse ele, afirmando ainda que seu partido foi quem mais contribuiu para fortalecer as instituições de fiscalização da corrupção no País, como a Justiça Federal. “Alteramos toda uma legislação para que o corruptor no Brasil fosse responsabilizado. Essa Legislação é de 2013, e é por isso que hoje temos a Lava Jato”.

19:56 · 10.06.2013 / atualizado às 19:56 · 10.06.2013 por

O gabinete do governador Cid Gomes encaminhou, agora há pouco, nota para as redações assinada pelo Chefe do Gabinete, Danilo Serpa, denunciando a existência de políticos e integrantes de milícia quarendo se infiltrar na manifestação contra a violência programada para Fortaleza, no dia 13 de junho. 

Leia o teor da nota do Gabinete do governador:

 

NOTA OFICIAL SOBRE A MANIFESTAÇÃO CONTRA A VIOLÊNCIA EM FORTALEZA

 

Tendo em vista a informação de que um grupo da sociedade civil que se autodenomina “Fortaleza Apavorada” planeja realizar uma manifestação pacifica e apartidária em defesa da paz e do combate à violência em Fortaleza, no próximo dia 13 de junho, o Governo do Estado, através de sua Chefia de Gabinete, gostaria de ponderar à opinião pública que:

 

1) O Governo vê com muito respeito toda e qualquer expressão de organização democrática e popular que se reúna para reivindicar direitos que lhe cabe garantir;

 

2) O atual Governo gostaria de prestar contas de que é o que mais investiu e tem investido na Segurança em toda a história do Estado. Todos são testemunhas de que:

 

  • Nos últimos seis anos, foram contratados por concurso público mais de seis mil policiais, entre civis e militares, o que significa, praticamente, que de cada 2 policiais existentes, um foi contratado pelo atual governo; neste momento, há mais outros mil novos policiais em treinamento;

  • Foi providenciado o rearmamento e o reeequipamento das Polícias com o que há de mais moderno em matéria de comunicação, formação e estrutura para a atividade policial;

  • Para melhorar a capacitação e o treinamento dos policiais cearenses foi implantada a mais moderna Academia de Polícia do país, com projeto concebido pela Polícia Federal;

  • Um dos mais avançados programas de polícia comunitária já criados no Brasil foi implantado no Ceará, com o nome de Ronda do Quarteirão;

  • O salário inicial de um soldado da Polícia Militar do Ceará é superior a R$ 3.000,00, o que pode não ser muito, em termos absolutos, mas que para a realidade do Ceará é bastante significativo, tendo em vista sermos um dos Estados mais pobres da Federação;

 

Apesar de tudo isso, o Governo do Estado tem a consciência e a humildade de reconhecer que alguns crimes cresceram de forma intolerável, reproduzindo entre nós tendência que está ocorrendo em todas as grandes cidades brasileiras, na esteira do tráfico de drogas. São eles o assalto à mão armada nas regiões de melhor renda e os homicídios nos bairros mais pobres.

 

Mas é inegável que aconteceram vitórias no combate ao crime. Para exemplificar, quando este governo começou, havia 26 seqüestros por ano no Ceará, enquanto que, no último ano, foram apenas dois seqüestros, ambos resolvidos com a libertação dos reféns ilesos e a prisão dos bandidos.

 

Como o assunto Segurança Pública é complexo e delicado, exigindo permanente dedicação, o Governo entende que o novo ciclo de segurança pública que o país pede há de envolver de forma ampla todos os setores da sociedade, razão pela qual considera bem-vinda a iniciativa desta fração da sociedade fortalezense.

 

Lamentavelmente, entretanto, como manifestação da corrupção e do oportunismo que ainda grassam na vida pública brasileira, chegou ao conhecimento deste Gabinete que grupos partidários e marginais de uma milícia que está sendo combatida dentro do organismo policial, pretendem se infiltrar na manifestação com o intuito de provocar violência e gerar repressão que escandalize a opinião pública.

 

Em vista disso, e para prevenir que pessoas inocentes possam ser feridas ou mesmo sofrer algo mais grave, o Governo do Estado compartilhou tais informações com as autoridades do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Assembléia Legislativa, e a elas apelou para que enviassem observadores à manifestação com o objetivo de garantir a tranquilidade e a integridade fisica dos manifestantes.

 

Informamos ainda, e finalmente, que este mesmo grupo de marginais está sendo investigado por haver manipulado a retirada do ar do Facebook da página do Governador Cid Gomes, do ex-governador Ciro Gomes e do próprio movimento “Fortaleza Apavorada”.

 

Aproveitamos para pedir aos participantes do movimento que evitem trazer crianças para a manifestação e não aceitem provocações de indivíduos infiltrados.

 

Fortaleza, 10 de junho de 2013

 

 

Danilo Serpa

Chefe de Gabinete do

Governo do Estado