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Categoria: Migração


10:54 · 28.02.2016 / atualizado às 10:54 · 28.02.2016 por

Passado pouco mais de um ano do início da atual Legislatura, metade dos deputados da Assembleia Legislativa deve migrar para outras legendas, modificando assim toda a composição da Casa. Em 2015 apenas um parlamentar ingressou em uma nova sigla, e agora, pelo menos 22 parlamentares estão discutindo a possibilidade de deixarem sues grêmios para aderirem a outros grupos políticos.
Muitos deles evitam falar a respeito, visto que a decisão demanda muita perspicácia, uma vez que são colocados na balança os prós e contras da medida a ser tomada. Os parlamentares avaliam, por exemplo, a densidade eleitoral que terão naquele novo partido, a força de correligionários e a aceitação de seus eleitores diante a mudança.
Na semana passada, o Congresso Nacional aprovou uma Emenda à Constituição que garante um prazo de até 30 dias para ocorrer as mudanças partidárias, medida essa aguardada por muitos parlamentares em todo o Brasil. Para se ter uma ideia do que deve acontecer no Legislativo Estadual nos próximos dias, somente o Partido Republicano da Ordem Social (PROS), na Assembleia, vai perder todos os seus atuais sete deputados na Casa ficando sem representação alguma no Legislativo Estadual.
Em contrapartida, o Partido Democrático Trabalhista, o PDT, que no ano passado perdeu Heitor Férrer para o Partido Socialista Brasileiro (PSB), passa dos atuais dois membros para onze, isso se contado com Mirian Sobreira e Jeová Mota, ambos licenciados e em secretarias do Governo, que também vão aderir à agremiação. A sigla pedetista terá a maior representação partidária na Casa.
Na noite de ontem, na sala da presidência da Assembleia, deputados que hoje estão no PROS se reuniram com o ex-governador Cid Gomes para tratar sobre as agendas de filiações a serem realizadas nos próximos dias. Alguns defendem eventos regionalizadas e outros preferem um encontro grande com todos os parlamentares. Na próxima quarta-feira, haverá um jantar de adesão do PDT, promovido pelo presidente da sigla em Fortaleza, Roberto Cláudio, onde filiações devem ocorrer.
O PROS já perdeu dois parlamentares, Laís Nunes e Odilon Aguiar, mas esses foram para o Partido da Mulher Brasileira (PMB), outra sigla forte no Legislativo. À ela já ingressaram Behtrose, Júlio César Filho e Naumi Amorim, respectivamente egressos de PRP, PTN e PSL. O PRP, no entanto, pode voltar para a Casa, visto que Joaquim Noronha, hoje no Partido Progressista (PP), está dialogando com a possibilidade de vir a comandar a sigla republicana no Ceará.
Com a saída de Noronha do PP, a legenda fica sendo representada apenas por Zé Ailton Brasil, que pode contar com a companhia de Bruno Pedrosa, do PSC. Pedrosa deve se encontrar, hoje, com o presidente do PSC nacional, Pastor Everaldo, que vem a Fortaleza para organizar o Partido Social Cristão.
Há negociações com vistas de o deputado federal Vitor Valim (PMDB) vir a presidir a legenda, hoje comandada por Welington Saboia no Ceará. Dependendo das negociações com Everaldo, Pedrosa pode se fortalecer no PSC ou ingressar no PP. Ele tem conversado com o presidente da Casa, Zezinho Albuquerque, que está procurando fortalecer o Partido Progressista no Ceará, que tem o comando de José Linhares e do filho de Zezinho, o prefeito de Massapê, Antônio José.
Lucilvio Girão e Fernando Hugo, ambos do Solidariedade (SD) também podem ingressar no PP. Conforme informou Girão, ele vai conversar com o presidente do SD, Genecias Noronha, no fim de semana, e dependendo do diálogo, poderá também ingressar no PP. O mesmo pode fazer Fernando Hugo Colares, que ao ser questionado sobre a possibilidade disse apenas que estava “meditando”.
Por fim, três nomes do PMDB discutem a possibilidade de ingressarem no Partido da Mulher Brasileira. São eles: Agenor Neto, Walter Cavalcante e Silvana Oliveira. Os peemedebistas evitam falar sobre o assunto, mas as negociações com eles estão avançadas.
Enquanto Oliveira diz estar ouvindo todos seus correligionários e Neto diz que o fato de a sigla ser aliada de Camilo Santana inviabiliza sua ida, Cavalcante é dado quase como certo em um novo partido. Ao Diário do Nordeste, o líder da bancada na Assembleia, Audic Mota, informou que a saída de parlamentares diante de uma “janela partidária” é legítima e nada a legenda poderia fazer diante disso.