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Categoria: Moroni


08:55 · 03.01.2017 / atualizado às 08:55 · 03.01.2017 por

Por Miguel Martins

 

Moroni Torgan, abraçado com o prefeito Roberto Cláudio, na apresentação do novo secretariado municipal. Ele terá função diferente de todos os outros vices
Moroni Torgan, abraçado com o prefeito Roberto Cláudio, na apresentação do novo secretariado municipal. Ele terá função diferente de todos os outros vices

O vice-prefeito de Fortaleza, Moroni Torgan, deve se dedicar durante seu mandato à busca pela redução da violência na Capital, em parceria com o Governo do Estado. Para o primeiro momento, ele irá organizar o Conselho de Segurança Cidadã na Prefeitura que terá a participação de gestores da Educação, Trabalho, Ação Social, Cultura e Esporte visando agir na prevenção de crimes na cidade.
Ainda com um índice de violência alto, a Capital cearense, ao longo do mandato do governador Camilo Santana, viu o número de homicídios reduzir ao longo de 2016, mas a Prefeitura quer ter um papel mais protagonista, a partir do primeiro ano de mandato do prefeito Roberto Cláudio. Para isso, a participação de Torgan será fundamental, conforme, inclusive, o chefe do Poder Executivo Municipal destacou, ontem, durante a posse de seu secretariado.
Segundo disse ao Diário Moroni Torgan, além de buscar agir de forma preventiva no que diz respeito a criminalidade, o Governo Municipal está ainda planejando já licitações para a constituição do que ele chamou de “vigilância comunitária”, que será feita através de torres nas áreas mais violentas da cidade, que farão monitoramento eletrônico, sendo que ao redor de tais equipamentos ocorrerão três círculos de monitoramento.
Um desses é o da torre, outro com uma equipe da Guarda Municipal realizando monitoramento de moto e um terceiro com agentes da Ronda E Ações Ostensivas e Intensivas (RAIO), que serão cedidos pelo Governo do Estado para atuarem em conjunto com os agentes da segurança municipal. “Tudo isso será integrado com o governador e monitorado direto com câmeras”, disse o vice-prefeito.
Com isso o tempo de resposta, que é o espaço temporal entre o pedido de socorro e sua chegada, deve ser feito com mais rapidez e evitar determinados crimes, conforme defendeu Moroni. “Esse é nosso objetivo. Para que a população peça socorro e tenha o socorro quando mais precisa”, defendeu. Já o prefeito Roberto Cláudio disse que as ações sociais que serão implantadas em sua gestão vã “competir” com o tráfico de drogas no Ceará.
“Em Medellín e Bogotá as coisas aconteceram de forma planejada. Aqui, queremos fazer de forma integrada com o (governador) Camilo uma prevenção à violência. Jamais prometeremos Segurança de forma subjetiva”, destacou o prefeito. Em quatro anos serão instaladas 50 torres onde dois guardas devem ficar trabalhar de forma fixa nelas e dois volantes em áreas do bairro. A ideia inicial é priorizar aqueles territórios mais violentos na cidade.
Outras áreas que, geralmente, se encontram em dificuldades em qualquer cidade do País são a Saúde e Educação e para assumir as pastas o prefeito Roberto Cláudio nomeou duas mulheres: Joana Maciel para a Saúde e Dalila Saldanha de Freitas para a Educação. Ao Diário do Nordeste, Joana Maciel destacou que a prioridade para este ano é priorizar os investimentos na área, principalmente, no que diz respeito ao abastecimento dos medicamentos.
“A Saúde recebeu atenção prioritária na primeira gestão e passará a ter atenção redobrada nesta segunda gestão para que posamos ampliar acesso e garantir atendimento nos postos e hospitais”. Segundo Maciel é preciso ampliar e qualificar a rede hospitalar de Fortaleza, inaugurando o IJF II e fazer uma melhor integração dos hospitais com os postos de Saúde, além de consolidar a rede de policlínicas.
“A gente precisa rever também a questão da qualidade dos leitos dos pacientes, melhorando também a qualificação e investindo na regulação, colocando pacientes com perfil adequado”, disse. Ela lembrou ainda que a estrutura para distribuição de medicamentos está pronta, sendo informatizada, e portanto é preciso dar resposta à população. “Estamos ainda trabalhando a formação da equipe técnica, para continuarmos o trabalho que já existia. Temos como prioridade a atenção primária, com vários postos reformados e processo desenhado. Mas nosso desafio é o abastecimento e integração com a rede hospitalar”.
Na Educação, Dalila Saldanha destacou o desafio de aumentar o acesso de crianças ao ensino infantil e reduzir as filhas, além de melhorar os indicadores, do Ensino Fundamental, educando todas as crianças na idade certa, o que é uma meta do prefeito. “Aquelas coisas a serem feitas mais no plano de ação serão discutidas ao longo do primeiro mês, olhando o plano de governo do perfeito e junto com os gestores escolares. É o que pretendemos fazer para conquistar as metas”.

