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Categoria: Mobilização


09:08 · 09.12.2015 / atualizado às 09:08 · 09.12.2015 por

Por Suzane Saldanha

Na manhã de ontem, manifestantes representando agentes de endemias e agentes comunitários de saúde e trabalhadores do transporte alternativo da Capital fecharam o acesso à Câmara Municipal de Fortaleza. Eles reivindicavam serem recebidos por vereadores para expor as demandas das categorias.
Com divergência nos grupos, mais uma vez, representantes do Sindicato dos Servidores de Fortaleza (Sindfort) foram à Casa para questionar a medida que aponta que a Indenização de Campo será incorporada ao vencimento base da categoria no projeto de lei complementar que institui o Plano de Cargos, Carreiras e Salários de Fortaleza. Os membros foram recebidos pelo presidente da Câmara Municipal, Salmito Filho (PDT) e os vereadores Fábio Braga (PTN) e Eulógio Neto (PSC). No entanto, não houve avanço na reunião.
Conforme Eulógio Neto, ficou definido que a tramitação do projeto continua e que o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Philipe Nottingham será procurado para verificação de um possível aporte do Governo Federal para as categorias.
Segundo o vereador, um dos representantes apontou que R$ 224 mil devem ser enviados da Governo Federal para a Secretaria de Saúde e isso deve ser analisado no futuro. “Salmito pediu que os sindicatos se entendessem e que vai passar a mensagem do prefeito. Vai permanecer o projeto em tramitação e Philipe Nottingham vai ver se existe esse recurso e depois sentamos”, disse. Ele ainda afirmou que no movimento há um “trampolim político de cada segmento usando os agentes de saúde e endemias”.
Em pronunciamento na tribuna da Casa, sob vaias e protestos, Adail Júnior (PDT) afirmou que a categoria seria desorganizada e jogada. Para ele, o movimento que não concorda com a proposta do prefeito é político. “Nunca vi uma categoria tão desorganizada, quem toma de conta é suplente de vereador. Três categorias assinam a negociação, eu crente que tinha resolvido o problema e não resolveu. O que eles querem afinal ou quem está representando não é para resolver?”, questionou.
João Alfredo (PSOL) defendeu a necessidade da valorização das categorias com o Brasil vivendo uma epidemia do Zika vírus. “Cabe a Prefeitura tratar vocês na palma da mão, não me cabe como parlamentar fazer uma discussão se o sindicato A é legítimo, não me cabe fazer avaliação do Sindfort”, disse. Ele também destacou que não teria interesse se suplente de vereador ou candidatos tratam da questão. “É importante colocar que não são os vereadores de situação e oposição que vão resolver é a mobilização da categoria”, apontou.
Evaldo Lima (PCdoB), líder do Governo, ponderou não ser contrário ao pleito das categorias, mas salientou ser preciso ter responsabilidade com a situação financeira do município. E explicou que se o PCCS não for votado este ano, os trabalhadores não terão direito ao reajuste anual dos servidores. “Não uso a tribuna para fazer teatro, a grande questão é que representa um avanço e se a gente não votar no próximo ano no momento em que chegar a mensagem geral do reajuste dos servidores há o risco que esses profissionais não tenham o reajuste”, disse.
Por sua vez, o presidente da Comissão de Viação, Transporte e Meio Ambiente, Fábio Braga (PTC), recebeu representantes de motoristas e cobradores do transporte alternativo que pediram para que os parlamentares façam um intermédio com os empresários da área. Segundo ele, os manifestantes reclamaram das demissões de cobradores.
Entre as reivindicações, os trabalhadores querem o fim da dupla-função motorista/cobrador, o fim de desvio de função, fim do assédio moral, pelo cumprimento do acordo coletivo de trabalho pela empresa COOTRAPS, passe livre no sistema regular, pagamento das cestas-básicas atrasadas e se colocam contra demissões em massa irregulares.
Joaquim Rocha (PV), membro da comissão, a comissão se reúne na próxima quinta-feira para definir quais Secretarias serão procuradas para fazer a mediação do problema. “Reclamam de dupla função, são diversos problemas que estão reclamando. Ficou acertado para quinta-feira a gente se reunir e encaminhar aos órgãos competentes para fazer reunião com eles”, apontou.