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Categoria: Mobilização


11:03 · 28.10.2017 / atualizado às 11:03 · 28.10.2017 por
José Guimarães disse que, no momento de crise, é importante que prefeitos transformem as gestões municipais em “polos de sobrevivência” Foto: Kléber A. Gonçalves

Com discurso de “reconstrução” e “atualização” do Partido dos Trabalhadores (PT), prefeitos, vice-prefeitos, parlamentares, secretários estaduais e dirigentes petistas reuniram-se, na manhã desta sexta-feira (27), em um hotel de Fortaleza, para a realização do Encontro de Prefeitos, Prefeitas e vices do PT Ceará. Eles discutiram a “atualização do modo petista de governar”, reconhecendo a necessidade de sobrevivência política em meio à crise nacional, e debateram também as relações entre as gestões municipais petistas e o Governo do Estado.

Além de prefeitos e vice-prefeitos, participaram do encontro o senador José Pimentel, os deputados federais José Airton Cirilo e José Guimarães, os secretários estaduais Nelson Martins (Casa Civil), Fernando Santana (Gabinete do Governador) e Dedé Teixeira (Desenvolvimento Agrário), dirigentes e outros filiados ao partido.

José Guimarães, secretário Nacional de Assuntos Institucionais do PT, ressaltou aos prefeitos e vices que aquele encontro  estava inserido em uma mobilização nacional da legenda, que busca, a partir da Secretaria Nacional de Assuntos Institucionais do PT (SNAI), “retomar aquilo que foi a nossa alma nos tempos de neoliberalismo do FHC, que foi a articulação das SNAIS, a SNAI nacional e as SNAIS estaduais, para a discussão do modo petista de governar”. Segundo ele, o partido vive um período de reconstrução que requer esforço nacional. “Nosso papel é rearticular, reunificar, reconstruir”, disse.

O deputado defendeu ainda que, no cenário de crise “de grandes proporções”, os gestores municipais do partido precisam investir em inovações. “Num momento como esse, se nós não discutirmos muita política e vocês não transformarem as gestões municipais em polos políticos de sobrevivência, eu não sei se todos chegam ao final de 2018, dada a crise nacional”, afirmou.

Senado

O senador José Pimentel, por sua vez, pontuou que demandas municipalistas têm estado “permanentemente” no Senado Federal, mas fez críticas ao governo federal que, segundo ele, quer “estrangular o municipalismo e facilitar o consenso em 2018”.  Ele sustentou que, diante de “desmontes” de um “governo ilegítimo”, o PT tem “contribuição importante a dar” a partir de “experiências exitosas” que acumula no Legislativo e no Executivo, voltadas, por exemplo, a políticas públicas de Saúde e Educação.

Atualmente, o PT possui 13 prefeitos (Abaiara, Altaneira, Ararendá, Barreira, Forquilha, Ipaporanga, Iracema, Morada Nova, Palhano, Pindoretama, Quixadá, Salitre e Umari), duas prefeitas (Potengi e Quixelô) , 12 vice-prefeitos (Abaiara, Alcântara, Caririaçu, Catarina, Guaiuba, Hidrolândia, Itapajé, Jaguaretama, Paramoti, Tamboril, Tarrafas e Tejuçuoca) e seis vice-prefeitas (Alto Santo, Aracati, Ipu, Itaiçaba, Jijoca e Jericoacoara e Sobral) no Ceará.

16:07 · 29.07.2017 / atualizado às 16:07 · 29.07.2017 por
Na capital cearense, o evento acontecerá no Vinyle Café, no bairro Benfica  Foto: Reprodução do Facebook

O “Movimento Acredito” que publicou manifesto no fim de março deste ano conclamando pessoas de fora da política tradicional a entrarem na vida pública e registrarem candidaturas, a partir de 2018, será lançado oficialmente na tarde deste sábado (29).

O evento acontecerá simultaneamente em seis capitais brasileiras, incluindo Fortaleza. Além da capital cearense, estão previstos atos de lançamento do “Acredito” nas cidades de Brasília, Curitiba, Recife, Rio Branco e São Paulo, a partir das 14h30. Em Fortaleza, o evento acontecerá no Vinyle Café, no bairro Benfica. O objetivo dos fundadores do movimento, contudo, é expandi-lo para outras regiões do País, principalmente, por meio da divulgação em redes sociais.

Manifesto

No manifesto, divulgado em 28 de março, os idealizadores do “Acredito”, Felipe Oriá, José Frederico Lyra Netto e Tábata Amaral de Pontes, afirmavam que o movimento surge com a intenção de “oxigenar a política brasileira” e é voltado “para reduzir barreiras a quem nunca teve mandato”. No Ceará, o principal articulador é Ítalo Ribeiro Alves, que representou o Estado na Cúpula Mundial da Juventude em 2009.