17:55 · 04.08.2016 / atualizado às 19:18 · 04.08.2016 por
Na última eleição, Moroni apoiou Roberto Cláudio na disputa do 2º turno. Foto: Arquivo
Na última eleição, Moroni apoiou Roberto Cláudio na disputa do 2º turno. Foto: Arquivo

O prefeito Roberto Cláudio já está chegando ao local da convenção do PDT que vai homologar o seu nome para disputar um segundo mandato à frente da Prefeitura de Fortaleza. O candidato a vice é o deputado federal Moroni Torgan, que acabou aceitando a indicação. O outro nome mais cotado era o do vereador Salmito Filho, presidente da Câmara Municipal de Fortaleza.

Na última eleição, Moroni apoiou Roberto Cláudio na disputa do segundo turno contra o candidato petista Elmano de Freitas.

 

12:21 · 29.09.2012 / atualizado às 12:21 · 29.09.2012 por

O candidato a prefeito de Fortaleza pelo partido Democratas (DEM), Moroni Torgan, disse  que as pesquisas que o apontam caindo constantemente nos índices de intenção de voto não apresentam a realidade das ruas, pois segundo afirma, está sendo muito bem recepcionado pelas pessoas a cada caminhada que faz. De acordo com ele, o momento é de se preparar para ser prefeito da quinta maior cidade do País e os próximos desafios só serão pensados no futuro.
O prefeiturável, desde o início da pesquisa Ibope, contratada pelo Sistema Verdes Mares, e primeiramente apresentada no dia 31 de julho, vem despencando nas intenções de voto. Passou de 32% naquele dia, para 31% no dia 13 de agosto, 24% no dia 30 daquele mês, 23% dia 13 de setembro e agora está com 19%. Ainda assim, diz que permanece dentro da margem de erro da pesquisa, mesmo tendo caído 13% nas cinco pesquisas realizadas.
Moroni tem se candidatado a prefeito de Fortaleza desde 2000, quando foi derrotado logo no primeiro turno pelo então prefeito da cidade Juraci Magalhães, que naquela ocasião conseguiu ser reeleito. Em 2004 foi derrotado por Luizianne Lins no segundo turno e em 2008, mais uma vez, foi derrotado no primeiro turno pela prefeita, que também se reelegeu. Em 2006 se candidatou ao Senado Federal, mas foi derrotado por Inácio Arruda (PCdoB).
Neste ano tem usado um tom mais ameno, e não está fazendo muitas críticas à atual gestão de Fortaleza. No entanto diz que em 12 anos, percebeu que os problemas da cidade permanecem os mesmos, e que as pessoas têm reclamado das mesmas coisas, assim como no ano em que tentou ser prefeito da Capital pela primeira vez. Esteve por três anos em missão religiosa em Portugal, e quando é questionado sobre o fato de ter abandonado seus eleitores, tem sempre a resposta na ponta língua. Diz logo que quem abandonou o cidadão foi aquele que aqui ficou e nada fez pelo povo.
Moroni tenta pela quarta vez ser o escolhido da população fortalezense a se sentar na cadeira de gestor da cidade, mas, de acordo com as projeções, está cada vez mais difícil para ele se sustentar como o escolhido dos eleitores dia 7 de outubro próximo. Outro grande empecilho para isso é o alto índice de rejeição, estando ele ainda, na liderança dos rejeitados pelo eleitorado de Fortaleza. Cerca de 36% dos pesquisados não votam em Moroni Torgan, mas para ele isso não é problema porque, de acordo com sua avaliação, outros 64% votam.
Para ele, em 2008, em uma de suas quatro tentativas, ele até sentiu que havia rejeição, mas que nesse ano não tem percebido essa desaprovação por parte da população. “Eu acho muito estranho isso, porque nas ruas não vejo essa rejeição. Em outras campanhas eu até via, mas hoje em dia não tem disso não. Mas se tem 36% me reprovando, outros 64% me apoiam”, disse o democrata.
Conforme informou, todas as pesquisas estão “distorcidas” e “indecisas”, assim como o povo que na visão dele, ainda não escolheu um candidato para votar com certeza, e por isso os últimos diagnósticos, de institutos diferentes, têm mostrado uma diferença grande entre os dados apresentados. “O que eu vejo é que as pessoas estão me dando muito apoio. Sou o candidato que mais anda pela cidade e faço minha campanha boca a boca. O que vejo nas ruas é o apoio e não a rejeição”, disse ele.