Edison Silva

Categoria: Militantes


09:02 · 12.04.2018 / atualizado às 09:02 · 12.04.2018 por

Por Renato Sousa

 

Vereador Acrísio Sena é presidente do diretório municipal do PT em Fortaleza

O presidente municipal do PT, vereador Acrísio Sena, declarou, em entrevista ao Diário do Nordeste, que não espera uma decisão rápida do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a questão da execução da pena após condenação em órgão colegiado. “Do Judiciário brasileiro, a gente espera de tudo, menos agilidade”, declara o parlamentar. A decisão interessa diretamente ao principal quadro do partido, o ex-presidente Lula da Silva, que cumpre pena pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro desde o último fim de semana. Segundo o parlamentar, a estratégia traçada pelo partido em reunião de suas direções estadual e municipal, realizada na segunda, 9, é fazer manifestações no Estado contra a prisão. Entretanto, caso a detenção do parlamentar estenda-se, caravanas de militantes do partido e de movimentos sociais deverão ir à Curitiba, onde ele encontra-se preso.

O petista declara que, na reunião, os militantes da sigla definiram que era preciso reconhecer a solidariedade que o petista vinha recebendo de outras siglas de esquerda, com destaque para o Psol e o PCdoB. O PDT, de acordo com ele, não estava incluído. “O (presidente estadual) De Assis Diniz, ficou de entrar em contato com eles”, diz. Ele afirma que, até o momento, o PDT não havia demonstrado a solidariedade demonstrada pelas outras legendas. No fim de semana, enquanto os presidenciáveis Guilherme Boulos (Psol) e Manuel d’Ávila (PCdoB) compareceram à vigília em São Bernardo do Campo que antecedeu a prisão, o PDT não enviou nenhum representante. O presidenciável da legenda, o ex-governador Ciro Gomes, estava em um evento nos Estados Unidos, enquanto o presidente nacional, Carlo Lupi, cumpriu agenda em Belém (PA).

Apesar da crítica à morosidade, o parlamentar afirma que Justiça é ágil quando se trata de Lula. Ele cita dados levantados pelo jornal Zero Hora, que apontam que, da condenação na primeira instância até o julgamento pela corte de apelação, o processo de Lula transcorreu duas vezes mais rápido do que a média. O vereador diz que não entraria no mérito sobre se Lula é um preso político. Entretanto, para ele, “é preciso que se volte a respeitar a Constituição”. O parlamentar afirma que se está criando uma “Constituição paralela”, oriunda da interpretação de magistrados. Para ele, a Carta Magna é clara no que diz respeito à execução da pena: ela só pode ocorrer após a pena transitada em julgado, quando não há mais recursos. De acordo com Sena, o habeas corpus julgado na semana passada teria tido um resultado diferente se o STF, antes, tivesse pautado o tema da execução sem se prender a um caso concreto.

O vereador declara que o partido tirou definição de que todos os parlamentares da sigla devem usar a tribuna para denunciar a condenação de Lula. A orientação foi cumprida ontem, 10, pelo líder da bancada na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), Guilherme Sampaio. De acordo com o parlamentar, Lula é um preso político. “Está muito claro que eles não conseguem derrotar o Lula na urnas e, por isso, querem derrotá-lo no Judiciário”, explica. Para o petista, setores da magistratura estão tentando interferir no processo eleitoral.

 

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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