O texto questionava ainda aos potenciais futuros militantes: “Se nos perguntávamos qual seria a contribuição da nossa geração , agora nos perguntamos: o que estamos esperando?”, instigando à participação política, principalmente dos jovens e tendo em vista, segundo o documento, construir “o Brasil dos próximos 30 anos”.

09:08 · 09.12.2015 / atualizado às 09:08 · 09.12.2015 por

Por Suzane Saldanha

Na manhã de ontem, manifestantes representando agentes de endemias e agentes comunitários de saúde e trabalhadores do transporte alternativo da Capital fecharam o acesso à Câmara Municipal de Fortaleza. Eles reivindicavam serem recebidos por vereadores para expor as demandas das categorias.
Com divergência nos grupos, mais uma vez, representantes do Sindicato dos Servidores de Fortaleza (Sindfort) foram à Casa para questionar a medida que aponta que a Indenização de Campo será incorporada ao vencimento base da categoria no projeto de lei complementar que institui o Plano de Cargos, Carreiras e Salários de Fortaleza. Os membros foram recebidos pelo presidente da Câmara Municipal, Salmito Filho (PDT) e os vereadores Fábio Braga (PTN) e Eulógio Neto (PSC). No entanto, não houve avanço na reunião.
Conforme Eulógio Neto, ficou definido que a tramitação do projeto continua e que o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Philipe Nottingham será procurado para verificação de um possível aporte do Governo Federal para as categorias.
Segundo o vereador, um dos representantes apontou que R$ 224 mil devem ser enviados da Governo Federal para a Secretaria de Saúde e isso deve ser analisado no futuro. “Salmito pediu que os sindicatos se entendessem e que vai passar a mensagem do prefeito. Vai permanecer o projeto em tramitação e Philipe Nottingham vai ver se existe esse recurso e depois sentamos”, disse. Ele ainda afirmou que no movimento há um “trampolim político de cada segmento usando os agentes de saúde e endemias”.
Em pronunciamento na tribuna da Casa, sob vaias e protestos, Adail Júnior (PDT) afirmou que a categoria seria desorganizada e jogada. Para ele, o movimento que não concorda com a proposta do prefeito é político. “Nunca vi uma categoria tão desorganizada, quem toma de conta é suplente de vereador. Três categorias assinam a negociação, eu crente que tinha resolvido o problema e não resolveu. O que eles querem afinal ou quem está representando não é para resolver?”, questionou.
João Alfredo (PSOL) defendeu a necessidade da valorização das categorias com o Brasil vivendo uma epidemia do Zika vírus. “Cabe a Prefeitura tratar vocês na palma da mão, não me cabe como parlamentar fazer uma discussão se o sindicato A é legítimo, não me cabe fazer avaliação do Sindfort”, disse. Ele também destacou que não teria interesse se suplente de vereador ou candidatos tratam da questão. “É importante colocar que não são os vereadores de situação e oposição que vão resolver é a mobilização da categoria”, apontou.
Evaldo Lima (PCdoB), líder do Governo, ponderou não ser contrário ao pleito das categorias, mas salientou ser preciso ter responsabilidade com a situação financeira do município. E explicou que se o PCCS não for votado este ano, os trabalhadores não terão direito ao reajuste anual dos servidores. “Não uso a tribuna para fazer teatro, a grande questão é que representa um avanço e se a gente não votar no próximo ano no momento em que chegar a mensagem geral do reajuste dos servidores há o risco que esses profissionais não tenham o reajuste”, disse.
Por sua vez, o presidente da Comissão de Viação, Transporte e Meio Ambiente, Fábio Braga (PTC), recebeu representantes de motoristas e cobradores do transporte alternativo que pediram para que os parlamentares façam um intermédio com os empresários da área. Segundo ele, os manifestantes reclamaram das demissões de cobradores.
Entre as reivindicações, os trabalhadores querem o fim da dupla-função motorista/cobrador, o fim de desvio de função, fim do assédio moral, pelo cumprimento do acordo coletivo de trabalho pela empresa COOTRAPS, passe livre no sistema regular, pagamento das cestas-básicas atrasadas e se colocam contra demissões em massa irregulares.
Joaquim Rocha (PV), membro da comissão, a comissão se reúne na próxima quinta-feira para definir quais Secretarias serão procuradas para fazer a mediação do problema. “Reclamam de dupla função, são diversos problemas que estão reclamando. Ficou acertado para quinta-feira a gente se reunir e encaminhar aos órgãos competentes para fazer reunião com eles”, apontou.