Edison Silva

Categoria: Mauro Benevides


10:31 · 13.10.2014 / atualizado às 10:32 · 13.10.2014 por

Está no jornal Folha de S.Paulo desta segunda-feira, matéria sobre a trajetória política do deputado federal Mauro Benevides (PMDB), não reeleito no último pleito.

Leia a íntegra da matéria:

” Foco

Aos 84 anos, deputado mais antigo não consegue se reeleger

ANDRÉ UZÊDA DE FORTALEZA

Na vida pública desde o ano da morte da cantora Carmem Miranda (1909-1955), o deputado federal Mauro Benevides (PMDB-CE), 84, não conseguiu renovar seu mandato no último dia 5.

Benevides teve 60.201 votos e ficou na primeira suplência do PMDB –que fez só três federais no Ceará.

A trajetória parlamentar do peemedebista inclui a Câmara de Fortaleza, quatro mandatos na Assembleia cearense, cinco na Câmara dos Deputados e dois no Senado.

Benevides foi filiado ao PDS de Getúlio Vargas, mas, com o bipartidarismo no regime militar, migrou para o MDB (atual PMDB), onde ainda permanece.

Para ele, a explicação para a derrota passa longe dos protestos de 2013 e dos pedidos de renovação na política.

“Estava eleito até as 20h de domingo, mas dois deputados campeões de voto de outra coligação puxaram outros três candidatos e me atropelaram. Quem poderia esperar por isso?”, diz, aos risos.

Quando Benevides entrou na política o físico alemão vencedor do Nobel Albert Einstein (1879-1955) ainda era vivo, o Brasil não tinha conquistado nenhum dos seus cinco títulos mundiais de futebol e Café Filho presidia o país após o suicídio de Vargas, ocorrido um ano antes.

Mesmo com o revés nas urnas, o político não fala em aposentadoria e prepara um livro de memórias sobre seus 59 anos de vida pública, que leva o título provisório de “Se não me falha a memória”.

“Estou na suplência e posso entrar a qualquer momento. Ainda acho que tenho muito a contribuir”, diz.

PRESIDENTE INTERINO

No livro, o cearense destacará as 12 vezes que governou o Estado de forma interina e os “três dias e meio” em que presidiu o Brasil.

À época presidente do Senado, Benevides se sentou na cadeira presidencial em 1992, quando Itamar Franco (1930-2011) viajou para encontro do Mercosul na Argentina.

“Agi com a maior discrição que se exige de um presidente interino, mas estava explodindo de alegria por dentro”, diz ele, que assinou um único documento presidencial.

Benevides cita Itamar e Fernando Henrique Cardoso como “grandes estadistas” com quem conviveu. Mas coloca os dois abaixo do ex-presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976). “Tinha um trato diferente. Faltam políticos como ele hoje em dia.”

Nas eleições deste ano, além da derrota, o veterano também enfrentou uma situação inusitada. Seu filho, o deputado estadual Mauro Filho (Pros), concorreu ao Senado numa chapa rival.

Benevides estava na mesma coligação de Tasso Jereissati (PSDB), que venceu a disputa com 58% dos votos, contra 39% de Mauro Filho.

Questionado sobre em quem votou para o Senado, Benevides eleva o tom. “Retire essa pergunta, por favor. É claro que votei no meu filho. Tasso é amigo de longas eras, mas como não vou votar no meu filho? A política não pode estar acima de tudo. Nunca”, finaliza.”

Pesquisar

Edison Silva

Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
Posts Recentes

09h09mBardawil recorre ao TSE por candidatura ao Senado

09h09mVereador diz que acidentes de trânsito retiram recursos de outras áreas

09h09mEunício e Girão são os candidatos ao Senado que mais gastaram em campanha

09h09mNomes de profissões, apelidos e animais no apelo de candidatos por votos

09h09mParlamentares criticam o general Mourão

Ver mais

Tags

Categorias
Blogs